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Energia das mãos : O despertar da magia Helena Blavatsky

Em 1880, no Sri Lanka, Blavatsky e Olcott realizaram a cerimônia de “tomar Pansil”, os cinco preceitos budistas leigos, também refugiando-se em Buda, Dharma e Sangha.

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Instituto IDG

Transformação social por meio de ações socioeducativas socioculturais Realização de cirurgias plásticas reparadoras em vítimas de violência doméstica.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Videolaparoscopia : vantagens e desvantagens da cirurgia

 


Videolaparoscopia

Vantagens e desvantagens da videolaparoscopia

Se você já ouviu falar em videolaparoscopia e quer saber os benefícios e os riscos dessa técnica cirúrgica, acompanhe no blog o porquê da laparoscopia ser tão vantajosa.

Com a evolução da tecnologia, a videolaparoscopia já é capaz de acessar quase todos os órgãos com um aparelho contendo uma minicâmera que transmite imagens em alta resolução para monitores de vídeo, que podem ser gravados e utilizados em estudos e diagnósticos.

Este procedimento se chama videolaparoscopia, que com o passar do tempo tem permitido colher material para biópsia e praticar intervenções cirúrgicas que antes eram feitas somente por cirurgias complexas.

LEIA TAMBÉM: O que é Laparoscopia?

Cirurgia convencional ou cirurgia laparoscópica: quais são as diferenças?

A cirurgia tradicional utiliza instrumentos médicos específicos e de diversas técnicas cirúrgicas bem definidas. Pode ter um propósito estético, exploratório (quando utilizada para melhor compreender a causa de um problema ou doença, por exemplo no abdômen) ou terapêutico (se for usada para tratar determinada doença). Pode contemplar procedimentos como extrações, excisões, amputações, entre outros, dependendo do problema trabalhado.

A laparoscopia é uma técnica cirúrgica mais moderna, menos invasiva, e que utiliza pequenas incisões (com cerca de cinco milímetros) para realizar uma grande variedade de procedimentos cirúrgicos. 

Utiliza para esse fim um laparoscópio, que é uma câmara de alta resolução ligada a um cabo de fibra óptica, que permite ao cirurgião visualizar pela tela os diferentes órgãos, por exemplo no abdómen. Assim, é possível tratar a área afetada de uma forma pouco invasiva e cômoda, tanto para o cirurgião como para o paciente, sem necessidade de fazer grandes incisões.

Vantagens da videolaparoscopia

Colocamos em tópicos as principais vantagens de se submeter a uma videolaparoscopia em relação a técnicas mais tradicionais:

1. Cortes menores

No procedimento laparoscópico, as incisões costumam ter até um centímetro ou um centímetro e meio e exigem entre um e dois pontos para serem fechadas, reduzindo a necessidade de curativos e facilitando a cicatrização.

2. Menor risco de infecção

Por evitar menor exposição de áreas internas a bactérias do centro cirúrgico e no cotidiano do pós-operatório, a laparoscopia reduz a chance de complicações por infecções.

3. Recuperação mais rápida

O paciente tende a se recuperar e a ter alta hospitalar mais rapidamente do que aqueles submetidos aos procedimentos convencionais.

4. Menos dor

Pacientes também costumam reportar menos dor depois de passar por um procedimento de laparoscopia possivelmente porque a técnica requer uma movimentação menor de tecidos e órgãos. Assim, precisam tomar menos medicação.

5. Pequenas cicatrizes

As cicatrizes deixadas pela cirurgia são diminutas, eventualmente imperceptíveis, e diminui-se a chance de aparecimento de queloides.

Desvantagens da videolaparoscopia

fibromialgia

A laparoscopia, como quase todo procedimento, envolve riscos, mas desde que feita por um profissional experiente eles são de muito baixa incidência e altamente compensados pelas vantagens das cirurgias endoscópicas em relação ao outros procedimentos. Os riscos são:

  • Desconforto abdominal no pós-operatório, caso tenha sido necessário o uso de dióxido de carbono para distender o abdome;
  • Os riscos são baixos, mas o de maior gravidade é a perfuração de algum órgão interno.

domingo, 17 de outubro de 2021

Quais as diferenças entre cirurgia robótica e cirurgia laparoscópica?

 


A cirurgia laparoscópica foi uma das inovações que mais revolucionaram o exercício da Medicina, pois, trouxe ganhos muito significativos para o trabalho dos cirurgiões e para o tratamento dos pacientes. Porém, com a evolução da tecnologia, surgiu a cirurgia robótica.

Com isso, existe uma dúvida que paira sobre a cabeça de muitas pessoas: qual é a melhor técnica? Para obter a resposta, o primeiro passo é conhecer mais sobre essas duas alternativas. Então, continue a leitura deste post.

O que é a cirurgia laparoscópica?

