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Energia das mãos : O despertar da magia Helena Blavatsky

Em 1880, no Sri Lanka, Blavatsky e Olcott realizaram a cerimônia de “tomar Pansil”, os cinco preceitos budistas leigos, também refugiando-se em Buda, Dharma e Sangha.

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Instituto IDG

Transformação social por meio de ações socioeducativas socioculturais Realização de cirurgias plásticas reparadoras em vítimas de violência doméstica.

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domingo, 4 de junho de 2023

Como funciona a Cirurgia para Catarata

 


Saber como é feita a cirurgia de catarata é importante para qualquer pessoa, afinal essa é uma doença ocular que atinge uma grande quantidade de pessoas em todo o mundo. 

catarata é um problema crônico de saúde e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é responsável por 51% dos casos de cegueira no planeta. A condição costuma estar relacionada ao envelhecimento, mas também pode ocorrer em diversas outras faixas etárias, inclusive recém-nascidos.

Com casos frequentes, não é raro conhecer alguém que esteja sofrendo com a doença e que esteja em busca de tratamento. 

Por isso, saber melhor como é feita a cirurgia de catarata é primordial, pois todos nós estamos sujeitos a um dia fazê-la ou acompanhar alguém de nossa estima no procedimento. 

Além disso, é importante saber que os benefícios do procedimento cirúrgico para o paciente são muitos — aumentando, inclusive, a expectativa de vida, conforme pesquisa realizada com 74 mil pacientes. 

Se você deseja saber mais sobre o assunto, continue a leitura e descubra como é feita a cirurgia de catarata e o que esperar do pós operatório! 

Objetivo da cirurgia de catarata

Para que você consiga entender o que é catarata, é necessário que saiba que existe uma “lente” transparente atrás da pupila, denominada “cristalino”. Ela tem a função de convergir em imagem a luz que entra nos olhos. 

Quando esse cristalino começa ficar opaco, impedindo que a luz passe corretamente, surge a catarata. Basicamente, a nitidez das imagens fica prejudicada e tudo começa ficar esbranquiçado.

Sua opacidade pode ser adquirida de forma congênita (mais rara), por traumas ou uso de medicamentos e por conta da idade da pessoa — comumente em pessoas com mais de 60 anos.

A única maneira de remover a catarata é com cirurgia, indicada pelo oftalmologista quando o embaçamento na visão começa a impedir o paciente de fazer as coisas que quer ou precisa fazer.

Durante a cirurgia de catarata, sua lente natural turva é removida e substituída por uma lente artificial transparente, também conhecida como lente intraocular

O que esperar da cirurgia de catarata?

Antes da cirurgia, o oftalmologista vai medir seu olho para determinar o poder de foco adequado para a lente intraocular. Além disso, você será questionado sobre os medicamentos que toma, alguns deles terão de ser pausados para a cirurgia.

Alguns médicos recomendam o uso de colírio antes da cirurgia. Esses medicamentos ajudam a prevenir infecções e reduzem o inchaço durante e após o procedimento.

momento pré cirúrgico refrativo para miopia e astigmatismo

O dia da cirurgia

Seu oftalmologista pode pedir que você não coma nenhum alimento sólido pelo menos 6 horas antes da cirurgia.

A cirurgia de remoção de catarata pode ser feita em um centro cirúrgico ambulatorial ou em um hospital. 

Seu olho será anestesiado com colírio ou com uma injeção. Você também pode receber um medicamento para ajudá-lo a relaxar.

Você estará acordado durante a cirurgia. Você pode ver luzes e movimentos durante o procedimento, mas não verá o que o médico está fazendo com seu olho.

Depois da cirurgia você descansará em uma área de recuperação por cerca de 15 a 30 minutos. Então estará pronto para ir para casa.

Como a cirurgia de catarata funciona?

A cirurgia de catarata é relativamente simples e consiste na utilização de uma sonda de ultrassom e de uma técnica chamada de facoemulsificação.

Primeiro, é feita uma pequena incisão no globo ocular para introdução de uma cânula, um tubinho que vai permitir que o equipamento moderno chegue ao cristalino para agir. 

A sonda de ultrassom faz micro rupturas que rompem a catarata e através da facoemulsificação são removidos os pedaços do cristalino com catarata.

retirada da catarata por técnica avançada e moderna
Remoção da Catarata

Na sequência, é implantada uma lente intraocular através do corte, feita de forma exclusiva para cada pessoa. Elas podem conter graus mono ou multifocais, fazendo agora o papel de um perfeito cristalino. 

momento do implante de lente na cirurgia de catarata
Implante da lente intraocular

Por isso, é muito importante darmos a devida atenção ao tipo de lente intraocular que iremos utilizar, uma vez que a mesma é colocada definitivamente para o resto da vida do paciente.

Depois disso é feito um curativo com gaze, tampão de acrílico ou óculos escuros, a depender da técnica e da preferência do médico e do paciente.

O tempo de duração da cirurgia pode variar de acordo com o paciente, a extensão do problema e a técnica do cirurgião, bem como o surgimento de intercorrências. Mas é um processo que não costuma ter grandes complicações e dura, em média, 20 minutos.

E quanto custa uma cirurgia de catarata?

Quanto o assunto é como é feita a cirurgia de catarata, é comum que as pessoas tenham dúvida sobre qual é a média de valores do procedimento cirúrgico. 

