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Energia das mãos : O despertar da magia Helena Blavatsky

Em 1880, no Sri Lanka, Blavatsky e Olcott realizaram a cerimônia de “tomar Pansil”, os cinco preceitos budistas leigos, também refugiando-se em Buda, Dharma e Sangha.

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Instituto IDG

Transformação social por meio de ações socioeducativas socioculturais Realização de cirurgias plásticas reparadoras em vítimas de violência doméstica.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Como Montar uma Mesa Cirúrgica? [Guia Completo]

  


Montar uma mesa de cirurgia não é uma tarefa fácil. Mesmo profissionais especializados precisam de um checklist para ajudar na tarefa!

Se você é enfermeiro ou instrumentador cirúrgico, um de seus maiores desafios diários será montar uma mesa cirúrgica. Todo cuidado é pouco e toda atenção será necessária nesta tarefa, que poderá decidir a vida de alguém durante uma cirurgia.

Como montar uma mesa cirúrgica vai muito além do que apenas separar instrumentos para uma cirurgia. 

Você precisará checar a quantidade de cada um, garantir que todos os instrumentos foram esterilizados corretamente e conferir se tudo funciona adequadamente e ainda colocá-los na mesa da forma certa.

Mas, como fazer tudo isso da maneira correta, sem esquecer nenhum detalhe? Confira a seguir!

O que é uma mesa cirúrgica?

As mesas de instrumentos cirúrgicos são plataformas robustas e duráveis, usadas para armazenar e transportar todos os tipos de suprimentos médicos, instrumentos e outros equipamentos. 

Essas mesas móveis são construídas em aço inoxidável, facilitando a limpeza com praticamente qualquer spray ou pano desinfetante. 

Elas devem ser limpas e preparadas antes e depois de cada cirurgia, adequando toda a instrumentação para o caso de cada paciente.

Como montar a mesa cirúrgica?

como montar mesa cirurgica

Antes de começar a montagem de uma mesa cirúrgica, você deverá se certificar de que você estará higienizado e em roupas estéreis. 

Para isso, você deverá lavar e escovar as mãos segundo a recomendação da Anvisa para pré e pós-operatório e, depois disso, deverá secar as mãos corretamente e vestir todo o capote cirúrgico, seguindo este passo-a-passo.

Depois de paramentado, você deverá entrar na sala de cirurgia e iniciar a preparação da mesa cirúrgica.

O correto para montagem da mesa cirúrgica, é que os materiais sejam dispostos de acordo com o tempo cirúrgico, para facilitar as ações durante a cirurgia.

Para acertar esse tempo cirúrgico, as mesas são divididas em 10 setores:

  • material de hélice;
  • material hemostático curto;
  • material avulso;
  • pinças auxiliares;
  • sutura;
  • material hemostático longo;
  • pinças especiais;
  • válvulas e afastadores;
  • cubas e materiais avulsos.

Os materiais cirúrgicos costumam vir duplamente embalados. A primeira embalagem, geralmente de pano estéril, é utilizada para proteger os materiais durante o transporte entre a Central de Esterilização de Materiais (CME) e a sala de cirurgia. 

Cada cirurgia requer instrumentos específicos, que devem ser pedidos com antecedência na CME. Assim, o pacote que será enviado para a sala de cirurgia, vai conter apenas os instrumentos necessários para o procedimento.

Antes de abrir o pacote, você deverá conferir se a lista de materiais está correta e se a fita termossensível passou por calor. Se ela estiver com as listras em coloração marrom ou cinza, significa que o material está pronto para ser usado.

Você deverá puxar a fita com cuidado e, logo em seguida, puxar as dobras externas da embalagem de pano, de forma que o material de dentro não sofra nenhum contato. 

Em seguida, troque o par de luvas por um novo par de luvas estéreis, para desembalar a segunda camada e expor a caixa de metal com os materiais cirúrgicos.

Utilize as embalagens de pano para forrar a mesa cirúrgica e dispor os objetos, de acordo com os setores recomendados.

A disposição dos setores podem ser reorganizadas, de acordo com as normas internas de cada hospital ou as preferências do instrumentador cirúrgico.