A primeira cirurgia realizada por laparoscopia foi em 1987, pelo médico francês Phillipe Mouret. Desta data até o momento atual, as técnicas cirúrgicas e os equipamentos laparoscópicos evoluíram consideravelmente, permitindo que os médicos tenham acesso a todos os órgãos do corpo humano.

De modo geral, a cirurgia laparoscópica consiste na insuflação de dióxido de carbono no interior da cavidade abdominal para que se expanda e possibilite a realização da cirurgia. Posteriormente, o médico realiza uma pequena incisão para a inserção do laparoscópio, instrumento ótico que contém uma câmera na sua extremidade.

Em seguida, são realizadas mais algumas pequenas incisões para a introdução dos equipamentos cirúrgicos. Assim, por não exigir a realização de grandes cortes, o procedimento é considerado como minimamente invasivo.

Entre as principais vantagens desta técnica estão o menor trauma cirúrgico, redução da taxa de infecção, menor sangramento intra-operatório, diminuição no uso de analgésicos, menos dor pós-operatória e rápida recuperação do paciente.

Além disso, o profissional pode contar com imagens nítidas e amplas do interior da cavidade abdominal, trazendo mais precisão e assertividade. No que diz respeito às desvantagens, podemos citar os custos para sua realização e a necessidade de treinamento especial dos profissionais.

O que é a cirurgia robótica?

O uso dos robôs nos procedimentos cirúrgicos começou em 1999, com a criação do robô Da Vinci. Em função dos benefícios que trouxe para os cirurgiões e pacientes, a cirurgia robótica é considerada uma evolução da técnica minimamente invasiva laparoscópica.

Nesta modalidade cirúrgica, o médico executa todo o procedimento através de uma cabine que conta com controles manuais, painéis auxiliares e pedais. O equipamento conta com quatro braços robóticos, sendo que um deles contém a câmera.

Além da imagem 3D que pode ser ampliada em até 15 vezes, o cirurgião realiza o procedimento sentado. A ferramenta conta com dispositivos de segurança que reduzem os riscos de erros e acidentes.

De modo geral, as principais vantagens da cirurgia robótica são a recuperação ainda mais rápida e tranquila do paciente, maior precisão dos movimentos, risco pequeno de infecção, realização de incisões menores e melhores condições ergonômicas para o cirurgião.

Quando são indicadas?

As principais indicações para a cirurgia laparoscópica são aquelas relacionadas à próstata, ureter, rins, testículos e glândula adrenal. Porém, a cirurgia robótica também pode ser utilizada nesses procedimentos.

Além disso, o uso dos braços robóticos têm se mostrado mais eficaz na realização da prostatectomia radical, que é a remoção total da próstata em casos de câncer, e da cirurgia bariátrica.

Portanto, como você pode perceber, ambas as técnicas ainda são muito utilizadas na Medicina e produzem muitos benefícios para os pacientes. A principal diferença está na forma como são realizadas e na melhor recuperação oferecida pela cirurgia robótica.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião geral no Rio de Janeiro!

Cirurgia Robótica e Laparoscópica

 



A Cirurgia Laparoscópica


A palavra laparoscopia tem origem grega, “laparos“, que significa abdômen. Atualmente, o termo se refere a um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, frequentemente utilizado em cirurgias urológicas e outras.

Na extremidade do aparelho, uma minicâmera transmite imagens para monitores de vídeo (videolaparoscopia). Assim, é possível realizar  procedimentos cirúrgicos simples ou complexos de forma minimamente invasiva em praticamente todos os órgãos do corpo humano, que antes eram realizados apenas de modo convencional, através de cirurgias abertas.

Normalmente, a laparoscopia é feita com o paciente em estado de anestesia geral. Para realização do procedimento, o médico faz uma pequena incisão na região que precisa ser examinada ou tratada e introduz uma câmera e demais instrumentos necessários.

A laparoscopia apresenta vantagens ao paciente por ser um procedimento minimamente invasivo, ocasionando menores riscos cirúrgicos, menos sangramento e dores pós-operatórias, recuperação mais rápida e cicatrizes reduzidas. A cirurgia laparoscópica mostra-se eficaz no tratamento de doenças do sistema geniturinário.












Cirurgia Robótica


Também chamada de cirurgia laparoscópica assistida por robótica, a cirurgia robótica é um procedimento minimamente invasivo, através do qual o cirurgião manipula um robô para realizar incisões, ressecções e reconstruções. Vista como uma evolução da laparoscopia, também apresenta vantagens em relação à cirurgia aberta, sendo menos invasiva, tendo possivelmente menos sangramentos, recuperação mais rápida e menor tempo de internação.

Após a popularização da laparoscopia nas últimas décadas, surgiram os sistemas robóticos modernos em meados do ano 2000, para auxiliar na execução das cirurgias minimamente invasivas, sendo esta técnica cada vez mais utilizada em cirurgias urológicas. O robô permite maior precisão nos movimentos, visão ampliada facilitando assim a  realização de procedimentos complexos e minimamente invasivos.

