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Energia das mãos : O despertar da magia Helena Blavatsky

Em 1880, no Sri Lanka, Blavatsky e Olcott realizaram a cerimônia de “tomar Pansil”, os cinco preceitos budistas leigos, também refugiando-se em Buda, Dharma e Sangha.

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Instituto IDG

Transformação social por meio de ações socioeducativas socioculturais Realização de cirurgias plásticas reparadoras em vítimas de violência doméstica.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

exsudato

 



“Exsudação” é o termo usado na Enfermagem para identificar o fluido proveniente de uma ferida. É uma resposta do organismo aos danos causados nos tecidos e, portanto, é considerada uma reação normal do processo de cicatrização da pele.



O papel do exsudato na cicatrização da lesão é fornecer nutrientes essenciais como fonte de energia para ativar o metabolismo celular e regular a umidade da região.





O que é “exsudato”?


A exsudação é uma etapa natural da cicatrização. Esse líquido expelido (exsudato) é resultado de sangue cujas plaquetas e glóbulos vermelhos foram filtrados.

O exsudato pode apresentar variações na aparência, consistência e volume de acordo com o tipo e origem da ferida. Fatores externos também podem influenciar, como é o caso de infecções e colonizações por bactérias.



O exsudato tem papel fundamental no processo de cicatrização das lesões de pele, pois mantém o leito da ferida úmido, favorecendo a migração celular e acelerando a cicatrização. Entretanto, quando em excesso, o exsudato pode causar maceração dos bordos da lesão, retardando o processo de cicatrização e, em alguns casos, aumentando o tamanho da lesão.


Tipos de exsudato




Os tipos de exsudato podem ser identificados de acordo com suas características:



– Exsudato seroso: com coloração clara, é originado a partir do soro do sangue e secreções de células. Geralmente, surge nas fases de desenvolvimento de reações inflamatórias agudas. Também pode ser encontrado nos estágios precoces de infecção bacteriana.

– Exsudato sanguinolento: tem coloração vermelho vivo e indica a ruptura de vasos.

– Exsudato serosanguinolento: com tom vermelho claro ou rosado, é a mistura dos exsudatos seroso e sanguinolento.

– Exsudato purulento: tem coloração amarelada, esverdeada, marrom e poder apresentar odor fétido. Geralmente, indica a presença de infecções.

– Exsudato seropurulenta: coloração amarela opaca, fina esbranquiçada. Mistura do exsudato seroso com o purulento.

– Exsudato fibrinoso: quando há extravasamento de grandes quantidades de proteínas plasmáticas e massas de fibrina. Caracterizado pela formação de placas esbranquiçadas, com aspecto de uma membrana sobre a lesão.


Como controlar o exsudato?

Controlar o exsudato é importante para manter o ambiente da lesão úmido na medida certa e favorecer o processo de cicatrização. Uma ferida muito úmida ou muito seca pode prejudicar a proliferação celular e outros mecanismos de cicatrização.

Portanto, é muito importante drenar o excesso de exsudato com um curativo absorvente, como gaze. Isso evita problemas como o retardo da cicatrização, o surgimento de dermatites, a maceração dos bordos e, consequentemente, o aumento da lesão.



Manter a ferida úmida de forma controlada favorece a ação de fatores de crescimento que compõem o processo de reepitelização.







O Spray de Barreira é uma excelente opção para ajudar a manter a integridade dos bordos da ferida. Ele forma uma película de silicone que protege a pele da umidade e evita a maceração dos bordos.

Medicina Antroposofica & Antroposofia Aplicada à Saúde

  A Medicina Antroposófica (MA) surgiu na Europa Central nas primeiras décadas do século XX como um sistema médico complexo de abordagem sistêmica e integrativa através da parceria do filósofo Rudolf Steiner (1861-1925), criador da Antroposofia (“anthropos”- ser humano; “sofia”- sabedoria, conhecimento), com a médica holandesa Ita Wegman (1876 – 1943). 