Como montar a mesa cirúrgica corretamente? Qual é a ordem dos instrumentos?

como montar mesa cirurgica qual a ordem dos instrumentos

Como mencionamos anteriormente, a mesa cirúrgica pode ser dividida em 10 setores, que podem ser reorganizados entre si. 

Alguns hospitais e manuais de boas práticas falam em somente quatro setores, que são eles: diérese, hemostasia, exérese e síntese.

De forma geral, podemos resumir a montagem da mesa cirúrgica com os instrumentos em 5 partes:

  1. Fixação: instrumentos de fixação, como pinças de campo, podem ser colocados em um canto superior, pois serão utilizados ligo no início, após a colocação dos campos cirúrgicos, e não mais ocuparão a mesa.
  2. Apresentação/Especiais: esses instrumentos também podem ocupar a parte superior da mesa, dispostos conforme o espaço disponível e o tempo cirúrgico em que serão utilizados. 
  3. Síntese/Dissecção: podem ser dispostos próximo aos instrumentos de diérese, ou podem ocupar o centro da mesa, dependendo do espaço disponível.
  4. Preensão/Hemostasia: pode-se agrupar os instrumentos de hemostasia e de preensão conforme seu tipo na parte inferior da mesa.
  5. Diérese: no canto inferior, pode-se dispor, também, os instrumentos de diérese. 

Em ambos os casos, a montagem segue o mesmo padrão, já que a segunda opção de setorização é somente um resumo dos 10 setores divididos anteriormente.

Para facilitar a leitura e entender como funciona cada setor, montamos a tabela abaixo, que poderá servir de modelo para o seu checklist:

como montar mesa cirurgica checklist

Quais são os móveis auxiliares da mesa cirúrgica?

Uma sala de cirurgia é composta por diversos equipamentos hospitalares essenciais para que tudo corra bem. 

Desde a própria mesa de cirurgia, até focos de luzes, mesas, cadeiras, macas, armários, carrinhos e descartes, todos os móveis hospitalares precisam ser muito bem escolhidos, para que possam ser higienizados corretamente e evitar infecções no paciente.

Aqui estão alguns dos móveis indispensáveis em uma sala de cirurgia, mas que devem ser escolhidos criteriosamente. Confira: 

1. Carrinho de curativo hospitalar

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Os carrinhos de curativos são excelentes auxiliares na sala cirúrgica. Fabricadas em inox, com rodas deslizantes e barras de contenção, elas podem auxiliar no apoio de tigelas e cubas mais próximas à mão do cirurgião.

Além disso, os carrinhos de curativo podem guardar materiais de uso eventual, como gazes e compressas extras, bolsas de sangue, plasma ou soro.

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2. Mesa de Mayo

A mesa de Mayo é uma mesa auxiliar, muito útil para anestesistas e auxiliares que precisam se movimentar.

Feita em inox, com altura ajustável e rodas deslizantes, ela serve como apoio para materiais mais leves, como seringas e agulhas. 

Além disso, a mesa de Mayo será indispensável para a elaboração do curativo pós-cirúrgico, antes de transferir o paciente para o quarto.

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3. Mesa auxiliar hospitalar

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A mesa auxiliar hospitalar é a mesa em que você poderá montar a sua mesa cirúrgica. Ela possui um tampo reto de algodão, sem barras laterais, o que facilita na hora da passagem dos instrumentos.

Os modelos mais utilizados são, geralmente, feitos em aço inox, com rodas deslizantes, o que ajuda na passagem de materiais para cirurgiões auxiliares ou mudanças de posição na sala cirúrgica.

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4. Foco de luz cirúrgico

O foco de luz cirúrgico portátil é um equipamento opcional, mas que pode ajudar o instrumentador em salas de cirurgias mais escuras.

Com o foco, ele terá a claridade voltada somente para a mesa de instrumentos e poderá ver claramente cada item disponível. Além disso, por ser portátil, o foco de luz também poderá auxiliar outros profissionais dentro da sala de cirurgia.

Também pode servir como um “plano B” para o médico, caso o foco de luz principal não funcione.