A realidade é que o preço de cirurgia de catarata vai depender muito de alguns fatores, como: médico que fará a cirurgia, procedimento utilizado, hospital, grau de dificuldade do procedimento e assim por diante. 

No entanto, no Rio de Janeiro, por exemplo, o preço da cirurgia de catarata costuma variar entre R$3.500 e R$14.000, cada olho. 

Recuperação da cirurgia de catarata e pós-operatório 

Em comparação com outras cirurgias oculares, o tempo de recuperação da cirurgia de catarata é relativamente rápido. Embora cada pessoa se cure de maneira diferente, muitos pacientes relatam uma visão drasticamente melhor nas primeiras 24 horas do procedimento. 

Planeje tirar um a três dias de folga do trabalho para ter tempo suficiente para descansar, mas é normal retomar a maioria das atividades normais dentro de alguns dias.

Diversões simples, como ler, assistir TV, escrever e caminhar, podem ser retomadas assim que você se sentir bem após a cirurgia ocular.

Ainda assim, o processo de cicatrização precisa seguir seu curso e a visão pode flutuar levemente nas primeiras semanas antes de se estabilizar totalmente.

Seu olho deve estar estruturalmente curado da cirurgia em aproximadamente um mês, mas é melhor permitir que seu médico determine quando a recuperação está completa.

À medida que você se recupera, há algumas coisas a serem consideradas nas primeiras duas semanas após a cirurgia que ajudarão no seu tempo de recuperação:

  • Não dirija antes do primeiro dia após a cirurgia;
  • Não realize atividades pesadas ou extenuantes;
  • Para ajudar a prevenir infecções, não nade nem use uma banheira de hidromassagem;
  • Faça o seu melhor para não esfregar o(s) olho(s) após a cirurgia;
  • Não use maquiagem nos olhos e considere evitar cremes ou loções para o rosto;
  • Para evitar irritação dos olhos, evite ambientes com níveis mais altos de poeira, vento, pólen e sujeira;
  • Use óculos escuros em dias claros. Isso pode precisar continuar por até um ano após a cirurgia de catarata.
  • Você pode ter que usar colírio após a cirurgia. Certifique-se de seguir as instruções do seu médico para usar essas gotas;
  • Evite colocar água ou sabão diretamente nos olhos;
  • Você pode precisar usar um escudo protetor para os olhos quando dormir.

Durante a recuperação nos dias seguintes à cirurgia, é normal sentir um leve inchaço ou inflamação da córnea que pode resultar em visão turva, ondulada ou distorcida. 

Tratamento com colírios para a catarata: já existe?

É comum ficar com a visão embaçada depois da cirurgia de catarata?

Sua visão pode ficar turva ou embaçada semanas, meses ou anos após a cirurgia de catarata. Isso não é incomum. Seu médico pode chamar isso de opacificação capsular posterior. Também é chamado de “catarata secundária” ou “tecido cicatricial”. 

Não é como uma cicatriz que temos na pele. Mas como isso acontece depois que o olho está curado da cirurgia de catarata, algumas pessoas pensam nisso como uma cicatriz. Isso acontece quando uma membrana chamada cápsula posterior fica turva. 

Para ajudar a entender, pense na cápsula posterior como uma bolsa transparente, pois ela mantém sua lente intraocular no lugar. 

Se você notar a visão turva novamente, pode ser necessário fazer um procedimento a laser. O laser cria uma abertura na cápsula turva e é chamado de capsulotomia posterior (ou capsulotomia a laser YAG) e ajuda a restaurar a visão clara ao paciente.

Esses são efeitos colaterais de cirurgia de catarata, mas também existem alguns riscos.

Quais os riscos da cirurgia de catarata?

Embora seja segura, como todo procedimento operatório, a cirurgia de catarata também envolve alguns riscos. 

Entre os mais comuns estão:

  • Sangramento no olho;
  • Olho roxo;
  • Infecção ocular;
  • Inflamação;
  • Descolamento de retina;
  • Laceração e surgimento de glaucoma e astigmatismo pronunciado;
  • Visão embaçada;
  • O implante pode se deslocar, saindo da posição.

Mas isso é extremamente raro e o procedimento tem altas taxas de sucesso. 

Além disso, a cirurgia de catarata não restaurará a visão perdida por outras condições oculares, como degeneração macular, glaucoma e retinopatia diabética.

Seu oftalmologista conversará com você sobre os riscos e benefícios da cirurgia de catarata.

Quais são os benefícios da cirurgia de catarata?

As lentes intraoculares darão uma maior qualidade de vida para o portador da catarata. Suas atividades rotineiras serão desenvolvidas sem dificuldade e sem auxílio de outra pessoa. E a dependência de uma correção óptica será menor.

Além disso, uma pesquisa publicada na revista JAMA Ophthalmology — uma das principais da área de oftalmologia em todo mundo — ressalta que a cirurgia de catarata pode aumentar a longevidade em cerca de 5 anos.

