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Energia das mãos : O despertar da magia Helena Blavatsky

Em 1880, no Sri Lanka, Blavatsky e Olcott realizaram a cerimônia de “tomar Pansil”, os cinco preceitos budistas leigos, também refugiando-se em Buda, Dharma e Sangha.

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Instituto IDG

Transformação social por meio de ações socioeducativas socioculturais Realização de cirurgias plásticas reparadoras em vítimas de violência doméstica.

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Cuidados com o Corpo após o Óbito

 

Cuidados de enfermagem com o corpo do paciente após o óbito

Responsáveis pela execução

Enfermeiro, Auxiliar e Técnico de Enfermagem e Acadêmicos de enfermagem sob a supervisão do professor e/ou responsável

É importante observar sempre a prescrição médica pra iniciar os cuidados.

Responsável pela prescrição de cuidados com o óbito: Enfermeiro faz a prescrição de enfermagem após prescrito pelo médico o óbito no prontuário do paciente.

Finalidades: Remover os dispositivos; Limpar, tamponar e identificar o corpo; Colocar o corpo em posição anatômica para o sepultamento.

Responsáveis pela execução: Enfermeiro, Auxiliar e Técnico de Enfermagem e Acadêmicos de enfermagem sob a supervisão do professor e/ou responsável

Indicação: Corpo após a constatação do óbito pelo médico

Contraindicações/Restrições: É necessário ver a necessidade do corpo ser encaminhado ao InstitutoMédico Legal (IML), Serviço de Verificação de Óbito(SVO) ou Necropsia. Esses não necessitarão ser tamponados.




Finalidades


  •   Remover os dispositivos.
  •   Limpar, tamponar e identificar o corpo. 
  • Colocar o corpo em posição anatômica para o sepultamento.

Materiais necessários para limpeza e preparo do corpo 



Equipamentos de Proteção Individual - EPI - (máscara cirúrgica, óculos protetor, avental e luvas de procedimento)

Biombo

Bandeja

Sistema de aspiração montado (cateter de aspiração de 10 a 14 french, extensões de silicone, frascos redutor depressão e de coletor intermediário e rede de vácuo), se necessário

Pinça longa (Cheron)

Tesoura ou bisturi, se necessário

Algodão e/ou gaze não esterilizada

Atadura crepe (3)

Fita adesiva/esparadrapo com os dados de identificação do cliente (nome completo, registro geral, data de nascimento,data e horário do óbito, setor e número do leito, nome do responsável pelos cuidados)

Compressa de banho, se necessário?Bacia com água, se necessário

Papel-toalha (2), se necessário

Sabonete líquido, se necessário

Recipiente para o descarte dos materiais

Lençol (2)

Hamper

Prótese dentária, se houver

Maca sem colchão


Materiais para desinfecção terminal do leito, conforme Procedimento Operacional Padrão (POP) “Limpeza e desinfecção terminal de unidade”



Descrição dos Procedimentos

1.Desligar todos os equipamentos, após a constatação escrita do óbito pelo médico responsável para liberar o corpo para a execução do procedimento.

2.Higienizar as mãos para reduzir a transmissão de micro-organismos.

3.Reunir os materiais necessários e encaminhá-los à unidade para economizar tempo.

4.Colocar a bandeja com os materiais sobre a mesa de cabeceira para facilitar a execução do procedimento.

5.Colocar o biombo, se necessário para proteger da curiosidade e diminuir o mal-estar dos outros clientes da enfermaria.

6.Posicionar a cama na horizontal com a cabeceira levemente elevada para facilitar a execução do procedimento e minimizar os refluxos gastroesofágico e sanguíneo.

7.Forrar a escadinha com o papel-toalha e colocar a bacia com água sobre a mesma, quando for necessário para facilitar a execução do procedimento.

8.Paramentar-se com os EPI para promover proteção individual.

9.Soltar os lençóis da cama e retirar o travesseiro para facilitar a execução do procedimento.

10.Fechar os olhos do cliente, pressionando as pálpebras. Caso não seja possível, fixá-las com tiras de fitas adesivas para evitar que os olhos fiquem abertos, quando ocorrer o enrijecimento cadavérico, e manter a aparência natural.

11.Retirar os cateteres, as cânulas e os drenos com auxílio de tesoura ou bisturi, se necessário, colocando-os em um recipiente de descarte para permitir a execução do procedimento.

12.Fazer curativo oclusivo nos sítios de inserção de dispositivos que estiverem drenando secreções, utilizando gazes e fita adesiva para evitar saída de secreções e/ou sangue.