Atualmente, a cirurgia robótica é uma das técnicas mais utilizadas para cirurgias de câncer de próstata (prostatectomia radical) e rim (nefrectomia parcial ou nefrectomia radical), mas também para cirurgias reconstrutivas como pieloplastia para obstrução do rim.

Além disso, quando comparada à cirurgia laparoscópica tradicional, a cirurgia robótica apresenta diversas vantagens, como, por exemplo: maior precisão em locais de difícil acesso, melhor ergonomia ao cirurgião, movimentos mais intuitivos e visão tridimensional.

É importante compreender que os robôs cirúrgicos atuais não conduzem nenhum movimento sozinho. Através de um console, o cirurgião é responsável por todos os movimentos executados pelo sistema robótico.

Porém, caso algum movimento imprevisto seja realizado pelo médico, o robô aciona um comando de segurança, travando a máquina provisoriamente, assim como filtra os movimentos do cirurgião, evitando tremor oe tornando-os mais delicados. Além disso, se o cirurgião retira o rosto da tela de controle, o aparelho robótico trava de forma automática, evitando possíveis danos ao paciente.

Muitos urologistas treinados em laparoscopia, assim como o Dr. Lucas Burttet, enxergam a cirurgia robótica como um benefício adicional, pois o método traz melhor visualização do campo cirúrgico, maior precisão durante os movimentos e mais facilidade na manipulação dos instrumentos.

Quais são as principais aplicações da cirurgia robótica na urologia?

A cirurgia robótica, que parecia impossível ou inacessível há pouco mais de 15 anos, hoje é uma realidade no Brasil. No Rio Grande do Sul, desde Agosto de 2013, Porto Alegre dispõe da tecnologia robótica para realização de cirurgias minimamente invasivas. O Programa de Cirurgia Robótica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre teve seu início em 09 de Agosto de 2013, sendo o primeiro hospital a adquirir o sistema da Vinci fora do eixo Rio de Janeiro – São Paulo. 

Desde lá, mais de 500 cirurgias foram realizadas, sendo a maioria executadas pela equipe de Urologia. Em Novembro de 2017, o Hospital Moinhos de Vento anunciou o início do seu programa de cirurgia robótica, sendo o primeiro hospital privado do Rio Grande de Sul a adquirir a tecnologia. A primeira cirurgia foi realizada no início de 2018, onde também a urologia é a especialidade que mais utiliza este sistema. 

O urologista Dr. Lucas Burttet é certificado para realizar cirurgia robótica desde 2015, e deu início à especialização em 2013, tendo realizado e participado de centenas de cirurgias neste período. Além disso realizou estágios de especialização em hospitais nos Estados Unidos e congressos nos EUA e na Europa. 

“Entre as especialidades médicas, a Urologia é uma das mais beneficiadas pela cirurgia robótica, possibilitando o  tratamento do câncer de próstata e também de doenças nos rins, bexiga e todo o trato urinário, com alguns”, explica o médico.

Conforme esclarece Dr. Lucas, “As cirurgias estão tornando-se cada vez menos invasivas, possibilitando o tratamento de doenças em várias áreas com menos riscos e efeitos adversos do que antigamente. No caso do tratamento cirúrgico para câncer de próstata, a cirurgia aberta ou laparoscópica ainda são consideradas ótimas opções, mas a robótica facilitou a utilização do tratamento minimamente invasivo sendo que ela é, hoje, a primeira opção de tratamento na maioria dos países desenvolvidos.”, complementa.

Além destas, outras cirurgias podem ser realizadas com o auxílio da robótica como cirurgia por hiperplasia benigna de próstata, tratamento de  endometriose com lesões na bexiga ou ureteres, reimplante ureteral, correção de prolapsos pélvicos (bexiga caída) chamada de sacro-promontofixação, entre outras.

Orientações Pré-operatórias Gerais para Cirurgia Robótica

Jejum completo desde 8 horas antes do horário marcado para a cirurgia. Pode-se ingerir água até 4 horas antes deste horário. Durante o jejum pode-se tomar medicações de uso contínuo com gole pequeno de água.

Uso de medicações: anticoagulantes verificar orientação médica sobre parar por alguns dias ou manter o uso até o dia da cirurgia. Medicações para hipertensão: tomar normalmente, mesmo no dia da cirurgia durante o jejum.

Medicações para diabetes (confirmar a orientação do seu endocrinologista):

  • Medicações via oral: não tomar no dia da cirurgia;
  • Insulina: tomar metade da dose usual no dia da cirurgia

Levar no dia da cirurgia:

  • Termo de Consentimento Informado;
  • Todos exames pré-operatórios;
  • Documentos pessoais/Carteira do convênio/Autorização do convênio caso necessário;
  • Medicações de uso contínuo;
  • Acompanhante adulto.