Ainda de acordo com a pesquisa, pacientes que passaram pela cirurgia de catarata apresentaram menor mortalidade ligada a doenças vasculares, neurológicas, pulmonares, infecciosas e câncer! Sem contar que o fato de o paciente enxergar melhor reduz o risco de queda, frequente na terceira idade.

cirurgia de catarata

Mitos sobre a cirurgia de catarata

Assim como qualquer outro tipo de procedimento cirúrgico, a cirurgia de catarata também é repleta de mitos e verdadesConfira a seguir quais são alguns deles: 

1. É preciso esperar a catarata “amadurecer” para operar – Mito

Não existe um ponto ideal para operar a catarata. Mas o fato é que somente o oftalmologista pode definir o momento perfeito para a intervenção cirúrgica — e lembre-se de que você precisa ir ao oftalmologista sempre que surgir qualquer problema na visão!

Em linhas gerais, a técnica é indicada quando o mal já está afetando as atividades diárias e cotidianas do indivíduo, comprometendo a sua qualidade de vida. 

Contudo, a avaliação precoce de uma especialista pode ser fundamental, visto que cataratas mais avançadas são mais difíceis e arriscadas de remover e têm uma chance maior de complicações. 

2. É possível postergar a cirurgia de catarata com a ajuda de colírios – Mito

Essa é uma das grandes lendas a respeito da cirurgia de catarata. Somente a operação pode resolver o problema de maneira eficaz e comprovada. 

Infelizmente, não existe tratamento clínico que possa curar ou retardar o aparecimento do problema. Os colírios que foram comercializados com esse propósito há algum tempo já foram retirados do mercado, pois não tiveram sua eficácia comprovada.

No entanto, no ano de 2015 surgiram alguns estudos nesse sentido com a promessa futura de um colírio possivelmente curar a catarata. 

Porém, isso ainda está em análise e estudo, e o que temos de concreto até o dia de hoje é apenas a cirurgia de catarata como o único tratamento eficaz e seguro.

3. Cirurgia de catarata a laser é a única opção disponível – Meio mito

Esse foi um dos mitos mais comuns sobre a cirurgia de catarata no passado, pois até poucos anos atrás, isso não era possível. 

No entanto, hoje em dia isso já pode ocorrer, uma vez que já está disponível a cirurgia de catarata através do aparelho de laser de femto onde parte da cirurgia é feita através da aplicação de laser.

Portanto, isso é um meio mito, pois a cirurgia da catarata ainda não é possível  ser feita inteiramente apenas através do laser (é necessário ainda utilizarmos a eficiente técnica da facoemulsificação). 

Além disso, o que temos consolidado e comprovado através de décadas como uma técnica extremamente eficaz e de sucesso é a técnica de facoemulsificação, comprovada e aprovada em todos os países de primeiro mundo.

Portanto, se você ou alguém que você conhece está com dúvidas se é perigoso uma cirurgia de catarata, saiba que ela possui alguns riscos, mas é segura desde que seja feita por um profissional confiável. 

A COI é uma clínica que conta com especialistas em cirurgia de catarata. Se você quiser saber mais sobre catarata e tirar suas dúvidas, agende uma consulta com um de nossos especialistas em nossa Clínica Oftalmológica no Rio de Janeiro!

Fonte de pesquisa: American Academy of Ophthalmology – Cataract Surgery: Risks, Recovery, Costs

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Cirurgia para refluxo: como é feita, recuperação e o que comer

 A cirurgia para o refluxo gastroesofágico é indicada quando o tratamento com medicamentos e cuidados alimentares não traz resultados, e começam a surgir complicações como úlceras ou o desenvolvimento do esôfago de Barrett, por exemplo. Além disso, a indicação para realizar a cirurgia também depende do tempo que a pessoa tem refluxo, intensidade e frequência dos sintomas e vontade da pessoa em realizar a cirurgia para resolver a condição.

Esta cirurgia é feita com anestesia geral e por meio de pequenos cortes no abdômen, e a recuperação total leva cerca de 2 meses, sendo necessário nas primeiras semanas se alimentar apenas com líquidos, o que pode levar a um emagrecimento leve.


Como é feita a cirurgia

A cirurgia para refluxo normalmente serve para corrigir a hérnia de hiato, que é a principal causa de surgimento do refluxo esofágico e, por isso, o médico precisa fazer pequenos cortes na região entre o estômago e o esôfago para fazer a correção da hérnia.

Normalmente, a técnica utilizada é a laparoscopia com anestesia geral, na qual são inseridos tubos finos através de pequenos cortes na pele. O médico consegue observar o interior do corpo e fazer a cirurgia através de uma câmera colocada na ponta de um dos tubos.

Possíveis complicações

A cirurgia para refluxo é bastante segura, especialmente quando feita por laparoscopia, no entanto, existe sempre um risco de surgirem complicações como sangramento, trombose nos membros inferiores, infecção no local do corte ou trauma nos órgãos próximos do estômago. Além disso, como é necessária anestesia, também podem surgir complicações ligadas à anestesia.

Dependendo da gravidade, essas complicações podem levar à necessidade de a pessoa ser operada novamente através de cirurgia convencional, feita com um corte grande no abdômen, ao invés do procedimento por laparoscopia.

Como é a recuperação

A recuperação da cirurgia para refluxo é rápida, com pouca dor e poucos riscos de infecção, e em geral o paciente recebe alta 1 dia após a cirurgia e pode voltar ao trabalho após 1 ou 2 semanas. No entanto, para uma recuperação mais rápida, recomenda-se:

  • Evitar dirigir por pelo menos 10 dias;
  • Evitar ter contato íntimo nas 2 primeiras semanas;
  • Não levantar pesos e retomar os exercícios físicos apenas após 1 mês ou depois da liberação do médico;
  • Fazer pequenas caminhadas em casa ao longo do dia, evitando ficar sentado ou deitado por muito tempo.

