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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Cirurgia Laparoscópica e Robótica qual a diferença

  

A Cirurgia Laparoscópica



A palavra laparoscopia tem origem grega, “laparos“, que significa abdômen. Atualmente, o termo se refere a um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, frequentemente utilizado em cirurgias urológicas e ginecológicas.

Na extremidade do aparelho, uma minicâmera transmite imagens para monitores de vídeo (videolaparoscopia). Assim, é possível extrair amostras para biópsia e praticar procedimentos cirúrgicos de forma minimamente invasiva em praticamente todos os órgãos do corpo humano, que antes eram realizados apenas de modo convencional, através de cirurgias abertas.

Normalmente, a laparoscopia é feita com o paciente em estado de anestesia geral. Para realização do procedimento, o médico faz uma pequena incisão na região que precisa ser examinada ou tratada e introduz o laparoscópio, aparelho responsável por gerar imagens da região.

A laparoscopia apresenta vantagens ao paciente por ser um procedimento minimamente invasivo, ocasionando menores riscos cirúrgicos, menos sangramento e dores pós-operatórias, recuperação mais rápida e cicatrizes reduzidas. A cirurgia laparoscópica mostra-se eficaz no tratamento de doenças do sistema geniturinário.

Cirurgia Laparoscópica Assistida por Robótica

Após a popularização da laparoscopia nas últimas décadas, surgiram os sistemas robóticos para auxiliar na execução das cirurgias minimamente invasivas, sendo esta técnica cada vez mais utilizada em cirurgias urológicas. O robô permite maior precisão nos movimentos, visão ampliada e mais facilidade para realização de procedimentos complexos e minimamente invasivos.

As principais cirurgias realizadas com laparoscopia são aquelas relacionadas à Próstata (Prostatectomia Radical), Ureter (Reimplante Ureteral), Rins (Nefrectomias, Cistos Renais, Pieloplastias, Pielotitotomias), Testículos (Criptorquidia com testículo impalpável) e Glândula Adrenal (Adrenalectomia).

Atualmente, a cirurgia robótica representa um dos principais procedimentos utilizados para cirurgias de câncer de próstata (prostatectomia radical) e rim (nefrectomia parcial ou nefrectomia radical), mas também para cirurgias reconstrutivas como pieloplastia para obstrução do rim.

Muitos urologistas treinados em laparoscopia, assim como o Dr. Lucas Burttet, enxergam a cirurgia robótica como um benefício adicional, pois o método traz melhor visualização do campo cirúrgico, maior precisão durante os movimentos e mais facilidade na manipulação dos instrumentos.

Cirurgia Robótica

A cirurgia robótica é um procedimento minimamente invasivo, através do qual o cirurgião manipula um robô para realizar incisões e ressecções. Vista como uma evolução da laparoscopia, também apresenta vantagens em relação à cirurgia aberta, sendo menos invasiva, tendo menos sangramentos, recuperação mais rápida e menor tempo de internação.

Além disso, quando comparada à cirurgia laparoscópica, a cirurgia robótica apresenta diversas vantagens, como, por exemplo: maior precisão em locais de difícil acesso, melhor ergonomia ao cirurgião, movimentos mais intuitivos e visão tridimensional.

Atualmente, a cirurgia robótica é considerada o futuro da medicina, viabilizando procedimentos de alta complexidade. É importante compreender que o robô não conduz nenhum movimento sozinho. Através de um console, o cirurgião é responsável por todos os movimentos executados pelo sistema robótico.

Porém, caso algum movimento imprevisto seja realizado pelo médico, o robô aciona um comando de segurança, travando a máquina provisoriamente, assim como filtra os movimentos do cirurgião, evitando tremor oe tornando-os mais delicados. Além disso, se o cirurgião retira o rosto da tela de controle, o aparelho robótico trava de forma automática, evitando possíveis danos ao paciente.

Cirurgia robótica x cirurgia laparoscópica: qual a diferença e benefícios?

  

Cirurgia robótica x cirurgia laparoscópica: qual a diferença e benefícios?

O desenvolvimento e aplicação de diferentes técnicas no tratamento de doenças do trato geniturinário, caracterizam o campo da urologia como uma área inovadora. A cirurgia robótica e cirurgia laparoscópica são procedimentos que representam este avanço.

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Esses dois procedimentos cirúrgicos fazem parte de um novo paradigma das cirurgias minimamente invasivas. Em relação às cirurgias tradicionais (que envolvem o corte de vários centímetros da área a ser operada), possuem alta precisão de imagem e movimento,  minimizam o trauma cirúrgico, além de promover benefícios pós-operatórios.

Neste artigo, falarei sobre a  cirurgia robótica e a cirurgia laparoscópica, quais as diferenças e os benefícios de cada procedimento.

O avanço das cirurgias minimamente invasivas para a urologia 

Vinte anos atrás, iniciou-se o processo do Sistema de Cirurgia da Vinci, com fibra óptica e vídeo. O objetivo era realizar uma cirurgia não traumática. O sucesso foi tão grande que mudou a história da medicina, abrindo o caminho para a Cirurgia Minimamente Invasiva, e se tornou o primeiro sistema de cirurgia robótica aprovado pelo FDA (Agência Federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos). 