Os estudos científicos de Wolfgang von Goethe (1749-1832), reconhecido como precursor de uma metodologia científica de caráter fenomenológico, influenciaram profundamente Rudolf Steiner, com sua observação cuidadosa dos fenômenos da natureza e busca pela existência de arquétipos (essência primordial). Os trabalhos de Goethe nas áreas da mineralogia, botânica, zoologia, morfologia e física, integrando ciência e arte, irrigaram com poesia, exatidão, abrangência, estética e sentimento a fria e seca ciência quantitativa do século XVIII que evoluiu para a matematização e redução da importância da rica experiência dos profissionais de saúde.  A enorme valorização moderna da tecnologia e da quantificação dos parâmetros da saúde levou a um empobrecimento do encontro do profissional de saúde e paciente. Portanto a MA valoriza enormemente a escuta qualificada e a empatia clínica valorizando a moderna mudança de paradigma na ciência, na direção de uma ciência quanti-qualitativa que considera cada paciente uma singularidade.

Com isso podemos desenvolver o ‘olho clínico’.

A MA desenvolve uma abordagem unificada da fisiologia, fisiopatologia e terapêutica baseado na ideia de sistemas e organizações com auxilio desta metodologia científica de Goethe. Este recurso se aplica tanto ao estudo de pacientes, suas patologias, com uma visão que enxerga o ser humano inserido concentricamente em sua família, comunidade, país e conectado a natureza mineral, vegetal e animal, fonte dos recursos terapêuticos.

A MA com sua concepção de um ser humano em constante evolução biográfica em seus ciclos de vida, amplia a visão da medicina acadêmica de forma complementar, enriquecendo a atuação dos profissionais da saúde em todas as fases da vida, desde a pediatria até a geriatria incluindo todos os recursos clínico-cirúrgicos e laboratoriais da medicina convencional (Biomedicina).

Segundo a Antroposofia, possuímos três dimensões: orgânica, psíquica e noética (dimensão espiritual humana, Self) em desenvolvimento noopsicossomático ao longo da vida.

Nossa dimensão orgânica, corporal compreende uma morfologia e fisiologia ordenadas por quatro campos morfogenéticos (organização de campo de forças) que se desenvolveram em nosso planeta organizando a estruturação dos minerais, das plantas, dos animais e dos hominídeos.

Portanto como Homo sapiens possuímos quatro naturezas em intima correlação. A natureza mineral é muito visível em nossos ossos que são constituídos basicamente de calcário; a natureza vegetativa está repleta de vitalidade movimentando fluidos, capacidade de crescimento e regeneração muito visível no comportamento de nosso fígado e músculos, e que amplifica sua atividade durante nosso período de sono. Possuímos ainda uma natureza animal organizada pelo nosso sistema nervoso e endócrino que se manifesta em nosso tônus muscular, em nossos movimentos, em íntima conexão com nosso animo e estado desperto. E por fim ainda possuímos uma dimensão essencialmente humana, como um fogo individual, que se relaciona diretamente ao nosso sistema imunológico que tem o papel de distinguir nossa identidade Self do não-Self (vírus, bactérias, poeiras, células de câncer, por exemplo).

Assim tanto nosso corpo como um todo, como nossa psique como cada órgão e sistema isoladamente sofrem ação destes quatro domínios. Para que possamos desenvolver estas quatro naturezas, necessitamos de quatro partos: o tradicional, aos 7 anos, na puberdade e ao redor dos 21 anos.

Na Maternidade ou em casa acontece o Parto Físico (Parto Mineral), quando a criança se separa fisicamente da mãe.

Ao final da primeira infância, quando termina um ciclo de sete anos (setênio) ocorre a troca dos dentes, o fim da mielinização (bainha de gordura termina de envolver os neurônios), o fim da produção de células de gordura e os pulmões amadurecem. A esta passagem para a segunda infância, quando a criança passa de um nível de consciência de fantasia para um mais racional, com muito maior consciência do mundo e muitas perguntas que surgem, chamamos de segundo Parto ou Parto da Vitalidade ou Parto Vegetativo.