Além disso, é recomendado voltar no hospital ou ir no posto de saúde para tratar as feridas da cirurgia. Nos primeiros 2 dias é importante tomar banho apenas com uma esponja para evitar molhar os curativos, pois aumenta o risco de infecção.

Durante a recuperação, o médico também pode recomendar o uso de antibióticos, anti-inflamatórios ou analgésicos, para reduzir o desconforto.


O que comer após a cirurgia

Devido à dor e à dificuldade de engolir, é aconselhado seguir este tipo de esquema:

  • Se alimentar apenas com líquidos durante a 1ª semana, podendo se estender até a 2ª semana, de acordo com a tolerância do paciente;
  • Passar para dieta pastosa a partir da 2ª ou 3ª semana, com ingestão de alimentos bem cozidos, purês, carne moída, peixe e frango desfiado;
  • Iniciar aos poucos uma alimentação normal, de acordo com a tolerância e a liberação do médico;
  • Evitar bebidas com gás durante os primeiros meses, como refrigerantes e água gaseificada;
  • Evitar alimentos que produzem gás no intestino, como feijão, repolho, ovo, ervilha, milho, brócolis, cebola, pepino, nabo, melão, melancia e abacate;
  • Comer e beber lentamente, para evitar empachamento e dor no estômago.

A sensação de dor e de estômago cheio pode levar à perda de peso devido à redução da quantidade de alimentos ingeridos. Além disso, também é comum sentir soluços e excesso de gases, podendo ser necessário tomar remédios como Luftal, para reduzir esses sintomas.


Sinais de alerta para ir ao médico

Além da consulta de retorno, deve-se procurar o médico se houver febre acima de 38ºC, dor intensa, vermelhidão, sangue ou pus nas feridas, náuseas e vômitos frequentes, cansaço e falta de ar frequente e/ou dor abdominal e inchaço persistente.

Esses sintomas podem indicar complicações da cirurgia, sendo recomendado ir para o atendimento de emergência para tratar e prevenir maiores complicações.


segunda-feira, 7 de março de 2022

Procedimento Whipple

 


Visão geral



Um procedimento de Whipple – também conhecido como duodenopancreatectomia – é uma operação complexa para remover a cabeça do pâncreas, a primeira parte do intestino delgado (duodeno), a vesícula biliar e o ducto biliar.

O procedimento de Whipple é usado para tratar tumores e outros distúrbios do pâncreas, intestino e ducto biliar. É a cirurgia mais usada para tratar o câncer de pâncreas que está confinado à cabeça do pâncreas. Depois de realizar o procedimento de Whipple, seu cirurgião reconecta os órgãos restantes para permitir que você digira os alimentos normalmente após a cirurgia.


O procedimento de Whipple é uma operação difícil e exigente e pode ter sérios riscos. No entanto, essa cirurgia geralmente salva vidas, principalmente para pessoas com câncer.


Procedimentos relacionados

Dependendo da sua situação, seu médico pode conversar com você sobre outras operações pancreáticas. Procure uma segunda opinião de um cirurgião especializado, se necessário. As opções incluem:

  • Cirurgia para tumores ou distúrbios no corpo e cauda do pâncreas. A cirurgia para remover o lado esquerdo (corpo e cauda) do pâncreas é chamada de pancreatectomia distal. Com este procedimento, seu cirurgião também pode precisar remover seu baço.
  • Cirurgia para remover todo o pâncreas. Isso é chamado de pancreatectomia total. Você pode viver relativamente normalmente sem um pâncreas, mas precisará de insulina e reposição enzimática ao longo da vida.
  • Cirurgia para tumores que afetam os vasos sanguíneos próximos. Muitas pessoas não são consideradas elegíveis para o procedimento de Whipple ou outras cirurgias pancreáticas se seus tumores envolverem vasos sanguíneos próximos. Em poucos centros médicos nos Estados Unidos, cirurgiões altamente especializados e experientes realizarão essas operações com segurança em pacientes selecionados. Os procedimentos envolvem também a remoção e reconstrução de partes dos vasos sanguíneos.

Por que é feito

Um procedimento de Whipple pode ser uma opção de tratamento para pessoas cujo pâncreas, duodeno ou ducto biliar é afetado por câncer ou outro distúrbio. O pâncreas é um órgão vital que fica na parte superior do abdômen, atrás do estômago. Ele trabalha em estreita colaboração com o fígado e os dutos que transportam a bile. O pâncreas libera (secreta) enzimas que ajudam a digerir os alimentos, especialmente gorduras e proteínas. O pâncreas também secreta hormônios que ajudam a controlar o açúcar no sangue.
Seu médico pode recomendar que você faça um procedimento de Whipple para tratar:


  • Câncer de pâncreas
  • Cistos pancreáticos
  • Tumores pancreáticos
  • Pancreatite
  • Câncer de ampola
  • Cancro do ducto biliar
  • Tumores neuroendócrinos
  • Câncer de intestino delgado
  • Trauma no pâncreas ou intestino delgado
  • Outros tumores ou distúrbios envolvendo o pâncreas, duodeno ou ductos biliares
O objetivo de fazer um procedimento de Whipple para o câncer é remover o tumor e impedir que ele cresça e se espalhe para outros órgãos. Este é o único tratamento que pode levar à sobrevida prolongada e à cura da maioria desses tumores.