Seu tamanho compacto também permite que ele seja guardado em espaços pequenos.

Conclusão

A missão de ser um instrumentador cirúrgico é bem extensa. Desde preparar a sala de cirurgia, até pedir materiais na CME, o instrumentador deverá organizar cada detalhe para que tudo saia perfeito.

Cada hospital e instrumentador desenvolvem métodos de trabalho que se encaixam nos cirurgiões, no entanto, as técnicas de uso e manuseio dos equipamentos devem permanecer.

Desluvamento

  


DEFINIÇÃO

Uma lesão por desenluvamento ou avulsão ocorre quando uma ou mais camadas de pele são removidas ou desenluvadas do corpo.

 O desfolhamento pode ser fatal devido ao sangramento abundante e à morte do tecido. 

Lesões por desenluvamento podem afetar qualquer parte do corpo, mas são mais comuns na face, couro cabeludo, tronco, braços e pernas.

Desluvamento é uma lesão caracterizada pela separação da pele e do tecido subcutâneo. É como descascar esses tecidos da fáscia. Esse tipo de lesão ocorre principalmente nos membros.
conhecido também  pelo nome de lesão de Morel-Lavallée

O termo desenluvamento é tradução da palavra inglesa "degloving" e é o mais citado na literatura inglesa. Resultam da aplicação de forças súbitas de alta intensidade, com vetores tangenciais, promovendo compressão, estiramento, torção e fricção das estruturas criando uma  Lesões de tecidos moles

A fáscia é um sistema do corpo com a aparência bem similar a uma teia de aranha. Mais claramente, essa “teia” nada mais é do que um tecido conjuntivo fibroso. Uma tecido gigantesco que cobre e interpenetra cada músculo, osso, nervo, artéria e veia.

CAUSAS 

na maioria dos casos ocasiona devido um acidente por contato dos membros a alguma maquina ou  ,atropelamento por veículos onde ocorra algum esmagamento 

TRATAMENTO

Feito através de cirurgia enxerto de pele total costuma apresentar melhores resultados estéticos e funcionais
Várias alternativas para tratar traumas com desenluvamento de membros inferiores estão disponíveis, e inexiste na literatura médica uma opção padrão de tratamento. Assim, estabelecidas as condições clínicas e laboratoriais para tal, a enxertia precoce de pele total do próprio retalho desenluvado ou a retirada ainda que tardia de pele parcial após perda do mesmo constituíram tratamentos adequados nos casos apresentados, sempre visando os melhores resultados estético e funcional ao paciente. Ainda, terapias adjuvantes como a oxigenoterapia hiperbárica auxiliaram no preparo desses pacientes para tratamento cirúrgico, bem como otimizaram as chances de integração dos enxertos

Em alguns casos quando ocorre em uma das mãos ou dedos é realizado o tratamento das fraturas
abre-se o abdômen, descola a pele e introduzimos a mão dele dentro do abdômen com o objetivo de conservar esses ossos e tendões vivos”

O procedimento pode ser feito pelo médico ortopedia e traumatologia,

11 tipos de sutura que todo médico deve conhecer

  


Suturas

  • As suturas são a melhor forma de realizar o fechamento adequado de ferimentos e permitir a aproximação ideal dos bordos. A escolha do fio baseia-se no local do ferimento, extensão e área de exposição.
  • Os fios apresentam uma numeração que está de acordo com o seu diâmetro. De uma maneira geral, podem ser realizadas em até 6h para mãos e pés, e em até 24h, em ferimentos de face e escalpe.
  • Usualmente, é utilizada a pinça “dente de rato”, evitando-se apertar tecidos.

Tipos de fios de sutura

  • Fio 6-0: Mais fino. Utilizado em face e áreas com importância estética.
  • Fio 5-0: Utilizado em suturas da mão e dedos.
  • Fio 4-0: Utilizados para reparo de extremidades proximais e tronco.
  • Fio 3-0: Fio de grande calibre, utilizado para planta do pé e escalpo.
  • Fio 2-0: Couro cabeludo.