O terceiro parto é bem visível, pois aquela criança começa a transformar seu corpo dos 10 aos 14 anos, surge uma intensa vida animal quando nascem pêlos, mudam de comportamento para uma vida solitária ou em bandos e aumenta muito a consciência dos sentimentos próprios. Nasce um grito primal: Uhuuu !!! Chamamos este processo de Parto Anímico ou Animal durante a puberdade.

O quarto e último parto acontecem por volta dos 21 anos e se chama maioridade ou Parto do Eu ou Parto Humano, quando surgem perguntas de identidade como Quem eu sou? O que eu quero da vida? Qual o sentido da vida?

A psique compreende a organização das vontades, sentimentos e pensamentos em interação psicossomática tanto com nosso cérebro como com o nosso corpo como um todo. Nossa capacidade de pensar está mais relacionada à cabeça (e ao nosso córtex cerebral primata e humano), nossa capacidade de afeto, sentimento está mais relacionada ao nosso tórax (e ao nosso cérebro límbico chamado cérebro mamífero) e nossa força de vontade ao nosso abdome e membros (e cérebro mais primitivo chamado cérebro reptiliano). Interessante notar que recentemente foi descoberto que a região intestinal e hepática concentra a maior quantidade de serotonina, portanto hoje em dia podemos dizer que depressão (falta de vontade) é um problema mais visceral do que cerebral. Apenas a área pré-frontal de nosso cérebro surgiu conosco e nos diferencia dos grandes primatas. Esta área é ativada em momentos de meditação.

Já a dimensão noética do nosso Self (nossa individualidade de natureza espiritual) permite uma adequada capacidade de enfrentamento, resiliência e busca de sentido na vida, fundamentais para a promoção e desenvolvimento do estado de saúde.

Estes três domínios se desenvolvem ao longo da biografia, de tal forma que até os 21 anos, temos o maior desenvolvimento corporal, dos 21 aos 42 anos o maior desenvolvimento é psíquico e dos 42 em diante, o maior desenvolvimento é noético-espiritual. Enquanto no primeiro ciclo ate a maioridade percebemos o desenvolvimento orgânico, o terceiro ciclo apos os 42 anos apresenta uma queda das funções e degeneração anatômica dos tecidos sincrônica a um aumento do desenvolvimento interior e da consciência.

Outro olhar antroposófico integrando corpo e mente verifica nossa estruturação corporal a partir de três origens embrionárias criando três sistemas completamente diferentes em intima interação morfofuncionais. O SISTEMA NEURO-SENSORIAL (SNS) associado ao ectoderma, que nos coloca num plano de simetria direito-esquerda com centro em nossa cabeça, ligado aos nossos pensamentos; o SISTEMA RÍTMICO (SR) associado ao mesoderma que nos coloca num plano de simetria acima/abaixo com centro no tórax, sede dos sentimentos; e o SISTEMA METABÓLICO – MOTOR (SMM) associado ao endoderma com o plano corporal frente/trás, na região sede da nossa força de vontade abdominal.

O SNS está mais vinculado aos músculos estriados esqueléticos (voluntários), ao sistema nervoso autônomo simpático (stress), órgãos dos sentidos, sistema arterial. Possui como características a mineralização periférica nos ossos (crânio), baixa capacidade regenerativa, tendência à imobilidade, permite sensação, percepção e consciência, de ação ordenadora e promotora de processos patológicos crônicos e frios.

O SMM está mais vinculado à musculatura lisa (involuntária), ao aparelho digestório e seus anexos, ao sistema nervoso autônomo parassimpático (funcionamento inconsciente das vísceras) e ao sistema venoso. Possui as seguintes características: centro caudal, mineralização central nos ossos longos (membros), assimetria e forma espiral (abdome), enorme capacidade regenerativa, não permite sensação, percepção e consciência, com ação anabolizante, geradora do calor corporal (no fígado e músculos) e associada aos processos inflamatórios agudos e febris.