Riscos

O procedimento de Whipple é uma operação tecnicamente difícil, muitas vezes envolvendo cirurgia aberta. Ele traz riscos durante e após a cirurgia. Estes podem incluir:


  • Sangramento nas áreas cirúrgicas
  • Infecção da área da incisão ou dentro de seu abdômen
  • Esvaziamento retardado do estômago, o que pode dificultar a alimentação ou manter a comida no estômago temporariamente
  • Vazamento do pâncreas ou da conexão do ducto biliar
  • Diabetes, temporária ou permanente

Extensas pesquisas mostram que as cirurgias resultam em menos complicações quando feitas por cirurgiões altamente experientes em centros que realizam muitas dessas operações. Não hesite em perguntar sobre a experiência do seu cirurgião e do hospital com procedimentos de Whipple e outras operações pancreáticas. Se tiver alguma dúvida, procure uma segunda opinião.

Como você se prepara

Seu cirurgião revisará vários fatores para avaliar qual abordagem para sua cirurgia é a melhor em sua situação. Ele ou ela também avaliará sua condição e garantirá que você esteja saudável o suficiente para uma operação complexa. Você pode precisar de alguns exames médicos adicionais e otimização de algumas de suas condições de saúde antes de prosseguir para a cirurgia.

Um procedimento de Whipple pode ser feito de várias maneiras:



  • Cirurgia aberta. Durante um procedimento aberto, seu cirurgião faz uma incisão em seu abdômen para acessar seu pâncreas. Esta é a abordagem mais comum e a mais estudada.

  • Cirurgia laparoscópica. Durante a cirurgia laparoscópica, o cirurgião faz várias incisões menores em seu abdômen e insere instrumentos especiais, incluindo uma câmera que transmite vídeo para um monitor na sala de cirurgia. O cirurgião observa o monitor para orientar as ferramentas cirúrgicas na realização do procedimento de Whipple. A cirurgia laparoscópica é um tipo de cirurgia minimamente invasiva.

  • Cirurgia robótica. A cirurgia robótica é um tipo de cirurgia minimamente invasiva em que os instrumentos cirúrgicos são acoplados a um dispositivo mecânico (robô). O cirurgião se senta em um console próximo e usa controles manuais para direcionar o robô. Um robô cirúrgico pode usar ferramentas em espaços apertados e em cantos, onde as mãos humanas podem ser grandes demais para serem eficazes.

A cirurgia minimamente invasiva oferece alguns benefícios, como menor perda sanguínea e recuperação mais rápida naqueles sem complicações. Mas também leva mais tempo, o que pode ser difícil para o corpo. Às vezes, um procedimento pode começar com uma cirurgia minimamente invasiva, mas complicações ou dificuldades técnicas exigem que o cirurgião faça uma incisão aberta para finalizar a operação.

Um cirurgião da Clínica Mayo conversa com um paciente sobre o procedimento de Whipple.

Antes de sua operação de Whipple, seu cirurgião explicará a você o que esperar antes, durante e após a cirurgia, incluindo riscos potenciais. Sua equipe de tratamento conversará com você e sua família sobre como sua cirurgia afetará sua qualidade de vida. Às vezes, o procedimento de Whipple ou outras operações do pâncreas realizadas para o câncer são precedidos ou seguidos por quimioterapia, radioterapia ou ambos. Converse com seu médico sobre as preocupações que você possa ter sobre sua cirurgia e várias outras opções de tratamento antes ou depois da operação.


Antes de ser internado no hospital, converse com sua família ou amigos sobre sua estadia no hospital e discuta qualquer ajuda que você possa precisar deles quando voltar para casa. Você precisará da ajuda de alguém nas primeiras semanas após a alta do hospital. O seu médico e a equipa de tratamento podem dar-lhe instruções a seguir durante a sua recuperação quando regressar a casa.

Alimentos e medicamentos

Converse com seu médico sobre:


  • Quando você pode tomar seus medicamentos regulares e se pode tomá-los na noite anterior ou na manhã da cirurgia
  • Quando você precisa parar de comer ou beber na noite anterior à cirurgia
  • Alergias ou reações que você teve a medicamentos
  • Qualquer história de dificuldade ou náusea grave com anestesia

O que você pode esperar

Antes do procedimento



Na manhã da cirurgia, você fará o check-in no balcão de admissão e se registrará. Enfermeiros e funcionários confirmarão seu nome, data de nascimento, procedimento e cirurgião. Você precisará então mudar para um vestido cirúrgico em preparação para a cirurgia.

Antes de sua cirurgia, uma linha intravenosa (IV) é colocada em uma veia, geralmente em seu braço. Isso é usado para injetar fluido e medicação em suas veias, conforme necessário. Você também pode receber alguns medicamentos para ajudá-lo a relaxar se estiver nervoso.

Você também pode ser submetido à colocação de um cateter epidural ou injeção espinhal, além de bloqueios nervosos locais na parede abdominal. Esses procedimentos permitem que você se recupere com o mínimo de dor e desconforto após a cirurgia e ajudam a diminuir a quantidade de analgésicos narcóticos necessários.