Cirurgia robótica x cirurgia laparoscópica: qual a diferença e benefícios?

 Publicado em 22 de maio de 2020

Por: Dr. Leonardo Ortigara

Cirurgia robótica x cirurgia laparoscópica: qual a diferença e benefícios?

O desenvolvimento e aplicação de diferentes técnicas no tratamento de doenças do trato geniturinário, caracterizam o campo da urologia como uma área inovadora. A cirurgia robótica e cirurgia laparoscópica são procedimentos que representam este avanço.

Ouça este conteúdo:

Esses dois procedimentos cirúrgicos fazem parte de um novo paradigma das cirurgias minimamente invasivas. Em relação às cirurgias tradicionais (que envolvem o corte de vários centímetros da área a ser operada), possuem alta precisão de imagem e movimento,  minimizam o trauma cirúrgico, além de promover benefícios pós-operatórios.

Neste artigo, falarei sobre a  cirurgia robótica e a cirurgia laparoscópica, quais as diferenças e os benefícios de cada procedimento.

O avanço das cirurgias minimamente invasivas para a urologia 

Vinte anos atrás, iniciou-se o processo do Sistema de Cirurgia da Vinci, com fibra óptica e vídeo. O objetivo era realizar uma cirurgia não traumática. O sucesso foi tão grande que mudou a história da medicina, abrindo o caminho para a Cirurgia Minimamente Invasiva, e se tornou o primeiro sistema de cirurgia robótica aprovado pelo FDA (Agência Federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos). 

Ou seja, o campo cirúrgico evoluiu, cada vez mais, em ferramentas, técnicas e materiais utilizados. Todas essas mudanças visam um melhor efeito terapêutico e maior segurança do paciente. Ao mesmo tempo, o objetivo é proporcionar a menor hospitalização possível e a maior qualidade no pós-operatório. 

Nesse sentido, as ferramentas mais modernas e tecnologicamente avançadas incluem a cirurgia laparoscópica e o robô cirúrgico, especialmente este último. Lembrando que, os dois procedimentos trazem benefícios, pois se encaixam em cirurgias minimamente invasivas, e expande a capacidade do cirurgião, podendo ir muito além dos limites da cirurgia tradicional.

Diferenças entre a cirurgia robótica e a cirurgia laparoscópica

Como mencionado anteriormente, as duas cirurgias – cirurgia robótica e cirurgia laparoscópica – têm suas vantagens e benefícios. Porém, existem diferenças entre os procedimentos. Saiba quais são, e como funciona cada um. 

Cirurgia laparoscópica: como funciona?

A cirurgia laparoscópica, é realizada com um laparoscópio, um telescópio especial, que é conectado a uma fonte de luz de fibra óptica de alta intensidade, bem como a uma câmera de vídeo de alta resolução. 

A câmera transmite a imagem do campo cirúrgico para uma tela, e os instrumentos cirúrgicos minuciosos são inseridos no paciente por incisões cirúrgicas muito pequenas (1-1,5 cm).

O cirurgião é, portanto, capaz de ver e operar o paciente em detalhes e com alta precisão. 

Benefícios

Algumas dessas vantagens incluem:

  • trauma cirúrgico mínimo;
  • menor lesão do tecido cirúrgico e menor resposta imune ao trauma;
  • mobilização e recuperação mais rápidas e um retorno mais rápido ao trabalho;
  • saída rápida do hospital;
  • redução significativa da dor pós-operatória e
  • menos complicações respiratórias e cardiovasculares.

Cirurgia robótica: como funciona?

A cirurgia robótica é uma técnica que utiliza um robô (através do sistema de cirurgia da DaVinci®) para ajudar o cirurgião a realizar a cirurgia. O robô funciona com uma câmera 3D que permite ao cirurgião visualizar de forma mais ampla, o campo cirúrgico. 

O cirurgião conduz o robô à distância e tem o controle dos braços robóticos durante toda a operação. É importante entender que, o robô não realiza a cirurgia, e sim o cirurgião através do console robótico, permitindo realizar movimentos cirúrgicos mais controlados e precisos.

Benefícios 

Os benefícios são muitos tanto para o médico, como para o paciente. A visão 3D permite total controle da cirurgia. Ou seja, a segurança do procedimento é bastante alta. Além disso, os benefícios incluem:

  • maior precisão cirúrgica;
  • menos perda de sangue;
  • menos dor após no pós-cirúrgico, por não haver grande trauma abdominal;
  • os pacientes raramente precisam de analgésicos fortes e podem retornar às atividades normais e trabalhar mais rapidamente em comparação com a cirurgia tradicional;
  • menor hospitalização;
  • melhor cicatrização (incisões cirúrgicas menores).

Assim, o robô dá a assistência ao cirurgião, tornando o trabalho mais eficiente porque elimina qualquer tremor, amplia as imagens em até 20x e chega a lugares que seriam impossíveis de serem alcançados por mãos humanas.