O SR está mais vinculado ao tórax e mamas, a musculatura mista cardíaca e ao aparelho cardiorrespiratório. Seu papel é conciliador, harmonizador, curador e integrador.

O SNS está associado à geração dos processos crônico-degenerativos, em geral associado a um processo inflamatório crônico que evolui para esclerose. Fica mais ativo após os 42 anos de idade. O Sistema Metabólico-Motor (SMM) está envolvido na gênese da inflamação aguda e predomina sua atividade até os 21 anos. O Sistema Rítmico (SR), que predomina sua ação harmoniosa entre os 21 e 42 anos de idade é promotor de homeostase e saúde.

Com isso A MA considera que o ser humano possui uma natureza que transcende a dimensão físico-química, biológica e psicossocial, adicionando a estas bases as dimensões da vitalidade e de individualidade ou Self, tão essenciais para a construção da saúde.

Sistema Terapêutico

A terapêutica oferecida pela Medicina Antroposófica, coerente com a visão tríplice do ser humano, deve abranger a individualidade, a psique e o corpo e; para isso se faz necessário um trabalho conjunto de uma equipe multiprofissional com formação complementar pela Antroposofia, geralmente coordenada pelo médico. Importante ressaltar que toda abordagem não é alternativa e sim integrativa em relação ao sistema terapêutico convencional.

Embora todos os profissionais atuem no ser humano como um todo, cada profissão tem uma porta de entrada diferente. O ‘grupo Corpo’ é constituído pelos médicos que prescrevem os medicamentos da farmácia Antroposófica (Weleda, Sirimim, Wala, Fitoterápicos e alopáticos). A Enfermagem e a Fisioterapia atuam especialmente através das Terapias Externas (escalda-pés, enfaixamentos, compressas e banhos medicinais) e Massagem Rítmica. Ainda no caminho do corpo temos a Nutrição, a Odontologia, a Fonoaudiologia que atua especialmente com a Reorganização Neurofuncional (método Padovan).  Ainda existem terapias antroposóficas específicas como a Euritmia Curativa e a Quirofonética. O ‘grupo Psique’ reúne a Psicoterapia antroposófica e a Terapia Artística. A arte, desde a escultura em pedra até o canto, atinge diretamente, embora em níveis diferentes, a alma humana.  O ‘grupo Existencial’ (que atua através da autoconsciência) é formado pelo Aconselhamento Biográfico, praticado basicamente por médicos e psicólogos e também por todos profissionais de saúde que trabalhem com o sentido da doença na biografia individual.

SITUAÇÃO LEGAL E NA SAÚDE PUBLICA

A Federação Internacional das Associações Médicas Antroposóficas agrupa 30 associações nacionais e estima-se que os medicamentos antroposóficos são prescritos por mais de 30.000 médicos em 65 países de todo mundo. A Medicina Antroposófica (MA) está presente no Sistema de Saúde Pública na Alemanha, Suíça, Itália, Holanda, Brasil, Suécia, Áustria, Reino Unido e Estados Unidos, Dinamarca e Finlândia e oferece um amplo campo de atuação nos três níveis de complexidade, ou seja, tanto atenção primária, secundária como terciária, gerando bons índices de resolutividade e ótima segurança baseados em evidência. http://www.gahmj.com/doi/pdf/10.7453/gahmj.2012.087  

No Brasil a Medicina Antroposófica foi introduzida na década de 1950, foi reconhecida como prática médica em 1993 (Parecer 21/93 do CFM) e desde 2006 integra a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do Ministério da Saúde que tem denominado este conjunto de ações lideradas como Antroposofia aplicada á Saúde.