Durante o procedimento



Uma equipe cirúrgica trabalha em conjunto para permitir que você tenha uma cirurgia segura e eficaz. A equipe é composta por cirurgiões pancreáticos, enfermeiras cirúrgicas especializadas, anestesiologistas e anestesistas – médicos e enfermeiras treinados em administrar medicamentos que fazem você dormir durante a cirurgia – e outros.

Depois de dormir, linhas intravenosas adicionais podem ser colocadas com outros dispositivos de monitoramento, dependendo da complexidade da operação e de suas condições gerais de saúde. Outro tubo, chamado cateter urinário, será inserido em sua bexiga. Isso drena a urina durante e após a cirurgia. Normalmente é removido um ou dois dias após a cirurgia.

A cirurgia pode levar de quatro a 12 horas, dependendo de qual abordagem é usada e da complexidade da operação. A cirurgia de Whipple é feita com anestesia geral, então você estará dormindo e inconsciente durante a operação.

O cirurgião faz uma incisão em seu abdômen para acessar seus órgãos internos. A localização e o tamanho da sua incisão variam de acordo com a abordagem do seu cirurgião e sua situação particular. Para um procedimento de Whipple, a cabeça do pâncreas, o início do intestino delgado (duodeno), a vesícula biliar e o ducto biliar são removidos.

Em certas situações, o procedimento de Whipple também pode envolver a remoção de uma parte do estômago ou dos gânglios linfáticos próximos. Outros tipos de operações pancreáticas também podem ser realizados, dependendo da sua situação.

Seu cirurgião então reconecta as partes restantes do pâncreas, estômago e intestinos para permitir que você digira os alimentos normalmente.

Após o procedimento

Após o procedimento de Whipple, você pode esperar:


  • Permaneça na unidade cirúrgica geral. A maioria das pessoas irá diretamente para um andar de enfermagem cirúrgica geral após a cirurgia para se recuperar. A equipe de enfermagem e toda a equipe cirúrgica estarão monitorando seu progresso várias vezes ao dia e observando quaisquer sinais de infecção ou complicações. Sua dieta será lentamente avançada conforme tolerado. A maioria das pessoas estará andando imediatamente após a operação. Espere passar pelo menos uma semana no hospital, dependendo da sua recuperação geral.

  • Fique na unidade de terapia intensiva (UTI) por alguns dias. Se você tiver certas condições médicas ou um caso complexo, poderá ser internado na UTI após a cirurgia. Médicos e enfermeiros da UTI monitorarão sua condição continuamente para observar sinais de complicações. Eles lhe darão líquidos, nutrição e medicamentos através de linhas intravenosas (IV). Outros tubos drenarão a urina da bexiga e drenarão o fluido e o sangue da área cirúrgica.
Após a alta do hospital, a maioria das pessoas pode voltar diretamente para casa para continuar a recuperação. Algumas pessoas são convidadas a ficar nas proximidades por vários dias para monitoramento e visitas de acompanhamento. Idosos e pessoas com problemas de saúde significativos podem precisar de uma estadia temporária em um centro de reabilitação especializado. Converse com seu cirurgião e equipe se estiver preocupado com sua recuperação em casa.

A maioria das pessoas é capaz de retornar às suas atividades habituais quatro a seis semanas após a cirurgia. O tempo que você leva para se recuperar pode depender de sua condição física antes da cirurgia e da complexidade de sua operação.

Resultados



Suas chances de sobrevivência a longo prazo após um procedimento de Whipple dependem de sua situação particular. Para a maioria dos tumores e cânceres do pâncreas, o procedimento de Whipple é a única cura conhecida.



Converse com sua equipe de tratamento, família e amigos se você se sentir estressado, preocupado ou deprimido. Pode ajudar a discutir como você está se sentindo. Você pode querer considerar juntar-se a um grupo de apoio de pessoas que passaram por um procedimento de Whipple ou conversar com um conselheiro profissional.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Você sabe realizar uma Cirurgia de Whipple?

  



A duodenopancreatectomia é o único tratamento com possibilidade de cura para tumores da região peri-ampular. A operação foi difundida a partir da publicação de Whipple, ganhando popularidade com este epônimo (Cirurgia de Whipple).

As primeiras series reportavam uma morbidade e mortalidade elevadas. Devido aos resultados ruins, nas décadas de 60 e 70, sua indicação foi bastante questionada e até abandonada em alguns centros. O argumento, naquelas décadas, era que os pacientes submetidos a procedimentos paliativos apresentavam sobrevida semelhante ou mesmo maior que os operados, sem os riscos das complicações.

Nas décadas de 80 e 90, com as melhorias dos cuidados pré e pós-operatórios e a maior especialização dos serviços em cirurgia avançadas Hepato Bilio Pancreáticas, os resultados da cirurgia de Whipple apresentaram melhora expressiva. Séries recentes em grandes centros relatam mortalidade operatória de 2%, porém com índice de complicações ainda elevado, de cerca de 40%.