Quais as aplicações das cirurgias robótica e laparoscópica?

Tanto a cirurgia robótica como a laparoscópica, revolucionaram completamente a história da cirurgia moderna, proporcionando vantagens em diversos procedimentos cirúrgicos, incluindo urológicos e ginecológicos, como:

  • prostatectomia: retirada total ou parcial da próstata;
  • nefrectomia: retirada total ou parcial de um rim;
  • pieloplastia: tratamento na junção do rim com o ureter;
  • adrenalectomia: retirada de uma ou ambas as glândulas suprarrenais;
  • cistectomia: retirada total ou parcial da bexiga;
  • doença inflamatória pélvica: uma infecção dos órgãos reprodutivos.

Cirurgia robótica e o câncer de próstata

A intervenção indicada para tratar o câncer de próstata avançado é uma prostatectomia radical que visa remover a próstata. Entre os benefícios da cirurgia robótica para o tratamento do câncer, vale destacar a diminuição de riscos de impotência sexual e a incontinência urinária.

Isso é explicado devido ao procedimento que proporciona uma visão tridimensional de alta resolução, permitindo ao cirurgião ver melhor os nervos cavernosos, estruturas que promovem a ereção, que estão muito perto da próstata.
Se quiser saber mais sobre tratamentos inovadores e cuidados urológicos, você pode me seguir no Facebook ou Instagram. Lá você encontrará diversos conteúdos e informações importantes sobre a saúde do homem!

Material escrito por:
Dr. Leonardo Ortigara
CRM 15149 / RQE 7698

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Cuidados com o Corpo após o Óbito

 

Cuidados de enfermagem com o corpo do paciente após o óbito

Responsáveis pela execução

Enfermeiro, Auxiliar e Técnico de Enfermagem e Acadêmicos de enfermagem sob a supervisão do professor e/ou responsável

É importante observar sempre a prescrição médica pra iniciar os cuidados.

Responsável pela prescrição de cuidados com o óbito: Enfermeiro faz a prescrição de enfermagem após prescrito pelo médico o óbito no prontuário do paciente.

Finalidades: Remover os dispositivos; Limpar, tamponar e identificar o corpo; Colocar o corpo em posição anatômica para o sepultamento.

Responsáveis pela execução: Enfermeiro, Auxiliar e Técnico de Enfermagem e Acadêmicos de enfermagem sob a supervisão do professor e/ou responsável

Indicação: Corpo após a constatação do óbito pelo médico

Contraindicações/Restrições: É necessário ver a necessidade do corpo ser encaminhado ao InstitutoMédico Legal (IML), Serviço de Verificação de Óbito(SVO) ou Necropsia. Esses não necessitarão ser tamponados.




Finalidades


  •   Remover os dispositivos.
  •   Limpar, tamponar e identificar o corpo. 
  • Colocar o corpo em posição anatômica para o sepultamento.

Materiais necessários para limpeza e preparo do corpo 



Equipamentos de Proteção Individual - EPI - (máscara cirúrgica, óculos protetor, avental e luvas de procedimento)

Biombo

Bandeja

Sistema de aspiração montado (cateter de aspiração de 10 a 14 french, extensões de silicone, frascos redutor depressão e de coletor intermediário e rede de vácuo), se necessário

Pinça longa (Cheron)

Tesoura ou bisturi, se necessário

Algodão e/ou gaze não esterilizada

Atadura crepe (3)

Fita adesiva/esparadrapo com os dados de identificação do cliente (nome completo, registro geral, data de nascimento,data e horário do óbito, setor e número do leito, nome do responsável pelos cuidados)

Compressa de banho, se necessário?Bacia com água, se necessário

Papel-toalha (2), se necessário

Sabonete líquido, se necessário

Recipiente para o descarte dos materiais

Lençol (2)

Hamper

Prótese dentária, se houver

Maca sem colchão


Materiais para desinfecção terminal do leito, conforme Procedimento Operacional Padrão (POP) “Limpeza e desinfecção terminal de unidade”



Descrição dos Procedimentos

1.Desligar todos os equipamentos, após a constatação escrita do óbito pelo médico responsável para liberar o corpo para a execução do procedimento.

2.Higienizar as mãos para reduzir a transmissão de micro-organismos.

3.Reunir os materiais necessários e encaminhá-los à unidade para economizar tempo.

4.Colocar a bandeja com os materiais sobre a mesa de cabeceira para facilitar a execução do procedimento.

5.Colocar o biombo, se necessário para proteger da curiosidade e diminuir o mal-estar dos outros clientes da enfermaria.

6.Posicionar a cama na horizontal com a cabeceira levemente elevada para facilitar a execução do procedimento e minimizar os refluxos gastroesofágico e sanguíneo.

7.Forrar a escadinha com o papel-toalha e colocar a bacia com água sobre a mesma, quando for necessário para facilitar a execução do procedimento.