A medicina antroposófica brasileira, em plena expansão, tem seu exercício organizado pela Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA) -www.abmanacional.com.br, e possui oito regionais nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Sergipe, Pernambuco, Distrito Federal e Recife.

As orientações farmacológicas incluem além da farmacopéia sintética alopática, outras duas farmacopéias: dinamizada antroposófica e fitoterápica. Oficialmente a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) reconhece os medicamentos antroposóficos na categoria de medicamentos dinamizados (RDC 26, de 30/3/2007, RDC 67, de 08/10/2007 e RDC 87, de 21/11/2008).

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Como Montar uma Mesa Cirúrgica? [Guia Completo]

  


Montar uma mesa de cirurgia não é uma tarefa fácil. Mesmo profissionais especializados precisam de um checklist para ajudar na tarefa!

Se você é enfermeiro ou instrumentador cirúrgico, um de seus maiores desafios diários será montar uma mesa cirúrgica. Todo cuidado é pouco e toda atenção será necessária nesta tarefa, que poderá decidir a vida de alguém durante uma cirurgia.

Como montar uma mesa cirúrgica vai muito além do que apenas separar instrumentos para uma cirurgia. 

Você precisará checar a quantidade de cada um, garantir que todos os instrumentos foram esterilizados corretamente e conferir se tudo funciona adequadamente e ainda colocá-los na mesa da forma certa.

Mas, como fazer tudo isso da maneira correta, sem esquecer nenhum detalhe? Confira a seguir!

O que é uma mesa cirúrgica?

As mesas de instrumentos cirúrgicos são plataformas robustas e duráveis, usadas para armazenar e transportar todos os tipos de suprimentos médicos, instrumentos e outros equipamentos. 

Essas mesas móveis são construídas em aço inoxidável, facilitando a limpeza com praticamente qualquer spray ou pano desinfetante. 

Elas devem ser limpas e preparadas antes e depois de cada cirurgia, adequando toda a instrumentação para o caso de cada paciente.

Como montar a mesa cirúrgica?

como montar mesa cirurgica

Antes de começar a montagem de uma mesa cirúrgica, você deverá se certificar de que você estará higienizado e em roupas estéreis. 

Para isso, você deverá lavar e escovar as mãos segundo a recomendação da Anvisa para pré e pós-operatório e, depois disso, deverá secar as mãos corretamente e vestir todo o capote cirúrgico, seguindo este passo-a-passo.

Depois de paramentado, você deverá entrar na sala de cirurgia e iniciar a preparação da mesa cirúrgica.

O correto para montagem da mesa cirúrgica, é que os materiais sejam dispostos de acordo com o tempo cirúrgico, para facilitar as ações durante a cirurgia.

Para acertar esse tempo cirúrgico, as mesas são divididas em 10 setores:

  • material de hélice;
  • material hemostático curto;
  • material avulso;
  • pinças auxiliares;
  • sutura;
  • material hemostático longo;
  • pinças especiais;
  • válvulas e afastadores;
  • cubas e materiais avulsos.

Os materiais cirúrgicos costumam vir duplamente embalados. A primeira embalagem, geralmente de pano estéril, é utilizada para proteger os materiais durante o transporte entre a Central de Esterilização de Materiais (CME) e a sala de cirurgia. 

Cada cirurgia requer instrumentos específicos, que devem ser pedidos com antecedência na CME. Assim, o pacote que será enviado para a sala de cirurgia, vai conter apenas os instrumentos necessários para o procedimento.

Antes de abrir o pacote, você deverá conferir se a lista de materiais está correta e se a fita termossensível passou por calor. Se ela estiver com as listras em coloração marrom ou cinza, significa que o material está pronto para ser usado.

Você deverá puxar a fita com cuidado e, logo em seguida, puxar as dobras externas da embalagem de pano, de forma que o material de dentro não sofra nenhum contato. 

Em seguida, troque o par de luvas por um novo par de luvas estéreis, para desembalar a segunda camada e expor a caixa de metal com os materiais cirúrgicos.