13.Aspirar secreções da naso e orofaringe, se necessário para evitar saída de secreções e/ou sangue pela boca e nariz.

14.Colocar ou reposicionar a prótese dentária, se houver para manter a aparência natural, antes do enrijecimento cadavérico (rigor mortis).

15.Tamponar os orifícios naturais do corpo (narinas, ouvidos e regiões orofaríngea, vaginal e anal) com algodão seco, por meio de uma pinça longa, de tal maneira que não apareça o algodão para evitar a saída de flatos, secreções e odor fétido.

16.Remover os curativos e refazê-los, quando for necessário para proporcionar limpeza corporal.

17.Fazer a higiene do corpo com compressa úmida com água e sabonete líquido na presença de sangue, secreções e outras sujidades para remover sujidades para melhorar a aparência.

18.Remover os lençóis sujos e molhados, desprezando-os no hamper para manter o corpo limpo.

19.Sustentar a mandíbula com atadura crepe ou com esparadrapo,amarrando-o no alto da cabeça para manter em posição anatômica, antes do enrijecimento cadavérico (rigor mortis).

20.Unir as mãos sobre a região epigástrica e fixá-las com atadura crepe ou esparadrapo para manter em posição adequada, antes do enrijecimento cadavérico (rigor mortis).

21.Juntar os pés e fixá-los com atadura crepe ou fita adesiva para manter em posição adequada, antes do enrijecimento cadavérico (rigor mortis).

22.Fixar a fita adesiva com os dados de identificação na testa do cliente em posição invertida. Não retirar a pulseira de identificação para identificar o corpo e facilitar a leitura dos dados de identificação.

23.Colocar um lençol limpo sob o corpo, utilizando-o para passar o corpo da cama para maca, e outro sobre para facilitar a passagem do corpo da cama para maca.

24.Dobrar o lençol sobre o corpo, fixando com fita adesiva para evitar a exposição do corpo.

25.Retirar os EPI para evitar a transmissão de micro-organismos.

26.Higienizar as mãos para promover proteção individual e evitar a transmissão de micro-organismos.

27.Encaminhar o corpo ao local de destino ( Serviço de Patologia/Necropsia), após comunicação prévia para fazer a tramitação correta e evitar o trabalho desnecessário.

28.Retornar com a maca ao setor e realizar a sua limpeza e desinfecção terminal para garantir a devolução do mobiliário da unidade e mantê-la limpa para o próximo uso.

29.Reunir e empacotar os pertences do cliente, para entregá-los à família, posteriormente para garantir a devolução correta dos pertences.

30.Providenciar a limpeza e desinfecção terminal do leito,conforme POP para preparar o leito para receber outro cliente.

31.Recolher os materiais e dar destino adequado, encaminhando os descartáveis ao expurgo para promover ambiente favorável e dar destino adequado aos materiais.

32.Proceder às anotações de enfermagem, constando: data e horário do óbito, nome do médico que constatou o óbito, descrição dos cuidados realizados; horário da transferência ao Serviço de Patologia/Necropsia, identificação da pessoa que recebeu os pertences, intercorrências e outros achados importantes para promover qualidade à documentação e atender à legislação.

Intervenções de Enfermagem e observações



Evitar comentários desnecessários e manter atitude de respeito durante o cuidado com o corpo. Respeitar as crenças dos familiares ao preparar o corpo. Não realizar os procedimentos de higienização e tamponamento para o corpo que será encaminhado ao IML ou SVO e que esteve hospitalizado por um período inferior a 24 horas.

Nesses casos, deve ser feita somente a identificação, e os cuidados com o corpo passam a ser do local onde o corpo será encaminhado. Desprezar os materiais descartáveis utilizados nos cuidados com o corpo no expurgo, em recipientes de descarte específicos para o tipo de resíduo. Permitir que a família veja o corpo antes de ser encaminhado ao Serviço de Patologia/Necropsia, quando solicitado.

sábado, 3 de julho de 2021

Cateter vesical de demora

 

cateter vesical de demora

O cateterismo vesical de demora é um procedimento amplamente utilizado na prática clínica, sendo de suma importância ao tratamento de diversas patologias. Pode ser dividido em duas classes principais: cateter vesical de demora (CVD), relacionado a uma longa permanência no trato urinário e cateter vesical de alívio (CVA), que se refere a retirada do cateter após o esvaziamento da bexiga.

Geralmente são inseridos em pacientes com dificuldades ou impossibilidade de urinar espontaneamente. Trata-se de uma técnica invasiva que consiste na introdução de uma sonda através do meato uretral até a bexiga visando a da retirada de urina.