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As principais complicações da cirurgia são as fistulas pancreáticas, biliares e o esvaziamento gástrico retardado. Existem várias técnicas de reconstrução do transito alimentar, biliar e pancreático. Atualmente, em grande número de casos, é preservado o estômago em sua totalidade na tentativa de diminuir o número de esvaziamento gástrico retardado. Inúmeras técnicas também existem para diminuir o número de fístulas pancreáticas. Assista abaixo a prévia de uma Cirurgia de Whipple.
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A cirurgia de Whipple atualmente é realizada, em alguns casos, até mesmo por técnica minimamente invasiva (vídeolaparoscópica ou robótica). Desde a primeira descrição da técnica, no início dos anos 90, a ressecção laparoscópica da cauda do pâncreas tornou-se cada vez mais comum. Entretanto, a Cirurgia de Whipple minimamente invasiva somente deve ser realizada em grandes centros e em casos selecionados.



Cirurgia Laparoscópica e Robótica qual a diferença

  

A Cirurgia Laparoscópica



A palavra laparoscopia tem origem grega, “laparos“, que significa abdômen. Atualmente, o termo se refere a um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, frequentemente utilizado em cirurgias urológicas e ginecológicas.

Na extremidade do aparelho, uma minicâmera transmite imagens para monitores de vídeo (videolaparoscopia). Assim, é possível extrair amostras para biópsia e praticar procedimentos cirúrgicos de forma minimamente invasiva em praticamente todos os órgãos do corpo humano, que antes eram realizados apenas de modo convencional, através de cirurgias abertas.

Normalmente, a laparoscopia é feita com o paciente em estado de anestesia geral. Para realização do procedimento, o médico faz uma pequena incisão na região que precisa ser examinada ou tratada e introduz o laparoscópio, aparelho responsável por gerar imagens da região.

A laparoscopia apresenta vantagens ao paciente por ser um procedimento minimamente invasivo, ocasionando menores riscos cirúrgicos, menos sangramento e dores pós-operatórias, recuperação mais rápida e cicatrizes reduzidas. A cirurgia laparoscópica mostra-se eficaz no tratamento de doenças do sistema geniturinário.

Cirurgia Laparoscópica Assistida por Robótica

Após a popularização da laparoscopia nas últimas décadas, surgiram os sistemas robóticos para auxiliar na execução das cirurgias minimamente invasivas, sendo esta técnica cada vez mais utilizada em cirurgias urológicas. O robô permite maior precisão nos movimentos, visão ampliada e mais facilidade para realização de procedimentos complexos e minimamente invasivos.

As principais cirurgias realizadas com laparoscopia são aquelas relacionadas à Próstata (Prostatectomia Radical), Ureter (Reimplante Ureteral), Rins (Nefrectomias, Cistos Renais, Pieloplastias, Pielotitotomias), Testículos (Criptorquidia com testículo impalpável) e Glândula Adrenal (Adrenalectomia).

Atualmente, a cirurgia robótica representa um dos principais procedimentos utilizados para cirurgias de câncer de próstata (prostatectomia radical) e rim (nefrectomia parcial ou nefrectomia radical), mas também para cirurgias reconstrutivas como pieloplastia para obstrução do rim.

Muitos urologistas treinados em laparoscopia, assim como o Dr. Lucas Burttet, enxergam a cirurgia robótica como um benefício adicional, pois o método traz melhor visualização do campo cirúrgico, maior precisão durante os movimentos e mais facilidade na manipulação dos instrumentos.

Cirurgia Robótica

A cirurgia robótica é um procedimento minimamente invasivo, através do qual o cirurgião manipula um robô para realizar incisões e ressecções. Vista como uma evolução da laparoscopia, também apresenta vantagens em relação à cirurgia aberta, sendo menos invasiva, tendo menos sangramentos, recuperação mais rápida e menor tempo de internação.

Além disso, quando comparada à cirurgia laparoscópica, a cirurgia robótica apresenta diversas vantagens, como, por exemplo: maior precisão em locais de difícil acesso, melhor ergonomia ao cirurgião, movimentos mais intuitivos e visão tridimensional.

Atualmente, a cirurgia robótica é considerada o futuro da medicina, viabilizando procedimentos de alta complexidade. É importante compreender que o robô não conduz nenhum movimento sozinho. Através de um console, o cirurgião é responsável por todos os movimentos executados pelo sistema robótico.

Porém, caso algum movimento imprevisto seja realizado pelo médico, o robô aciona um comando de segurança, travando a máquina provisoriamente, assim como filtra os movimentos do cirurgião, evitando tremor oe tornando-os mais delicados. Além disso, se o cirurgião retira o rosto da tela de controle, o aparelho robótico trava de forma automática, evitando possíveis danos ao paciente.

Cirurgia robótica x cirurgia laparoscópica: qual a diferença e benefícios?

  

Cirurgia robótica x cirurgia laparoscópica: qual a diferença e benefícios?

O desenvolvimento e aplicação de diferentes técnicas no tratamento de doenças do trato geniturinário, caracterizam o campo da urologia como uma área inovadora. A cirurgia robótica e cirurgia laparoscópica são procedimentos que representam este avanço.

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Esses dois procedimentos cirúrgicos fazem parte de um novo paradigma das cirurgias minimamente invasivas. Em relação às cirurgias tradicionais (que envolvem o corte de vários centímetros da área a ser operada), possuem alta precisão de imagem e movimento,  minimizam o trauma cirúrgico, além de promover benefícios pós-operatórios.