Utilize as embalagens de pano para forrar a mesa cirúrgica e dispor os objetos, de acordo com os setores recomendados.

A disposição dos setores podem ser reorganizadas, de acordo com as normas internas de cada hospital ou as preferências do instrumentador cirúrgico.

Como montar a mesa cirúrgica corretamente? Qual é a ordem dos instrumentos?

como montar mesa cirurgica qual a ordem dos instrumentos

Como mencionamos anteriormente, a mesa cirúrgica pode ser dividida em 10 setores, que podem ser reorganizados entre si. 

Alguns hospitais e manuais de boas práticas falam em somente quatro setores, que são eles: diérese, hemostasia, exérese e síntese.

De forma geral, podemos resumir a montagem da mesa cirúrgica com os instrumentos em 5 partes:

  1. Fixação: instrumentos de fixação, como pinças de campo, podem ser colocados em um canto superior, pois serão utilizados ligo no início, após a colocação dos campos cirúrgicos, e não mais ocuparão a mesa.
  2. Apresentação/Especiais: esses instrumentos também podem ocupar a parte superior da mesa, dispostos conforme o espaço disponível e o tempo cirúrgico em que serão utilizados. 
  3. Síntese/Dissecção: podem ser dispostos próximo aos instrumentos de diérese, ou podem ocupar o centro da mesa, dependendo do espaço disponível.
  4. Preensão/Hemostasia: pode-se agrupar os instrumentos de hemostasia e de preensão conforme seu tipo na parte inferior da mesa.
  5. Diérese: no canto inferior, pode-se dispor, também, os instrumentos de diérese. 

Em ambos os casos, a montagem segue o mesmo padrão, já que a segunda opção de setorização é somente um resumo dos 10 setores divididos anteriormente.

Para facilitar a leitura e entender como funciona cada setor, montamos a tabela abaixo, que poderá servir de modelo para o seu checklist:

como montar mesa cirurgica checklist

Quais são os móveis auxiliares da mesa cirúrgica?

Uma sala de cirurgia é composta por diversos equipamentos hospitalares essenciais para que tudo corra bem. 

Desde a própria mesa de cirurgia, até focos de luzes, mesas, cadeiras, macas, armários, carrinhos e descartes, todos os móveis hospitalares precisam ser muito bem escolhidos, para que possam ser higienizados corretamente e evitar infecções no paciente.

Aqui estão alguns dos móveis indispensáveis em uma sala de cirurgia, mas que devem ser escolhidos criteriosamente. Confira: 

1. Carrinho de curativo hospitalar

como montar mesa cirurgica carrinho curativo hospitalar

Os carrinhos de curativos são excelentes auxiliares na sala cirúrgica. Fabricadas em inox, com rodas deslizantes e barras de contenção, elas podem auxiliar no apoio de tigelas e cubas mais próximas à mão do cirurgião.

Além disso, os carrinhos de curativo podem guardar materiais de uso eventual, como gazes e compressas extras, bolsas de sangue, plasma ou soro.

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2. Mesa de Mayo

A mesa de Mayo é uma mesa auxiliar, muito útil para anestesistas e auxiliares que precisam se movimentar.

Feita em inox, com altura ajustável e rodas deslizantes, ela serve como apoio para materiais mais leves, como seringas e agulhas. 

Além disso, a mesa de Mayo será indispensável para a elaboração do curativo pós-cirúrgico, antes de transferir o paciente para o quarto.

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3. Mesa auxiliar hospitalar

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A mesa auxiliar hospitalar é a mesa em que você poderá montar a sua mesa cirúrgica. Ela possui um tampo reto de algodão, sem barras laterais, o que facilita na hora da passagem dos instrumentos.

Os modelos mais utilizados são, geralmente, feitos em aço inox, com rodas deslizantes, o que ajuda na passagem de materiais para cirurgiões auxiliares ou mudanças de posição na sala cirúrgica.