Características dos Fios Absorvíveis

1) Categute simples

  • Tempo de absorção: 7 – 10 dias;
  • Reação com o tecido: Grande;
  • Uso: Ligar vasos hemorrágicos, anastomoses intestinais e fechamento de plano subcutâneo;
  • Características: Sintético, trançado e maior incidência de infecções.

2) Categute cromado

  • Tempo de absorção: 21 – 28 dias;
  • Reação com o tecido: Grande;
  • Uso: Igual ao simples;
  • Características: Obtido de intestino de boi ou carneiro e tratado com cromo.

3) Ácido poligalático (Vycril)

  • Tempo de absorção: 14 – 30 dias;
  • Reação com o tecido: Mínima;
  • Uso: Fechar aponeuroses e subcutâneo;
  • Características: Fio sintético, trançado e maior chance de infecções.

4) Polidiaxona (PDS)

  • Tempo de absorção: 14 – 30 dias;
  • Reação com o tecido: Mínima;
  • Uso: Anastomoses intestinais e urológicas; os mais calibrosos podem ser utilizados em aponeuroses. Uso permitido em presença de infecção;
  • Características: Monofilamentar, incolor ou violeta e de difícil manejo pela rigidez.

Características dos Fios Inabsorvíveis

1) Seda

  • Mantém tensão por aproximadamente 1 ano;
  • Reação com o tecido: Baixa;
  • Uso: Ligaduras vasculares e mucosa oral;
  • Características: Filamento proteico, fácil manuseio e fixação. Não deve ser utilizado na presença de infecção.

2) Algodão

  • De 6 meses a 2 anos, mantendo boa tensão;
  • Reação com o tecido: Baixa;
  • Uso: Ligaduras vasculares e mucosa oral;
  • Características: Filamento proteico, fácil manuseio e fixação. Não deve ser utilizado na presença de infecção.

3) Nylon

  • Degradação em 2 anos aproximadamente;
  • Reação com o tecido: Mínima;
  • Uso: Suturas dérmicas;
  • Características: Mono ou polifilamentar. Pode ser preto, verde ou branco.

4) Polipropileno (Prolene)

  • Mantém-se por tempo indefinido, mantém tensão por anos;
  • Reação com o tecido: Mínima;
  • Uso: Intradérmico, fáscia e microvascular;
  • Características: Monofilamentar. Pode ser utilizado em contaminação ou infecção. Incolor ou azul.

Tempo para retirada dos pontos

  • Couro Cabeludo = 7 dias;
  • Pálpebra e lábio = 3 a 4 dias;
  • Nariz e supercílio = 3 a 5 dias;
  • Orelha = 10-14 dias;
  • Tronco (face anterior) = 8 a 10 dias;
  • Dorso e extremidades = 12 a 14 dias;
  • Mão, pé e sola = 10 a 14 dias.

Tipos de Suturas

Sutura simples e chuleio

 

Sutura chuleio cruzado

Sutura intradérmico simples e contínua

Sutura colchoeiro simples e contínua

Sutura Donnati simples e contínua

Sutura de Lembert simples e contínua

Sutura de Cushing

Sutura com eversão

Sutura de Halsted

Sutura de Connel

Sutura em Bolsa de tabaco




Cirurgia para hemorroidas: 6 principais tipos e pós-operatório

  Para remover as hemorroidas internas ou externas, pode ser necessário fazer uma cirurgia, que está indicada para os pacientes que mesmo depois de realizar um tratamento com remédios e dieta adequada, mantêm a dor, desconforto, coceira e sangramento, especialmente ao evacuar.

Existem várias técnicas para remover as hemorroidas, sendo a mais comum a hemorroidectomia, que é a técnica tradicional que é feita através de um corte. A recuperação demora entre 1 semana a 1 mês, sendo necessário ficar internado cerca de 2 dias no hospital e manter uma boa higiene da região intima durante o tempo de recuperação.