Estima-se que cerca de 20% a 50% dos pacientes hospitalizados são submetidos à cateterização vesical. De fato, esse dispositivo é uma ferramenta muito importante na assistência à saúde.

Diversos estudos apontam que quando há um registro médico de pedido de inserção no prontuário, maior é a probabilidade de o cateter ter sido adequadamente indicado. Desta forma, espera-se que todos os pacientes em uso de cateter vesical de demora tenham seu pedido de inserção registrado e a sua manutenção justificada diariamente em prontuário.


O que é ?

O cateterismo vesical é uma técnica que consiste na introdução de um cateter, também conhecido por sonda vesical, pela uretra até à bexiga de forma a fazer a permitir a saída de urina em pessoas que não conseguem controlar esse ato, devido a obstruções como hipertrofia da próstata, dilatação uretral ou mesmo em casos em que se pretende realizar exames em urina estéril ou preparar a pessoa para uma cirurgia, por exemplo.

. Cateterismo vesical de demora

O cateterismo vesical de demora é usado quando o cateter permanece por mais tempo para drenagem contínua e para isso é usado um cateter de Foley ou de Owen.






Nesta técnica, o cateter permanece para uma drenagem continua, permitindo a descompressão gradual da bexiga e é indicada para promover o esvaziamento da bexiga, monitorar o débito urinário, fazer o preparo cirúrgico, realização de irrigação vesical ou para diminuir o contato da urina com lesões de pele próximas à região genital.

Esta técnica deve ser realizada só se necessário e idealmente deve ser feita por um profissional de saúde,

Para que serve

Devido aos riscos da técnica, o cateterismo só deve ser usado se for mesmo necessário, nos seguintes casos:

  • Alívio da retenção urinária aguda ou crônica;
  • Controle da produção de urina pelo rim;
  • Insuficiência renal pós-renal, por obstrução infra-vesical;
  • Perda de sangue pela urina;
  • Recolha de urina estéril para exames;
  • Medição do volume residual;
  • Controle de incontinência urinária;
  • Dilatação ureteral;
  • Avaliação da dinâmica do aparelho urinário inferior;
  • Esvaziamento da bexiga antes, durante e após cirurgias e exames;

Além disso, o cateterismo vesical, também pode ser usado para realizar a administração de medicamentos diretamente na bexiga, em casos de infecções graves, por exemplo.




principais posições cirúrgicas

 



Posições Assumidas no Cotidiano: 1-

 POSIÇÃO SUPINA OU DECÚBITO DORSAL 


É a posição usual para indução da anestesia geral e para acesso a cavidade abdominal.

 O paciente fica deitado sobre o dorso, com os braços em posição e as pernas levemente afastadas, o corpo deve estar bem alinhado, e os pés não cruzados. É a posição mais anatômica para o paciente e que permite melhores condições de trabalho para o anestesista. 

Algumas vezes, nas operações abdominais na porção supramesocólico, um coxim inflável ou feito com panos de campo, que é colocado transversalmente no dorso do doente, na altura do apêndice xifoide. Embora propicie ajuda inestimável ao cirurgião, não se deve exagera em sua altura, pois pode ocasionar em dores lombares no 



2- POSIÇÃO DE TRENDELENBURG OU TRENDELENBURG MODIFICADA 


São geralmente usadas para cirurgia do abdome inferior (permite que a gravidade ajude a mante as alças intestinais na parte superior da cavidade abdominal) e em algumas cirurgias nos membros inferiores ajudando na hemostasia. 

O paciente é colocado em posição supina e toda a mesa de operação é levemente inclinada para que a cabeça do paciente fique mais baixo que seus pés em alguns graus. 

Esta posição as vezes pode interferir na respiração porque o peso adicional dos órgãos internos comprime o diafragma, o que pode ocasionar em dificuldades respiratórias.

3- POSIÇÃO DE TRENDELENBURG REVERSA OU PROCLIVE


 Esta posição é geralmente usada para a cirurgias da cavidade abdominal superior e da cabeça e pescoço, permite uma exposição operatória melhor porque a gravidade mantem as alças intestinais na parte inferior do abdome. 

Também, como a cabeça elevada levemente, a hemostasia se torna mais fácil nas operações deste sangramento.
 OBS: Quando for usada para cirurgia de pescoço e face, o dorso da mesa deve ser elevado e um coxim roliço pesado sob os ombros do paciente para hiperestender o pescoço, apenas o suficiente para facilitar o ato cirúrgico. O paciente é colocado em supina e toda a mesa é inclinada para que a cabeça fique mais alta que os pés, eventualmente um apoio para os pés pode ser usado se a inclinação da mesa for muito grande.