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4. Foco de luz cirúrgico

O foco de luz cirúrgico portátil é um equipamento opcional, mas que pode ajudar o instrumentador em salas de cirurgias mais escuras.

Com o foco, ele terá a claridade voltada somente para a mesa de instrumentos e poderá ver claramente cada item disponível. Além disso, por ser portátil, o foco de luz também poderá auxiliar outros profissionais dentro da sala de cirurgia.

Também pode servir como um “plano B” para o médico, caso o foco de luz principal não funcione.

Seu tamanho compacto também permite que ele seja guardado em espaços pequenos.

Conclusão

A missão de ser um instrumentador cirúrgico é bem extensa. Desde preparar a sala de cirurgia, até pedir materiais na CME, o instrumentador deverá organizar cada detalhe para que tudo saia perfeito.

Cada hospital e instrumentador desenvolvem métodos de trabalho que se encaixam nos cirurgiões, no entanto, as técnicas de uso e manuseio dos equipamentos devem permanecer.

Desluvamento

  


DEFINIÇÃO

Uma lesão por desenluvamento ou avulsão ocorre quando uma ou mais camadas de pele são removidas ou desenluvadas do corpo.

 O desfolhamento pode ser fatal devido ao sangramento abundante e à morte do tecido. 

Lesões por desenluvamento podem afetar qualquer parte do corpo, mas são mais comuns na face, couro cabeludo, tronco, braços e pernas.

Desluvamento é uma lesão caracterizada pela separação da pele e do tecido subcutâneo. É como descascar esses tecidos da fáscia. Esse tipo de lesão ocorre principalmente nos membros.
conhecido também  pelo nome de lesão de Morel-Lavallée

O termo desenluvamento é tradução da palavra inglesa "degloving" e é o mais citado na literatura inglesa. Resultam da aplicação de forças súbitas de alta intensidade, com vetores tangenciais, promovendo compressão, estiramento, torção e fricção das estruturas criando uma  Lesões de tecidos moles

A fáscia é um sistema do corpo com a aparência bem similar a uma teia de aranha. Mais claramente, essa “teia” nada mais é do que um tecido conjuntivo fibroso. Uma tecido gigantesco que cobre e interpenetra cada músculo, osso, nervo, artéria e veia.

CAUSAS 

na maioria dos casos ocasiona devido um acidente por contato dos membros a alguma maquina ou  ,atropelamento por veículos onde ocorra algum esmagamento 

TRATAMENTO

Feito através de cirurgia enxerto de pele total costuma apresentar melhores resultados estéticos e funcionais
Várias alternativas para tratar traumas com desenluvamento de membros inferiores estão disponíveis, e inexiste na literatura médica uma opção padrão de tratamento. Assim, estabelecidas as condições clínicas e laboratoriais para tal, a enxertia precoce de pele total do próprio retalho desenluvado ou a retirada ainda que tardia de pele parcial após perda do mesmo constituíram tratamentos adequados nos casos apresentados, sempre visando os melhores resultados estético e funcional ao paciente. Ainda, terapias adjuvantes como a oxigenoterapia hiperbárica auxiliaram no preparo desses pacientes para tratamento cirúrgico, bem como otimizaram as chances de integração dos enxertos

Em alguns casos quando ocorre em uma das mãos ou dedos é realizado o tratamento das fraturas
abre-se o abdômen, descola a pele e introduzimos a mão dele dentro do abdômen com o objetivo de conservar esses ossos e tendões vivos”

O procedimento pode ser feito pelo médico ortopedia e traumatologia,

11 tipos de sutura que todo médico deve conhecer

  


Suturas

  • As suturas são a melhor forma de realizar o fechamento adequado de ferimentos e permitir a aproximação ideal dos bordos. A escolha do fio baseia-se no local do ferimento, extensão e área de exposição.
  • Os fios apresentam uma numeração que está de acordo com o seu diâmetro. De uma maneira geral, podem ser realizadas em até 6h para mãos e pés, e em até 24h, em ferimentos de face e escalpe.
  • Usualmente, é utilizada a pinça “dente de rato”, evitando-se apertar tecidos.