Ou seja, o campo cirúrgico evoluiu, cada vez mais, em ferramentas, técnicas e materiais utilizados. Todas essas mudanças visam um melhor efeito terapêutico e maior segurança do paciente. Ao mesmo tempo, o objetivo é proporcionar a menor hospitalização possível e a maior qualidade no pós-operatório. 

Nesse sentido, as ferramentas mais modernas e tecnologicamente avançadas incluem a cirurgia laparoscópica e o robô cirúrgico, especialmente este último. Lembrando que, os dois procedimentos trazem benefícios, pois se encaixam em cirurgias minimamente invasivas, e expande a capacidade do cirurgião, podendo ir muito além dos limites da cirurgia tradicional.

Diferenças entre a cirurgia robótica e a cirurgia laparoscópica

Como mencionado anteriormente, as duas cirurgias – cirurgia robótica e cirurgia laparoscópica – têm suas vantagens e benefícios. Porém, existem diferenças entre os procedimentos. Saiba quais são, e como funciona cada um. 

Cirurgia laparoscópica: como funciona?

A cirurgia laparoscópica, é realizada com um laparoscópio, um telescópio especial, que é conectado a uma fonte de luz de fibra óptica de alta intensidade, bem como a uma câmera de vídeo de alta resolução. 

A câmera transmite a imagem do campo cirúrgico para uma tela, e os instrumentos cirúrgicos minuciosos são inseridos no paciente por incisões cirúrgicas muito pequenas (1-1,5 cm).

O cirurgião é, portanto, capaz de ver e operar o paciente em detalhes e com alta precisão. 

Benefícios

Algumas dessas vantagens incluem:

  • trauma cirúrgico mínimo;
  • menor lesão do tecido cirúrgico e menor resposta imune ao trauma;
  • mobilização e recuperação mais rápidas e um retorno mais rápido ao trabalho;
  • saída rápida do hospital;
  • redução significativa da dor pós-operatória e
  • menos complicações respiratórias e cardiovasculares.

Cirurgia robótica: como funciona?

A cirurgia robótica é uma técnica que utiliza um robô (através do sistema de cirurgia da DaVinci®) para ajudar o cirurgião a realizar a cirurgia. O robô funciona com uma câmera 3D que permite ao cirurgião visualizar de forma mais ampla, o campo cirúrgico. 

O cirurgião conduz o robô à distância e tem o controle dos braços robóticos durante toda a operação. É importante entender que, o robô não realiza a cirurgia, e sim o cirurgião através do console robótico, permitindo realizar movimentos cirúrgicos mais controlados e precisos.

Benefícios 

Os benefícios são muitos tanto para o médico, como para o paciente. A visão 3D permite total controle da cirurgia. Ou seja, a segurança do procedimento é bastante alta. Além disso, os benefícios incluem:

  • maior precisão cirúrgica;
  • menos perda de sangue;
  • menos dor após no pós-cirúrgico, por não haver grande trauma abdominal;
  • os pacientes raramente precisam de analgésicos fortes e podem retornar às atividades normais e trabalhar mais rapidamente em comparação com a cirurgia tradicional;
  • menor hospitalização;
  • melhor cicatrização (incisões cirúrgicas menores).

Assim, o robô dá a assistência ao cirurgião, tornando o trabalho mais eficiente porque elimina qualquer tremor, amplia as imagens em até 20x e chega a lugares que seriam impossíveis de serem alcançados por mãos humanas.

Quais as aplicações das cirurgias robótica e laparoscópica?

Tanto a cirurgia robótica como a laparoscópica, revolucionaram completamente a história da cirurgia moderna, proporcionando vantagens em diversos procedimentos cirúrgicos, incluindo urológicos e ginecológicos, como:

  • prostatectomia: retirada total ou parcial da próstata;
  • nefrectomia: retirada total ou parcial de um rim;
  • pieloplastia: tratamento na junção do rim com o ureter;
  • adrenalectomia: retirada de uma ou ambas as glândulas suprarrenais;
  • cistectomia: retirada total ou parcial da bexiga;
  • doença inflamatória pélvica: uma infecção dos órgãos reprodutivos.

Cirurgia robótica e o câncer de próstata

A intervenção indicada para tratar o câncer de próstata avançado é uma prostatectomia radical que visa remover a próstata. Entre os benefícios da cirurgia robótica para o tratamento do câncer, vale destacar a diminuição de riscos de impotência sexual e a incontinência urinária.

Isso é explicado devido ao procedimento que proporciona uma visão tridimensional de alta resolução, permitindo ao cirurgião ver melhor os nervos cavernosos, estruturas que promovem a ereção, que estão muito perto da próstata.
Se quiser saber mais sobre tratamentos inovadores e cuidados urológicos, você pode me seguir no Facebook ou Instagram. Lá você encontrará diversos conteúdos e informações importantes sobre a saúde do homem!