4- POSIÇÃO LATERAL 


A posição lateral, geralmente é utilizada nas operações nos rins, pulmões ou quadril.

 O paciente a indução da anestesia na posição supina e é cuidadosamente virado para a posição lateral após o anestesista dar permissão.
 Posicionadores como coxins podem ser usados paramante o paciente lateralizado. 

Em alguns casos, uma fita longa de 5 a 10cm de esparadrapo é passada pelo quadrile pelo ombropara imobiliza-lo com segurança na mesa operatória, a perna interior é flexionada e a levemente flexionada, separadas por um travesseiro que previne compressões vasculares e nervosas entre ambas. Nas operações sobre o tórax, o braço inferior é colocado em uma braçadeira e o superior colocado em outra braçadeira em arco por sobre a cabeça, que permite que ele seja elevado pra cima e pra fora, abrindo a axila e facilitando a exposição do grandeado costal, tanto o braço como a braçadeira devem ser protegido com uma faixa de pano para evitar contato da pele com o metal e prevenir de eventuais queimaduras causadas pelo bisturi elétrico. 

O anestesista coloca um travesseiro sob a cabeça do paciente para que o pescoço fique alinhado com o corpo. Variantes são obtidas com os auxílios dos coxins, que fletem lateralmente o tronco em alturas variáveis, dependendo do órgão a operar (pulmão ou rim).



5- POSIÇÃO DE FOWLER MODIFICADA 


A posição de Fowler modificada ou posição sentada, é usada na maioria das vezes para cirurgias neurocirurgias, mamoplastias e abdominoplastias.

O paciente deve ser cuidadosamente posicionado sobre as dobras da mesa, o dorso fica elevado e um suporte para os pés deve ser colocado.

6- DECUBITO VENTRAL OU POSIÇÃO DE PRONA


 Usadas em pacientes que serão submetidos a cirurgia na parte posterior do corpo.

 A indução da anestesia geral é feita na posição de supina, após o anestesista autorizar, o paciente pode ser mobilizado cuidadosamente pela equipe. 
São colocados dois coxins debaixo das axilas e aos lados do tórax, que permitem melhor expansão pulmonar e diminuem a pressão na mamas das pacientes femininas, os braços são colocados em braçadeiras bem almofadadas, estendidos para fora e com as palmas voltadas para baixo, a cabeça do paciente deve repousar sobre um travesseiro, virada para um lado, para mantes o pescoço e a coluna vertebral no mesmo nível, os pés são elevados pelo tornozelo sobre um travesseiro para prevenir que o peso das pernas exerça grande pressão na ponta dos dedos. 

Essa posição tem a grande desvantagem de dificultar os movimentos respiratórios e deve ser usada com cuidado em pacientes pneumopatas.
 Podemos usar essa posição em cirurgias como coluna lombar, tumor cerebral (dependendo da localização do tumor), entre outras na parte posterior. 



7- POSIÇÃO DE KRASKE, DEPAGE, CANIVETE SEMI ABERTO (JACK KNIFE)


 Usada em cirurgias proctológicas, o paciente é colocado inicialmente em decúbito ventral, com posterior em angulação da mesa ou com a ajuda de coxins transversal sob o baixo ventre apoiado nas cristas ilíacas, elevando as nádegas pela flexão do tronco sobre as costas, lembrando um “V” invertido, os coxins subaxilares facilitam a respiração, faixas e esparadrapo colocadas de cada lado das nádegas é presa à mesa cirúrgica abrindo o sulco Inter glúteo e expondo o períneo posterior.

 Esta posição pode trazer as mesmas dificuldades respiratórias que a anterior, além disso, se o coxim abdominal for colocado muito alto, pode comprimir a veia cava com diminuição do retorno venoso ou provocar vômitos pela compressão das vísceras abdominais.



8- POSIÇÃO DE LITOTOMIA OU GINECOLÓGICA 


É usada em cirurgias que requerem uma abordagem perineal ou anal. 

O paciente deve ser colocado em posição supina após a indução anestésica, com as nádegas próximas a dobra inferior da mesa de operações, após o anestesista permitir duas pessoas (cada uma movendo uma perna) dobram-nas e colocam as panturrilhas utensílios com o nome de perneira, que devem ser protegidas com pano para que o paciente não tenha contatos com metal, ambos as perneiras devem ser colocadas na mesma altura e no mesmo ângulo de afastamento, em seguida, o segmento inferior da mesa é retirado ou abaixado em ângulo reto, ficando exposto a região perineal, as mãos do paciente são colocados em braçadeiras laterais.



sexta-feira, 11 de junho de 2021

intomas de um problema de vesícula biliar





Dor na região abdominal superior pode indicar um problema de vesícula biliar. iStock; Saúde do dia a dia



A vesícula biliar é um pequeno saco que armazena a bile do fígado e é encontrado logo abaixo do fígado.