Tipos de fios de sutura

  • Fio 6-0: Mais fino. Utilizado em face e áreas com importância estética.
  • Fio 5-0: Utilizado em suturas da mão e dedos.
  • Fio 4-0: Utilizados para reparo de extremidades proximais e tronco.
  • Fio 3-0: Fio de grande calibre, utilizado para planta do pé e escalpo.
  • Fio 2-0: Couro cabeludo.

Características dos Fios Absorvíveis

1) Categute simples

  • Tempo de absorção: 7 – 10 dias;
  • Reação com o tecido: Grande;
  • Uso: Ligar vasos hemorrágicos, anastomoses intestinais e fechamento de plano subcutâneo;
  • Características: Sintético, trançado e maior incidência de infecções.

2) Categute cromado

  • Tempo de absorção: 21 – 28 dias;
  • Reação com o tecido: Grande;
  • Uso: Igual ao simples;
  • Características: Obtido de intestino de boi ou carneiro e tratado com cromo.

3) Ácido poligalático (Vycril)

  • Tempo de absorção: 14 – 30 dias;
  • Reação com o tecido: Mínima;
  • Uso: Fechar aponeuroses e subcutâneo;
  • Características: Fio sintético, trançado e maior chance de infecções.

4) Polidiaxona (PDS)

  • Tempo de absorção: 14 – 30 dias;
  • Reação com o tecido: Mínima;
  • Uso: Anastomoses intestinais e urológicas; os mais calibrosos podem ser utilizados em aponeuroses. Uso permitido em presença de infecção;
  • Características: Monofilamentar, incolor ou violeta e de difícil manejo pela rigidez.

Características dos Fios Inabsorvíveis

1) Seda

  • Mantém tensão por aproximadamente 1 ano;
  • Reação com o tecido: Baixa;
  • Uso: Ligaduras vasculares e mucosa oral;
  • Características: Filamento proteico, fácil manuseio e fixação. Não deve ser utilizado na presença de infecção.

2) Algodão

  • De 6 meses a 2 anos, mantendo boa tensão;
  • Reação com o tecido: Baixa;
  • Uso: Ligaduras vasculares e mucosa oral;
  • Características: Filamento proteico, fácil manuseio e fixação. Não deve ser utilizado na presença de infecção.

3) Nylon

  • Degradação em 2 anos aproximadamente;
  • Reação com o tecido: Mínima;
  • Uso: Suturas dérmicas;
  • Características: Mono ou polifilamentar. Pode ser preto, verde ou branco.

4) Polipropileno (Prolene)

  • Mantém-se por tempo indefinido, mantém tensão por anos;
  • Reação com o tecido: Mínima;
  • Uso: Intradérmico, fáscia e microvascular;
  • Características: Monofilamentar. Pode ser utilizado em contaminação ou infecção. Incolor ou azul.

Tempo para retirada dos pontos

  • Couro Cabeludo = 7 dias;
  • Pálpebra e lábio = 3 a 4 dias;
  • Nariz e supercílio = 3 a 5 dias;
  • Orelha = 10-14 dias;
  • Tronco (face anterior) = 8 a 10 dias;
  • Dorso e extremidades = 12 a 14 dias;
  • Mão, pé e sola = 10 a 14 dias.

Tipos de Suturas

Sutura simples e chuleio

 

Sutura chuleio cruzado

Sutura intradérmico simples e contínua

Sutura colchoeiro simples e contínua

Sutura Donnati simples e contínua

Sutura de Lembert simples e contínua

Sutura de Cushing

Sutura com eversão

Sutura de Halsted

Sutura de Connel

Sutura em Bolsa de tabaco