Cirurgia para hemorroidas: 6 principais tipos e pós-operatório

Na maioria dos casos, as cirurgias para remover as hemorroidas são realizadas com anestesia geral e exige que o paciente fique internado durante cerca de 2 dias. Para remover as hemorroidas, o proctologista deve escolher a técnica mais indicada para cada caso, já que podem variar de acordo com o tipo de hemorroida que o paciente possui. Algumas técnicas para fazer a remoção das hemorroidas internas ou externas, podem ser:

1. Hemorroidectomia

A hemorroidectomia é a cirurgia mais comum e envolve remover as hemorroidas através de um corte. Por esse motivo é muito usada nas hemorroidas externas ou nas internas de grau 3 e 4. 

2. Técnica por THD/ Endopex

Esta é uma cirurgia feita sem cortes, em que o médico utiliza um aparelho de ultrassom para identificar os vasos que levam o sangue às hemorroidas. Depois de identificados estes vasos, o médico interrompe a circulação de sangue costurando a artéria, o que faz com que a hemorroida seja fechada e seque com o tempo, sendo os pontos absorvidos. Esta técnica pode ser usada para hemorroidas de grau 2, 3 ou 4.

3. Técnica PPH

A técnica por PPH permite fixar as hemorroidas em sua posição original, através do uso de grampo especiais de titânio. Este procedimento não necessita suturas, tem um tempo de recuperação rápido e é feito em hemorroidas internas de graus 2 e 3.

4. Laqueação com elástico

Este é um tratamento onde se aplica uma pequena banda elástica na base da hemorroida, o que vai interromper o transporte de sangue e provocar a morte da hemorroida, sendo comum no tratamento das hemorroidas de graus 2 e 3.

5. Escleroterapia

Nesta técnica é injetado nos vasos das hemorroidas um produto que provoca a morte dos tecidos, sendo utilizado para o tratamento das hemorroidas de grau 1 e 2. Entenda como é feita a escleroterapia.

6. Coagulação infravermelha

A coagulação infravermelha é uma técnica que pode ser utilizada para tratar sangramentos internos em hemorroidas. Para isso, o médico usa um aparelho com uma luz infravermelha que aquece o local e cria uma cicatriz na hemorroida, fazendo com que o sangue deixe de conseguir passar e, consequentemente, os tecidos da hemorroida endurecem e acabam caindo. A coagulação infravermelha normalmente tem muito poucos efeitos colaterais e causa um desconforto muito reduzido.

Classificação do grau de hemorroidas internas

As hemorroidas internas são aquelas que se desenvolvem e permanecem no interior do ânus, podendo apresentar diferentes graus, como:

  • Grau 1 - Hemorroida que se encontra no interior do ânus, havendo um ligeiro aumento das veias;
  • Grau 2 - Hemorroida que sai do ânus durante a defecação e que volta para o interior espontaneamente;
  • Grau 3 - Hemorroida que sai do ânus durante a defecação e que é necessário voltar a introduzir no ânus com a mão;
  • Grau 4 - Hemorroida que se desenvolve dentro do ânus mas que devido ao seu aumento chega a sair pelo ânus, podendo causar prolapso retal, que é a saída da parte final do intestino pelo ânus.

As hemorroidas externas, são aquelas que ficam na parte exterior do ânus, e estas também podem ser removidas através de cirurgia, porque causam desconforto principalmente ao sentar e ao defecar.

Como é o pós-operatório

Embora a cirurgia não cause dor, no período pós-operatório é normal o paciente sentir dor na região perineal, principalmente ao sentar e na sua primeira evacuação após a cirurgia, pois esta região está mais sensível. Desta forma, geralmente o médico indica:

  • Uso de analgésicos para controlar a dor e o desconforto, como paracetamol de 8 em 8 horas;
  • Uso de laxantes para tornar as fezes mais moles e fáceis de evacuar;
  • Realização de um banho de assento de água fria, durante 20 minutos, o número de vezes necessário para diminuir o desconforto;
  • Evitar o uso de papel higiênico, devendo-se lavar a região anal, após evacuar, com água morna e sabão neutro;
  • Usar uma pomada orientada pelo médico, 2 vezes ao dia, para ajudar a cicatrizar a região.