Ele libera bile através dos dutos no intestino delgado para ajudar a quebrar os alimentos que você ingere - principalmente alimentos gordurosos.

Normalmente, a vesícula biliar não causa muitos problemas ou preocupações, mas se algo retarda ou bloqueia o fluxo de bile da vesícula biliar, podem ocorrer vários problemas. ( 1 , 2 )





O que pode dar errado


Alguns problemas comuns da vesícula biliar incluem:

Cálculos biliares (colelitíase) Esta é uma condição na qual cálculos pequenos, ou às vezes maiores, se desenvolvem dentro da vesícula biliar.

Essas pedras se formam a partir de substâncias encontradas na bile, incluindo colesterol e um pigmento chamado bilirrubina.

Os cálculos biliares podem causar dor conhecida como cólica biliar (veja abaixo), mas cerca de 90% das pessoas com cálculos biliares não apresentam sintomas.

A maioria dos cálculos biliares sintomáticos está presente há vários anos.

Por razões desconhecidas, se você tiver cálculos biliares por mais de 10 anos, é menos provável que eles causem sintomas. ( 3 , 4)

Cólica biliar Este termo é freqüentemente usado para descrever episódios severos de dor que podem ocorrer quando os cálculos biliares bloqueiam o fluxo da bile para o intestino delgado.

A vesícula biliar se contrai vigorosamente contra o bloqueio, causando forte dor em espasmos ou, às vezes, uma dor constante.

Os episódios de cólica biliar geralmente duram de uma a cinco horas, com dor leve persistindo por até 24 horas. Eles são especialmente comuns após refeições grandes ou gordurosas, principalmente se você jejuou antes. ( 5 )

Vesícula biliar inflamada (colecistite) A inflamação da vesícula biliar pode ser causada por cálculos biliares, uso excessivo de álcool , infecções ou mesmo tumores que causam o acúmulo de bile.

Mas a causa mais comum de colecistite são os cálculos biliares.

Nesse caso, a irritação por cálculos biliares faz com que as paredes da vesícula biliar fiquem inchadas e doloridas.

Um episódio de inflamação pode durar várias horas ou mesmo alguns dias. A febre não é incomum.

Às vezes, a vesícula biliar inflamada é invadida por bactérias intestinais e infecciona.

Episódios suspeitos de colecistite sempre requerem atenção médica, principalmente se você tiver febre. ( 6 )

Vesícula biliar perfurada Uma vesícula biliar inflamada pode levar a várias complicações graves, incluindo uma vesícula biliar rasgada ou perfurada. Esta é uma condição potencialmente fatal e requer cirurgia de emergência para remover a vesícula biliar. (6)

Dor biliar acalculosa Refere-se à dor nas vias biliares que não é seguida por nenhum cálculo biliar que aparece em exames de imagem .

Pode ser devido ao esvaziamento impróprio da vesícula biliar, dutos biliares excessivamente sensíveis ou intestino delgado ou cálculos biliares que são muito pequenos para serem vistos em exames de imagem ou que já passaram por eles.

A cirurgia para remover a vesícula biliar costuma ser bem-sucedida na resolução da dor biliar sem cálculos biliares. ( 7 )

Infecção do ducto biliar comum A maioria dos casos de inflamação no sistema do ducto biliar, chamada colangite, é causada por uma combinação de obstrução do ducto biliar (por cálculo biliar ou estenoses biliares) e uma infecção bacteriana.

Se a bactéria se acumular acima do bloqueio, ela pode voltar para o fígado e causar infecção grave. Os antibióticos são necessários para tratar uma infecção bacteriana. Os médicos também podem precisar drenar o fluido do ducto biliar para determinar a causa do bloqueio. (8,9)

Estreitamento dos dutos biliares relacionado à AIDS Em pessoas com AIDS , um sistema imunológico enfraquecido pode levar a infecções frequentes e generalizadas, algumas das quais podem resultar no estreitamento dos dutos biliares. (7)

Colangite esclerosante primária Refere-se à inflamação que causa cicatrizes e estreitamento dos dutos biliares e não é causada por nenhuma outra condição conhecida.