Cirurgia Robótica

 


O que é a Cirurgia Robótica?

cirurgia robótica de próstata é a forma mais moderna para tratamento do câncer de próstata. Pode ser entendida como evolução da cirurgia laparoscópica. 

O robô permite ao cirurgião ver os órgãos em alta definição 3D e realizar movimentos delicados e precisos, tornando a cirurgia menos invasiva e mais eficiente.

Como funciona a Cirurgia Robótica?

Quando falamos neste tipo de cirurgia, muitos pacientes imaginam que simplesmente programamos um robô, que realiza o tratamento cirúrgico de modo autônomo.

Na verdade, o robô é segura os instrumentos cirúrgicos e a câmera, mas é o cirurgião que controla os equipamentos e opera o paciente.





Fazemos 3 a 5 cortes, com cerca de 0,5cm, pelos quais inserimos uma câmera bem fina, mas com grande aumento e delicadas pinças cirúrgicas.

O médico cirurgião fica dentro da sala cirúrgica e comando o robô, que reproduz os movimentos das mãos do cirurgião, garantindo uma ampla liberdade e precisão de movimento. 

Além disso, a câmera, que permite visão 3D e ampliada dos órgãos a serem operados, também é controlada pelo cirurgião, o que garante um posicionamento sempre adequado. 

Isso permite que esse procedimento tenha muitas vantagens e melhores resultados em relação a cirurgia aberta e laparoscópica:

  • menor sangramento
  • menor tempo de internação
  • menos dor após a cirurgia
  • menos necessidade de repouso
  • cicatrizes menores, muitas vezes imperceptíveis
  • melhor qualidade de visão
  • maior liberdade e delicadeza de movimentos

O que garante uma cirurgia muito mais precisa para o tratamento do câncer de próstata e câncer de rim.

Principais dúvidas sobre Cirurgia Robótica e câncer de próstata



sábado, 5 de dezembro de 2020

INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA EM CIRURGIA ROBÓTICA

 


INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA EM CIRURGIA ROBÓTICA

Por Cenira Santana, CEO e fundadora da Business Medical

A cirurgia assistida por robô que é denominada no meio comum por robótica, é uma realidade nos dias atuais onde a atuação do profissional de instrumentação cirúrgica também é de suam importância junto ao trabalho dos demais membros da equipe de cirurgia, para a arrumação, dentro da técnica asséptica, dos instrumentais adequados para a cirurgia.

Para atuação do Instrumentador Cirúrgico nesse tipo de cirurgia, é necessário que o profissional tenha uma base de conhecimento em cirurgia aberta e em cirurgia videolaparoscópica, para posteriormente aprender a instrumentar na cirurgia robótica.

O instrumentador cirúrgico deve chegar cedo e na sala de cirurgia robótica deve deixar tudo preparado para qualquer intercorrência, verificar os materiais consignados, porque só pode anestesiar o paciente com tudo pronto e tudo preparado, logo é de suma importância a informação do instrumentador para equipe com relação ao material.

Os materiais consignados são muito caros e não podem ser abertos aleatoriamente, por isso deve ser feita pelo instrumentador cirúrgico a verificação desse material antes da abertura.

Os materiais permanentes também devem ser separados previamente, são eles: pinças da robótica, pinças de videolaparoscopia e pinças de cirurgia aberta. Mesmo sendo uma cirurgia robótica ela pode ser convertida para cirurgia aberta ou para videolaparoscopia, daí a necessidade do preparo do material para qualquer intercorrência, deixando tudo pronto na mesa de cirurgia.

Um exemplo de intercorrências para a qual o instrumentador cirúrgico deve estar preparado é a de sangramento em uma cirurgia de nefrectmia parcial por lesão arterial ou de veia cava devido a aderência do tumor, por isso é necessário ter o material de cirurgia vascular aberto na mesa cirúrgica, também é necessário deixar de sobreaviso na sala os fios específicos para pontos em lesão vascular.

Conhecer profundamente os tempos cirúrgicos é um importante diferencial para o instrumentador cirúrgico na cirurgia robótica e em qualquer outra especialidade cirúrgica, através desse conhecimento o instrumentador cirúrgico consegue se antecipar às solicitações do cirurgião durante o procedimento cirúrgico.

Devido ao posicionamento do paciente em cirurgia robótica, a cirurgia deve correr rápido e ser precisa, por isso a destreza do instrumentador cirúrgico nesse tipo de procedimento deve ser de altíssima qualidade.

O bom relacionamento interpessoal do instrumentador cirúrgico com a equipe de enfermagem também é muito importante, porque a enfermagem é a base de toda a assistência intraoperatória do paciente que está sendo submetido a cirurgia robótica.

Por mais conhecimento científico que o cirurgião tenha ele não é capaz de fazer nada sozinho, daí a importância de uma boa equipe cirúrgica e de todo o time de funcionários que trabalham no hospital, logo, todos juntos formam os elos de uma corrente em prol do paciente onde todos devem estar focados na segurança do paciente.