8.Paramentar-se com os EPI para promover proteção individual.

9.Soltar os lençóis da cama e retirar o travesseiro para facilitar a execução do procedimento.

10.Fechar os olhos do cliente, pressionando as pálpebras. Caso não seja possível, fixá-las com tiras de fitas adesivas para evitar que os olhos fiquem abertos, quando ocorrer o enrijecimento cadavérico, e manter a aparência natural.

11.Retirar os cateteres, as cânulas e os drenos com auxílio de tesoura ou bisturi, se necessário, colocando-os em um recipiente de descarte para permitir a execução do procedimento.

12.Fazer curativo oclusivo nos sítios de inserção de dispositivos que estiverem drenando secreções, utilizando gazes e fita adesiva para evitar saída de secreções e/ou sangue.

13.Aspirar secreções da naso e orofaringe, se necessário para evitar saída de secreções e/ou sangue pela boca e nariz.

14.Colocar ou reposicionar a prótese dentária, se houver para manter a aparência natural, antes do enrijecimento cadavérico (rigor mortis).

15.Tamponar os orifícios naturais do corpo (narinas, ouvidos e regiões orofaríngea, vaginal e anal) com algodão seco, por meio de uma pinça longa, de tal maneira que não apareça o algodão para evitar a saída de flatos, secreções e odor fétido.

16.Remover os curativos e refazê-los, quando for necessário para proporcionar limpeza corporal.

17.Fazer a higiene do corpo com compressa úmida com água e sabonete líquido na presença de sangue, secreções e outras sujidades para remover sujidades para melhorar a aparência.

18.Remover os lençóis sujos e molhados, desprezando-os no hamper para manter o corpo limpo.

19.Sustentar a mandíbula com atadura crepe ou com esparadrapo,amarrando-o no alto da cabeça para manter em posição anatômica, antes do enrijecimento cadavérico (rigor mortis).

20.Unir as mãos sobre a região epigástrica e fixá-las com atadura crepe ou esparadrapo para manter em posição adequada, antes do enrijecimento cadavérico (rigor mortis).

21.Juntar os pés e fixá-los com atadura crepe ou fita adesiva para manter em posição adequada, antes do enrijecimento cadavérico (rigor mortis).

22.Fixar a fita adesiva com os dados de identificação na testa do cliente em posição invertida. Não retirar a pulseira de identificação para identificar o corpo e facilitar a leitura dos dados de identificação.

23.Colocar um lençol limpo sob o corpo, utilizando-o para passar o corpo da cama para maca, e outro sobre para facilitar a passagem do corpo da cama para maca.

24.Dobrar o lençol sobre o corpo, fixando com fita adesiva para evitar a exposição do corpo.

25.Retirar os EPI para evitar a transmissão de micro-organismos.

26.Higienizar as mãos para promover proteção individual e evitar a transmissão de micro-organismos.

27.Encaminhar o corpo ao local de destino ( Serviço de Patologia/Necropsia), após comunicação prévia para fazer a tramitação correta e evitar o trabalho desnecessário.

28.Retornar com a maca ao setor e realizar a sua limpeza e desinfecção terminal para garantir a devolução do mobiliário da unidade e mantê-la limpa para o próximo uso.

29.Reunir e empacotar os pertences do cliente, para entregá-los à família, posteriormente para garantir a devolução correta dos pertences.

30.Providenciar a limpeza e desinfecção terminal do leito,conforme POP para preparar o leito para receber outro cliente.

31.Recolher os materiais e dar destino adequado, encaminhando os descartáveis ao expurgo para promover ambiente favorável e dar destino adequado aos materiais.

32.Proceder às anotações de enfermagem, constando: data e horário do óbito, nome do médico que constatou o óbito, descrição dos cuidados realizados; horário da transferência ao Serviço de Patologia/Necropsia, identificação da pessoa que recebeu os pertences, intercorrências e outros achados importantes para promover qualidade à documentação e atender à legislação.

Intervenções de Enfermagem e observações



Evitar comentários desnecessários e manter atitude de respeito durante o cuidado com o corpo. Respeitar as crenças dos familiares ao preparar o corpo. Não realizar os procedimentos de higienização e tamponamento para o corpo que será encaminhado ao IML ou SVO e que esteve hospitalizado por um período inferior a 24 horas.

Nesses casos, deve ser feita somente a identificação, e os cuidados com o corpo passam a ser do local onde o corpo será encaminhado. Desprezar os materiais descartáveis utilizados nos cuidados com o corpo no expurgo, em recipientes de descarte específicos para o tipo de resíduo. Permitir que a família veja o corpo antes de ser encaminhado ao Serviço de Patologia/Necropsia, quando solicitado.

sábado, 3 de julho de 2021

Cateter vesical de demora

 

cateter vesical de demora

O cateterismo vesical de demora é um procedimento amplamente utilizado na prática clínica, sendo de suma importância ao tratamento de diversas patologias. Pode ser dividido em duas classes principais: cateter vesical de demora (CVD), relacionado a uma longa permanência no trato urinário e cateter vesical de alívio (CVA), que se refere a retirada do cateter após o esvaziamento da bexiga.