Embora as causas da colangite esclerosante primária não sejam completamente conhecidas, os médicos acreditam que seja mais provável uma doença auto-imune, na qual o sistema imunológico ataca erroneamente os próprios tecidos do corpo. (7)

Abscesso da vesícula biliar Às vezes, uma infecção grave da vesícula biliar pode levar a um abscesso no órgão, também chamado de empiema da vesícula biliar. Os antibióticos por si só podem não ser suficientes para tratar abscessos e podem precisar ser drenados. ( 10 )

Vesícula biliar de porcelana Isso ocorre quando as paredes da vesícula biliar se tornam tão calcificadas que se assemelham a porcelana em um raio-X . Acredita-se que as bexigas de porcelana estejam associadas a um risco muito alto de câncer e devem ser removidas cirurgicamente. (4)

Pólipos da vesícula biliar São crescimentos que se projetam da superfície da parede interna da vesícula biliar. Alguns pólipos se formam como resultado de uma inflamação ou de depósitos de colesterol na parede da vesícula biliar.

Outros são tumores, que podem ser cancerosos, embora cerca de 95% dos pólipos da vesícula biliar sejam benignos. De acordo com a American Cancer Society, os pólipos da vesícula biliar com mais de 1 centímetro têm maior probabilidade de ser cancerígenos e, portanto, a maioria dos médicos recomenda que sejam removidos. ( 11 , 12 )

Doença da vesícula biliar Este é um termo geral que abrange inflamação, infecção, cálculos biliares ou bloqueio da vesícula biliar.


Sintomas comuns da vesícula biliar


A maioria dos sintomas da vesícula biliar começa com dor na região abdominal superior, no canto superior direito ou no meio.

Os sintomas específicos podem variar de acordo com o tipo de condição da vesícula biliar que você tem, embora muitos sintomas sejam comuns entre os vários tipos de problemas da vesícula biliar.

Aqui estão alguns sintomas comuns de problemas de vesícula biliar:
  • Dor forte na parte superior direita ou no centro do abdômen
  • Sensibilidade no abdômen, principalmente no quadrante superior direito
  • Dor abdominal com duração de várias horas
  • Dor que pode se estender abaixo da omoplata direita ou nas costas
  • Dor que piora depois de comer uma refeição pesada, especialmente alimentos gordurosos ou gordurosos
  • Dor que parece monótona, aguda ou com cãibras
  • Dor que aumenta quando você respira profundamente
  • Azia, indigestão e gases excessivos
  • Dor no peito
  • Uma sensação de plenitude no abdômen
  • Náusea
  • Vômito
  • Febre, variando de baixo grau a grave
  • Tremendo de calafrios
  • Fezes de cor incomum (geralmente mais claras, como argila)
  • Urina escura (frequentemente descrita como da cor do chá) (6, 13 , 14 )

Alguns problemas de vesícula biliar, como cálculos biliares simples que não estão bloqueando os dutos biliares, geralmente não causam nenhum sintoma.

Eles são mais frequentemente descobertos durante um raio-X ou tomografia computadorizada que é realizada para diagnosticar uma condição diferente, ou mesmo durante uma cirurgia abdominal.

Se detectar algum sintoma de problema na vesícula biliar, consulte seu médico para obter um diagnóstico e um tratamento imediato para que o trato digestivo volte a funcionar normalmente .

É essencial procurar tratamento imediato se você desenvolver uma complicação grave do cálculo biliar que causa algum dos seguintes sintomas:
  • Dor abdominal tão forte que você não consegue sentar ou ficar quieto ou segurar a comida
  • Icterícia (amarelecimento da pele e olhos)
  • Febre intensa com calafrios (13)

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Time Out 10 pontos que devem estar no checklist

 

Uma síntese dos elementos-chave para garantir que qualquer operação seja uma cirurgia segura

Equipe em ação: checklist de cirurgia segura reduz taxa de complicações e mortalidade (Bigstock)

Equipe em ação: checklist de cirurgia segura reduz taxa de complicações e de mortalidade (Bigstock)


Cirurgia Segura: 10 pontos que merecem atenção

  1. 1. Certificar-se de que é o paciente certo e o sítio cirúrgico correto
  2. 2. Proteger o paciente da dor, minimizando os riscos da anestesia
  3. 3. Ter capacidade para reconhecer dificuldades respiratórias e um plano de ação pronto
  4. 4. Preparar-se para identificar e agir em caso de grande perda sanguínea
  5. 5. Evitar induzir reações alérgicas ou à medicação que tragam riscos ao paciente
  6. 6. Usar métodos para minimizar o risco de infecções de sítio cirúrgico
  7. 7. Evitar a retenção de compressas ou instrumentos em feridas cirúrgicas
  8. 8. Identificar de maneira precisa todos os espécimes cirúrgicos
  9. 9. Comunicar e trocar informações críticas sobre o paciente
  10. 10. Cabe a hospitais e sistemas públicos de saúde estabelecer vigilância de rotina de resultados, volumes e capacidade cirúrgica



