sábado, 6 de março de 2021

SEPTICEMIA (DEFINIÇÃO, CAUSAS E TRATAMENTO)


DEFINIÇÃO

A sepse ocorre quando substâncias químicas liberadas na corrente sanguínea para combater uma infecção desencadeiam uma inflamação em todo o corpo. Isso pode causar uma série de alterações que danificam diversos sistemas de órgãos, levando-os a falhar e, às vezes, resultando em morte.
Os sintomas incluem febre, dificuldade respiratória, pressão arterial baixa, ritmo cardíaco acelerado e confusão mental.
O tratamento inclui o uso de antibióticos e fluidos intravenosos.

VOCÊ SABE O QUE É SEPSE E COMO PODE SER EVITADA?




Quando nosso corpo se depara com uma infecção, ele gera uma resposta inflamatória que pode levar a uma série de complicações. Essa é a chamada sepse, conhecida popularmente como infecção generalizada. A sepse é a maior causa de morte nas UTIs, chegando a 65% dos casos, no Brasil. Entenda como essa doença se desenvolve e quais as formas de prevenção e diagnóstico.

CAUSAS


COMO E POR QUE A SEPSE SE DESENVOLVE?

O corpo humano está sempre se defendendo de agentes externos que podem causar algum dano, como toxinas, bactérias, fungos e vírus. Toda agressão ao organismo provoca uma reação, mas na maioria das vezes, e em condições normais de saúde, é possível se defender desses agentes sem sentir nenhum efeito.

Quando a infecção é muito grave, geralmente causada por bactérias e vírus, o corpo lança mecanismos de defesa que prejudicam as funções vitais. A sepse é essa resposta do organismo e faz com que o sistema circulatório não consiga suprir as necessidades sanguíneas de órgãos e tecidos. Os focos de infecção mais comuns são:
Pulmões;
Abdômen (apendicite, diarreia infecciosa, infecções no pâncreas e fígado, peritonite);
Infecções urinárias e renais;
Pele (feridas, erisipela, aberturas para introduzir sondas e cateteres);
Meningite.

COMO A SEPSE É DIAGNOSTICADA?

Quanto mais tempo levar o diagnóstico, maiores as chances de a sepse levar à morte. O médico avalia o quadro clínico da pessoa e faz exames de cultura de urina, secreções e sangue para investigar de onde vem a infecção. É importante ficar atento aos sinais e sintomas da sepse para procurar ajuda o quanto antes:

- Queda da pressão arterial;

- Temperatura acima de 38ºC ou abaixo de 36ºC;

- Diminuição do volume de urina;

- Falta de ar;

- Aumento da frequência cardíaca;

- Sonolência, confusão mental e/ou agitação;

- Fraqueza extrema;

- Vômito.

A sepse é a maior causa de morte nas UTIs e os grupos que estão mais expostos aos riscos de mortalidade em decorrência da doença são:

- Pessoas que já estão internadas em UTIs ou hospitalizadas por muito tempo;

- Idosos;

- Crianças até um ano de idade;

- Pessoas com doenças crônicas, como AIDS, diabetes, câncer, insuficiência hepática, cardíaca e/ou renal;

- Transplantados;

- Pessoas com grandes feridas causadas por trauma ou queimadura.

Devido à gravidade, a sepse deve ser tratada ao mesmo tempo em que é feita a investigação da infecção. Algumas vezes, os exames não ficam prontos rápido ou não trazem resultados conclusivos, mas o tratamento não pode esperar. Os medicamentos usados são antibióticos e, em casos mais graves e com risco de falência de órgãos, o paciente é tratado na UTI e pode precisar de medicação para manter os níveis da pressão arterial.

COMO PREVENIR A SEPSE?

As infecções que podem causar a sepse não são adquiridas só em hospitais, portanto os cuidados devem ser mantidos em qualquer situação:

- Lavar as mãos e punhos com sabão ou álcool ao chegar da rua, visitar pessoas doentes ou hospitais;

- Manter a caderneta de vacinação em dia;

- Não se medicar por conta própria, principalmente antibióticos. As bactérias de seu organismo podem adquirir resistência a eles e não haver melhora do quadro em casos de necessidade.


Como é feito o tratamento

O tratamento é feito por meio do uso de antibióticos e fluidos
O tratamento inclui o uso de antibióticos e fluidos intravenosos.


O tratamento da septicemia deve ser feito em internamento no hospital e iniciado o mais rápido possível, por profissionais de saúde com experiência na assistência a pacientes criticamente doentes.

Uma vez que a maior parte dos casos de sepse é causada por bactérias, é comum que o tratamento seja iniciado com a administração de um antibiótico de amplo espetro diretamente na veia para tentar controlar a infecção. Após a saída dos resultados das hemoculturas, o médico poderá alterar esse antibiótico para um mais específico, de forma a combater a infecção mais rapidamente.

Caso a infecção esteja sendo causada por fungos, vírus ou outro tipo de micro-organismo, o antibiótico inicial também é interrompido e são administrados os remédios mais adequados.

Durante todo o tratamento é importante ainda fazer a reposição de líquidos no corpo para regular a pressão arterial. Assim, é administrado soro diretamente na veia e, em casos mais graves, podem ainda ser utilizados remédios vasopressores para manter a pressão arterial mais regulado.



Para o tratamento da sepse, é comum o uso de medicamentos (antibióticos, corticosteroides e insulina), bem como a realização de cirurgia para remover as fontes de infecção e abcessos.

Quanto mais rápido for o diagnóstico e tratamento, melhores as chances de recuperação para o paciente.

Pessoas com sepse grave e choque séptico necessitam uma estreita vigilância e tratamento em uma UTI do hospital e podem precisar de medidas de salvamento para estabilizar as funções orgânicas.

Medicamentos para Sepse

Vasoconstritor
Estreita os vasos sanguíneos.

Antibiótico
Mata bactérias ou interrompe o desenvolvimento delas.

Suporte à pressão sanguínea
Ajuda a aumentar a pressão arterial quando ela está muito baixa.

Os medicamentos mais usados para o tratamento de sepse são:
  • Bactrim
  • Ceftriaxona Dissódica
  • Ceftriaxona Sódica
  • Ciprofloxacino
  • Clocef
  • Cloridrato de Dopamina
  • Clavulin
  • Meropeném

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento.

DISPOSITIVOS: Cateter venoso central

Um tubo normalmente inserido em uma veia grande na virilha ou no pescoço para transportar remédios, fluidos e nutrientes para dentro do corpo. Também chamado de linha central.

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