Após a cirurgia, recomenda-se o uso de uma almofada redonda em forma de boia para sentar, de forma a diminuir o risco de sangramento e reduzir a dor. Além disso, durante o primeiro mês após a cirurgia, devem-se preferir alimentos ricos em fibra e ingerir muita água, para que as fezes sejam mais moles e fáceis de evacuar. Confira no vídeo a seguir como deve ser a alimentação para facilitar o trânsito intestinal e evitar as hemorroidas:

Qual o tempo de recuperação

​A recuperação da cirurgia para hemorroida depende do tipo e grau da hemorroida e da técnica cirúrgica realizada, podendo variar entre 1 semana e 1 mês, para o paciente poder retomar normalmente as suas atividades do dia-a-dia.

É normal que durante a primeira semana após a cirurgia, o paciente tenha pequenas perdas de sangue pela região anal, no entanto, caso este sangramento seja intenso é recomendado ir no hospital para verificar se está a recuperar corretamente.

Cirurgia metabólica: Bypass Gástrico e Gastrectomia Vertical

  

Cirurgia metabólica x Cirurgia bariátrica

A cirurgia metabólica se utiliza dos mesmos procedimentos da cirurgia bariátrica. A diferença entre as duas é que a cirurgia metabólica visa o controle da doença. Já a cirurgia bariátrica tem como objetivo a perda de peso, com as metas para contenção das doenças, como o diabetes e hipertensão, em segundo plano.

Cirurgia metabólica

No final de 2017, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou uma resolução que traz novas regras e amplia a indicação da cirurgia metabólica para o tratamento de pacientes com diabetes.

O CFM normatizou que a cirurgia metabólica indicada para pacientes com diabetes mellitus tipo 2 se dará, prioritariamente, por bypass gástrico com reconstrução em Y-de-Roux (BGYR). Somente em casos de contraindicação ou desvantagem da BGYR, a gastrectomia vertical (GV) será a opção disponível. 

❗Nenhuma outra técnica cirúrgica é reconhecida para o tratamento desses pacientes.

Mas você sabe o que é o Bypass Gástrico ou a Gastrectomia Vertical?

Bypass Gástrico (gastroplastia com desvio intestinal em “Y de Roux”)

Bypass Gástrico (gastroplastia com desvio intestinal em “Y de Roux”)

No Bypass Gástrico, conhecido também como gastroplastia com desvio intestinal em “Y de Roux”, o paciente é submetido ao grampeamento de parte do estômago, que reduz o espaço para o alimento, e um desvio do intestino inicial, que promove o aumento de hormônios que dão saciedade e diminuem a fome. Essa somatória entre menor ingestão de alimentos e aumento da saciedade é o que leva ao emagrecimento, além de controlar o diabetes e outras doenças, como a hipertensão arterial.

Uma curiosidade: a costura do intestino que foi desviado fica com formato parecido com a letra Y, daí a origem do nome. Roux é o sobrenome do cirurgião que criou a técnica.

Gastrectomia Vertical (Sleeve)

Gastrectomia Vertical (Sleeve)

Também conhecida como cirurgia de Sleeve ou gastrectomia em manga de camisa. Esse procedimento é considerado restritivo e metabólico e nele o estômago é transformado em um tubo, com capacidade de 80 a 100 mililitros (ml).

Essa intervenção também provoca uma boa perda de peso, comparável à do bypass gástrico e maior que a proporcionada pela banda gástrica ajustável.

É um procedimento que já é feito há mais de 20 anos, tem boa eficácia sobre o controle da hipertensão e de doenças dos lipídios (colesterol e triglicérides).

Atualmente vem crescendo muito o número de cirurgiões que acreditam nos resultados desta técnica, inclusive para controle do diabetes. Estima-se que em pouco tempo será a cirurgia mais feita no Brasil e no mundo.

Cirurgias bariátrica e metabólica em Juiz de Fora

Cirurgias bariátrica e metabólica em Juiz de Fora

A Clínica Laparos realiza cirurgias bariátrica e metabólica e conta com equipe capacitada para cuidar das doenças do aparelho digestivo, cardiológicas e obesidade de forma integral, do diagnóstico ao tratamento. Ainda oferece atendimento em cirurgia plástica e melanoma cutâneo.