Itens de Verificação
  • Paciente certo: checagem da identificação do paciente quanto ao nome completo e número do prontuário;
  • Procedimento certo: checagem no prontuário do procedimento agendado;
  • Local certo: local da cirurgia demarcado de acordo com o procedimento agendado;
  • Equipamentos, materiais e medicamentos certos em sala, conforme estabelecido pela equipe médica;
  • Documentação certa: anamnese, exame físico, avaliação pré-anestésica e consentimentos preenchidos; exames complementares relevantes para o procedimento em sala.

Lembre-se:
Para assegurar o sucesso do TIME OUT, os pacientes devem ser encaminhados ao Bloco Cirúrgico ou à sala de exame ou procedimento com a documentação certa preenchida previamente, no consultório ou na unidade de internação.

Documentação Certa
  • Anamnese e exame físico;
  • Demarcação do sítio cirúrgico;
  • Avaliação pré-anestésica;
  • Consentimentos cirúrgico;
  • Consentimento anestésico;
  • Exames complementares e imagens relevantes para a cirurgia, exame ou procedimento. ​

domingo, 28 de março de 2021

Coração lento: conheça os riscos da bradicardia

 

Se o seu coração bate menos de 60 vezes por minuto, ele é considerado mais lento do que o normal. Isso é chamado bradicardia e tanto pode significar um problema cardíaco grave como apenas uma adaptação fisiológica. Em atletas bem treinados por exemplo, o coração é tão forte que pode bater apenas 40 vezes por minuto de forma totalmente saudável. Já em pessoas não atletas, sedentárias, idosas ou com histórico de problemas cardíacos, o batimento cardíaco muito lento pode significar algum problema no circuito elétrico que faz o coração bater.

Coração lento: sintomas

Um coração saudável consegue bombear cerca de 5 litros de sangue por minuto. Em corações lentos, esse número pode cair bastante. Isso significa que o cérebro do paciente, e todo o seu organismo, pode não receber o volume correto de oxigênio e nutrientes necessários para um funcionamento adequado. Em geral, os sintomas da bradicardia (batimento lento) são:

  • Falta de ar;
  • Tonturas;
  • Fraquezas;
  • Falta de ar;
  • Cansaço exagerado;
  • Dores no peito;
  • Confusão mental;
  • Desmaios.

O que deixa o coração lento?

O coração possui um sistema elétrico próprio. O marcapasso natural que faz o músculo cardíaco bater no ritmo certo é chamado de Nó Sinoatrial. É ele que produz a descarga elétrica que viaja pela rede de nervos e faz o coração pulsar.
Grande parte das bradicardias são provocadas justamente por problemas no sistema de condução elétrica do coração. Nesses casos, as bradicardias são divididas em:

Disfunção do nó sinoatrial: doença que acomete o principal marcapasso do coração e leva à diminuição do número de estímulos ou mesmo à falta de ritmo cardíaco.

Bloqueio atrioventricular: distúrbio parcial ou total no circuito de condução elétrica do coração, que resulta na diminuição dos batimentos e, às vezes, na necessidade do implante de marcapasso definitivo.

A origem das bradicardias desse tipo costuma envolver o uso de medicamentos, disfunções hormonais, desequilíbrio de eletrólitos, entre outros fatores que não estão ligados a disfunções no próprio coração.

Em resumo, podemos definir como causas de bradicardia:

  • Disfunções no circuito elétrico do coração provocadas pelo envelhecimento natural (a bradicardia é mais comum em pacientes idosos).
  • Danos no circuito elétrico cardíaco provocados por ataques cardíacos, doenças coronarianas e por infecções como miocardites e endocardites.
  • Condições que podem diminuir a intensidade e frequência dos pulsos elétricos pelo coração como hipotiroidismo e desequilíbrio de minerais (eletrólitos) os no organismo.
  • Uso de medicamentos para tratar pressão alta ou outros problemas do coração, com beta-bloqueadores.

Os riscos da bradicardia

O fator chave para a bradicardia é a idade. Pessoas idosas estão mais sujeitas à doença. Entretanto, mesmo os jovens que fumam, exageram no consumo de álcool, sofrem com pressão alta, estresse e ansiedade fazem parte do grupo de risco. Dependendo do quão lenta é a frequência cardíaca do paciente, do local do coração onde ocorre o problema elétrico e de que tipo de dano pode estar presente no tecido cardíaco, a doença pode progredir de desmaios frequentes, insuficiência cardíaca à parada total do coração.