Geralmente são inseridos em pacientes com dificuldades ou impossibilidade de urinar espontaneamente. Trata-se de uma técnica invasiva que consiste na introdução de uma sonda através do meato uretral até a bexiga visando a da retirada de urina.


Estima-se que cerca de 20% a 50% dos pacientes hospitalizados são submetidos à cateterização vesical. De fato, esse dispositivo é uma ferramenta muito importante na assistência à saúde.

Diversos estudos apontam que quando há um registro médico de pedido de inserção no prontuário, maior é a probabilidade de o cateter ter sido adequadamente indicado. Desta forma, espera-se que todos os pacientes em uso de cateter vesical de demora tenham seu pedido de inserção registrado e a sua manutenção justificada diariamente em prontuário.


O que é ?

O cateterismo vesical é uma técnica que consiste na introdução de um cateter, também conhecido por sonda vesical, pela uretra até à bexiga de forma a fazer a permitir a saída de urina em pessoas que não conseguem controlar esse ato, devido a obstruções como hipertrofia da próstata, dilatação uretral ou mesmo em casos em que se pretende realizar exames em urina estéril ou preparar a pessoa para uma cirurgia, por exemplo.

. Cateterismo vesical de demora

O cateterismo vesical de demora é usado quando o cateter permanece por mais tempo para drenagem contínua e para isso é usado um cateter de Foley ou de Owen.






Nesta técnica, o cateter permanece para uma drenagem continua, permitindo a descompressão gradual da bexiga e é indicada para promover o esvaziamento da bexiga, monitorar o débito urinário, fazer o preparo cirúrgico, realização de irrigação vesical ou para diminuir o contato da urina com lesões de pele próximas à região genital.

Esta técnica deve ser realizada só se necessário e idealmente deve ser feita por um profissional de saúde,

Para que serve

Devido aos riscos da técnica, o cateterismo só deve ser usado se for mesmo necessário, nos seguintes casos:

  • Alívio da retenção urinária aguda ou crônica;
  • Controle da produção de urina pelo rim;
  • Insuficiência renal pós-renal, por obstrução infra-vesical;
  • Perda de sangue pela urina;
  • Recolha de urina estéril para exames;
  • Medição do volume residual;
  • Controle de incontinência urinária;
  • Dilatação ureteral;
  • Avaliação da dinâmica do aparelho urinário inferior;
  • Esvaziamento da bexiga antes, durante e após cirurgias e exames;

Além disso, o cateterismo vesical, também pode ser usado para realizar a administração de medicamentos diretamente na bexiga, em casos de infecções graves, por exemplo.




principais posições cirúrgicas

 



Posições Assumidas no Cotidiano: 1-

 POSIÇÃO SUPINA OU DECÚBITO DORSAL 


É a posição usual para indução da anestesia geral e para acesso a cavidade abdominal.

 O paciente fica deitado sobre o dorso, com os braços em posição e as pernas levemente afastadas, o corpo deve estar bem alinhado, e os pés não cruzados. É a posição mais anatômica para o paciente e que permite melhores condições de trabalho para o anestesista. 

Algumas vezes, nas operações abdominais na porção supramesocólico, um coxim inflável ou feito com panos de campo, que é colocado transversalmente no dorso do doente, na altura do apêndice xifoide. Embora propicie ajuda inestimável ao cirurgião, não se deve exagera em sua altura, pois pode ocasionar em dores lombares no 



2- POSIÇÃO DE TRENDELENBURG OU TRENDELENBURG MODIFICADA 


São geralmente usadas para cirurgia do abdome inferior (permite que a gravidade ajude a mante as alças intestinais na parte superior da cavidade abdominal) e em algumas cirurgias nos membros inferiores ajudando na hemostasia. 

O paciente é colocado em posição supina e toda a mesa de operação é levemente inclinada para que a cabeça do paciente fique mais baixo que seus pés em alguns graus. 

Esta posição as vezes pode interferir na respiração porque o peso adicional dos órgãos internos comprime o diafragma, o que pode ocasionar em dificuldades respiratórias.

3- POSIÇÃO DE TRENDELENBURG REVERSA OU PROCLIVE


 Esta posição é geralmente usada para a cirurgias da cavidade abdominal superior e da cabeça e pescoço, permite uma exposição operatória melhor porque a gravidade mantem as alças intestinais na parte inferior do abdome. 