Neste artigo, falarei sobre a  cirurgia robótica e a cirurgia laparoscópica, quais as diferenças e os benefícios de cada procedimento.

O avanço das cirurgias minimamente invasivas para a urologia 

Vinte anos atrás, iniciou-se o processo do Sistema de Cirurgia da Vinci, com fibra óptica e vídeo. O objetivo era realizar uma cirurgia não traumática. O sucesso foi tão grande que mudou a história da medicina, abrindo o caminho para a Cirurgia Minimamente Invasiva, e se tornou o primeiro sistema de cirurgia robótica aprovado pelo FDA (Agência Federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos). 

Ou seja, o campo cirúrgico evoluiu, cada vez mais, em ferramentas, técnicas e materiais utilizados. Todas essas mudanças visam um melhor efeito terapêutico e maior segurança do paciente. Ao mesmo tempo, o objetivo é proporcionar a menor hospitalização possível e a maior qualidade no pós-operatório. 

Nesse sentido, as ferramentas mais modernas e tecnologicamente avançadas incluem a cirurgia laparoscópica e o robô cirúrgico, especialmente este último. Lembrando que, os dois procedimentos trazem benefícios, pois se encaixam em cirurgias minimamente invasivas, e expande a capacidade do cirurgião, podendo ir muito além dos limites da cirurgia tradicional.

Diferenças entre a cirurgia robótica e a cirurgia laparoscópica

Como mencionado anteriormente, as duas cirurgias – cirurgia robótica e cirurgia laparoscópica – têm suas vantagens e benefícios. Porém, existem diferenças entre os procedimentos. Saiba quais são, e como funciona cada um. 

Cirurgia laparoscópica: como funciona?

A cirurgia laparoscópica, é realizada com um laparoscópio, um telescópio especial, que é conectado a uma fonte de luz de fibra óptica de alta intensidade, bem como a uma câmera de vídeo de alta resolução. 

A câmera transmite a imagem do campo cirúrgico para uma tela, e os instrumentos cirúrgicos minuciosos são inseridos no paciente por incisões cirúrgicas muito pequenas (1-1,5 cm).

O cirurgião é, portanto, capaz de ver e operar o paciente em detalhes e com alta precisão. 

Benefícios

Algumas dessas vantagens incluem:

  • trauma cirúrgico mínimo;
  • menor lesão do tecido cirúrgico e menor resposta imune ao trauma;
  • mobilização e recuperação mais rápidas e um retorno mais rápido ao trabalho;
  • saída rápida do hospital;
  • redução significativa da dor pós-operatória e
  • menos complicações respiratórias e cardiovasculares.

Cirurgia robótica: como funciona?

A cirurgia robótica é uma técnica que utiliza um robô (através do sistema de cirurgia da DaVinci®) para ajudar o cirurgião a realizar a cirurgia. O robô funciona com uma câmera 3D que permite ao cirurgião visualizar de forma mais ampla, o campo cirúrgico. 

O cirurgião conduz o robô à distância e tem o controle dos braços robóticos durante toda a operação. É importante entender que, o robô não realiza a cirurgia, e sim o cirurgião através do console robótico, permitindo realizar movimentos cirúrgicos mais controlados e precisos.

Benefícios 

Os benefícios são muitos tanto para o médico, como para o paciente. A visão 3D permite total controle da cirurgia. Ou seja, a segurança do procedimento é bastante alta. Além disso, os benefícios incluem:

  • maior precisão cirúrgica;
  • menos perda de sangue;
  • menos dor após no pós-cirúrgico, por não haver grande trauma abdominal;
  • os pacientes raramente precisam de analgésicos fortes e podem retornar às atividades normais e trabalhar mais rapidamente em comparação com a cirurgia tradicional;
  • menor hospitalização;
  • melhor cicatrização (incisões cirúrgicas menores).

Assim, o robô dá a assistência ao cirurgião, tornando o trabalho mais eficiente porque elimina qualquer tremor, amplia as imagens em até 20x e chega a lugares que seriam impossíveis de serem alcançados por mãos humanas.

Quais as aplicações das cirurgias robótica e laparoscópica?

Tanto a cirurgia robótica como a laparoscópica, revolucionaram completamente a história da cirurgia moderna, proporcionando vantagens em diversos procedimentos cirúrgicos, incluindo urológicos e ginecológicos, como:

  • prostatectomia: retirada total ou parcial da próstata;
  • nefrectomia: retirada total ou parcial de um rim;
  • pieloplastia: tratamento na junção do rim com o ureter;
  • adrenalectomia: retirada de uma ou ambas as glândulas suprarrenais;
  • cistectomia: retirada total ou parcial da bexiga;
  • doença inflamatória pélvica: uma infecção dos órgãos reprodutivos.

Cirurgia robótica e o câncer de próstata

A intervenção indicada para tratar o câncer de próstata avançado é uma prostatectomia radical que visa remover a próstata. Entre os benefícios da cirurgia robótica para o tratamento do câncer, vale destacar a diminuição de riscos de impotência sexual e a incontinência urinária.

Isso é explicado devido ao procedimento que proporciona uma visão tridimensional de alta resolução, permitindo ao cirurgião ver melhor os nervos cavernosos, estruturas que promovem a ereção, que estão muito perto da próstata.
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