Como tratar um coração lento?

As pessoas que detectam os sintomas de bradicardia devem procurar imediatamente o cardiologista. Ele irá revisar todos os sinais presentes, rever o histórico médico e familiar do paciente e encaminhá-lo para os exames necessários. Dependendo do caso, o médico poderá solicitar desde um Eletrocardiograma até um Estudo Eletrofisiológico detalhado.

O tratamento da bradicardia também varia de acordo com a situação de cada paciente. O objetivo central, entretanto, é sempre o mesmo: fazer com que o coração volte a bater com no ritmo correto.

Nas situações em que a bradicardia é provocada por doenças secundárias, como doenças da tireoide e apneia do sono, o tratamento dessas doenças geralmente resolve a disfunção cardíaca. O mesmo acontece com a troca ou reavaliação da dosagem de medicamentos que deixam o coração lento.

Já para os casos em que o problema está na própria rede elétrica do coração, o tratamento poderá consistir no implante de um marcapasso, um aparelho que envia impulsos elétricos para o coração e mantém ele no ritmo ideal. Os marcapassos modernos são confortáveis, confiáveis e permitem que o paciente volte a vida normal rapidamente. Com alguns cuidados e orientação do médico, os desmaios, tonturas, dores e falta de ar desaparecem. A qualidade de vida melhora significativamente.

Converse com um especialista. O tratamento para a bradicardia é seguro, eficaz, e pode ser mais simples do que você imagina.

sexta-feira, 26 de março de 2021

Hemostasia na Cirurgia


 

Hemostasia é o processo que consiste em impedir, deter ou prevenir o sangramento.



Pode ser feito simultânea ou individualmente por meio de pinçamento e ligadura de vasos, eletrocoagulação ou compressão. Na realidade, a hemostasia começa antes da cirurgia. Ela se inicia quando se realizam os exames de tempo de coagulação e dosagem de pró-trombina no pré-operatório imediato.

Pode ser classificada em:
  • Preventiva: hemostasia que pode ser medicamentosa e cirúrgica. A hemostasia medicamentosa é baseada nos exames laboratoriais pré-operatórios. A cirúrgica é realizada com a finalidade de interromper a circulação durante o ato operatório, temporária ou definitivamente.

  • Urgência: hemostasia realizada quase sempre em condições não favoráveis e com material muitas vezes improvisado, como, por exemplo, compressão digital, garrotes e torniquetes.

  • Curativa: realizada durante a intervenção cirúrgica. Pode ser medicamentosa (drogas que diminuem o sangramento por vasoconstrição), mecânica (compressão e esponjas sintéticas), física (bisturi) ou biológica (absorventes).
Tempos cirúrgicos.

De modo geral, as intervenções cirúrgicas são realizadas em quatro fases ou tempos básicos e fundamentais: diérese, hemostasia, exérese e síntese.

  • Diérese: é o rompimento da continuidade dos tecidos, ou planos anatômicos, para atingir uma região ou órgão. Pode ser classificada em mecânica ou física.

  • Hemostasia: um conjunto de manobras manuais ou instrumentais para deter ou prevenir uma hemorragia ou impedir a circulação de sangue em determinado local em um período de tempo.

  • Síntese: é a união de tecidos para facilitar o processo de cicatrização e restabelecer a continuidade tecidual por primeira intenção. Será mais perfeita quanto mais anatômica for a separação.

  • Exérese: também denominada “cirurgia propriamente dita”. Possui caráter curativo, paliativo, estético/corretivo, diagnóstico.
Instrumentos cirúrgicos para hemostasia
Pinças hemostáticas

As pinças são importantes materiais cirúrgicos. São são usadas com bastante frequência na hemostasia. Existem diferentes tipos de pinça. Possuem indicações diversas conforme a área operada e a necessidade. No caso da hemostasia, são usadas pinças hemostáticas para fechamento de extremidades cortadas de um vaso com mínima lesão tecidual.

É muito importante para o cirurgião conhecer precisamente a hemostasia em seus aspectos mais amplos, ou seja, o conjunto de processos biológicos e de procedimentos técnicos e cirúrgicos que servem para deter e controlar hemorragias.

Por isso, o profissional de saúde deve ser muito criterioso quanto aos medicamentos e materiais utilizados em procedimentos cirúrgicos. O Grupo DBV se dedica a proporcionar aos nossos clientes o acesso a materiais produzidos com tecnologia de ponta e qualidade superior.