Também, como a cabeça elevada levemente, a hemostasia se torna mais fácil nas operações deste sangramento.
 OBS: Quando for usada para cirurgia de pescoço e face, o dorso da mesa deve ser elevado e um coxim roliço pesado sob os ombros do paciente para hiperestender o pescoço, apenas o suficiente para facilitar o ato cirúrgico. O paciente é colocado em supina e toda a mesa é inclinada para que a cabeça fique mais alta que os pés, eventualmente um apoio para os pés pode ser usado se a inclinação da mesa for muito grande.


4- POSIÇÃO LATERAL 


A posição lateral, geralmente é utilizada nas operações nos rins, pulmões ou quadril.

 O paciente a indução da anestesia na posição supina e é cuidadosamente virado para a posição lateral após o anestesista dar permissão.
 Posicionadores como coxins podem ser usados paramante o paciente lateralizado. 

Em alguns casos, uma fita longa de 5 a 10cm de esparadrapo é passada pelo quadrile pelo ombropara imobiliza-lo com segurança na mesa operatória, a perna interior é flexionada e a levemente flexionada, separadas por um travesseiro que previne compressões vasculares e nervosas entre ambas. Nas operações sobre o tórax, o braço inferior é colocado em uma braçadeira e o superior colocado em outra braçadeira em arco por sobre a cabeça, que permite que ele seja elevado pra cima e pra fora, abrindo a axila e facilitando a exposição do grandeado costal, tanto o braço como a braçadeira devem ser protegido com uma faixa de pano para evitar contato da pele com o metal e prevenir de eventuais queimaduras causadas pelo bisturi elétrico. 

O anestesista coloca um travesseiro sob a cabeça do paciente para que o pescoço fique alinhado com o corpo. Variantes são obtidas com os auxílios dos coxins, que fletem lateralmente o tronco em alturas variáveis, dependendo do órgão a operar (pulmão ou rim).



5- POSIÇÃO DE FOWLER MODIFICADA 


A posição de Fowler modificada ou posição sentada, é usada na maioria das vezes para cirurgias neurocirurgias, mamoplastias e abdominoplastias.

O paciente deve ser cuidadosamente posicionado sobre as dobras da mesa, o dorso fica elevado e um suporte para os pés deve ser colocado.

6- DECUBITO VENTRAL OU POSIÇÃO DE PRONA


 Usadas em pacientes que serão submetidos a cirurgia na parte posterior do corpo.

 A indução da anestesia geral é feita na posição de supina, após o anestesista autorizar, o paciente pode ser mobilizado cuidadosamente pela equipe. 
São colocados dois coxins debaixo das axilas e aos lados do tórax, que permitem melhor expansão pulmonar e diminuem a pressão na mamas das pacientes femininas, os braços são colocados em braçadeiras bem almofadadas, estendidos para fora e com as palmas voltadas para baixo, a cabeça do paciente deve repousar sobre um travesseiro, virada para um lado, para mantes o pescoço e a coluna vertebral no mesmo nível, os pés são elevados pelo tornozelo sobre um travesseiro para prevenir que o peso das pernas exerça grande pressão na ponta dos dedos. 

Essa posição tem a grande desvantagem de dificultar os movimentos respiratórios e deve ser usada com cuidado em pacientes pneumopatas.
 Podemos usar essa posição em cirurgias como coluna lombar, tumor cerebral (dependendo da localização do tumor), entre outras na parte posterior. 



7- POSIÇÃO DE KRASKE, DEPAGE, CANIVETE SEMI ABERTO (JACK KNIFE)


 Usada em cirurgias proctológicas, o paciente é colocado inicialmente em decúbito ventral, com posterior em angulação da mesa ou com a ajuda de coxins transversal sob o baixo ventre apoiado nas cristas ilíacas, elevando as nádegas pela flexão do tronco sobre as costas, lembrando um “V” invertido, os coxins subaxilares facilitam a respiração, faixas e esparadrapo colocadas de cada lado das nádegas é presa à mesa cirúrgica abrindo o sulco Inter glúteo e expondo o períneo posterior.

 Esta posição pode trazer as mesmas dificuldades respiratórias que a anterior, além disso, se o coxim abdominal for colocado muito alto, pode comprimir a veia cava com diminuição do retorno venoso ou provocar vômitos pela compressão das vísceras abdominais.



8- POSIÇÃO DE LITOTOMIA OU GINECOLÓGICA 


É usada em cirurgias que requerem uma abordagem perineal ou anal. 

O paciente deve ser colocado em posição supina após a indução anestésica, com as nádegas próximas a dobra inferior da mesa de operações, após o anestesista permitir duas pessoas (cada uma movendo uma perna) dobram-nas e colocam as panturrilhas utensílios com o nome de perneira, que devem ser protegidas com pano para que o paciente não tenha contatos com metal, ambos as perneiras devem ser colocadas na mesma altura e no mesmo ângulo de afastamento, em seguida, o segmento inferior da mesa é retirado ou abaixado em ângulo reto, ficando exposto a região perineal, as mãos do paciente são colocados em braçadeiras laterais.