This is default featured slide 1 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

Energia das mãos : O despertar da magia Helena Blavatsky

Em 1880, no Sri Lanka, Blavatsky e Olcott realizaram a cerimônia de “tomar Pansil”, os cinco preceitos budistas leigos, também refugiando-se em Buda, Dharma e Sangha.

This is default featured slide 4 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

Instituto IDG

Transformação social por meio de ações socioeducativas socioculturais Realização de cirurgias plásticas reparadoras em vítimas de violência doméstica.

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Amoxicilina: o que é, para que serve e quais as contraindicações

 



A amoxicilina é um antibiótico classificado como um penicilânico e é utilizado no combate às bactérias como a maioria das espécies de Streptococcus, Listeria monocytogenes e Enterococcus. É usada também contra a Haemophilus influenzae, algumas Escherichia coli, além de espécies de Clostridial, Salmonella, Shigella e Corynebacteria, entre outras.

Muito útil no atendimento básico de atenção à saúde, a amoxicilina é um antibiótico que pertence ao mesmo grupo da penicilina, medicamento descoberto por Alexander Fleming, em 1928, e que mudou a história das ciências médicas.

Quando usar amoxicilina?




Quando usar a amoxicilina? Ela só deve ser consumida com prescrição médica

Imagem: Gety Images

Como é um antibiótico, a amoxicilina só pode ser vendida sob prescrição médica e a receita deve ser retida para controle de seu consumo.

Dado o tempo de existência desse tipo de fármaco, ele é considerado muito seguro. Contudo, é importante que você faça o uso racional desse remédio, ou seja, utilize-o de forma apropriada, na dose certa e por tempo adequado.

“No caso dos antimicrobianos, o respeito a esse tempo quer dizer fazer o tratamento até o fim, mesmo que os sintomas terminem antes”, esclarece Fernanda Cristina Ostrowski Sales, professora da disciplina de farmacologia dos cursos de medicina, farmácia e odontologia da PUC-PR.

Ao não respeitar as indicações do profissional da área da saúde, você colabora para a resistência bacteriana. Isso significa que o antibiótico poderá não fazer efeito quando for necessário usá-lo em outra oportunidade.

Para que serve a amoxicilina?



Para que serve a amoxicilina? Ela pode ser indicada em casos de sinusite, por exemplo


A amoxicilina pode ser usada para eliminar infecções, como as que você vê a seguir:

O medicamento poderá ser indicado por médicos ou dentistas em outras situações, como procedimentos odontológicos e no tratamento da periodontite.

Como a amoxicilina funciona?


A amoxicilina possui excelente farmacocinética, ou seja, independentemente da apresentação, ela é rapidamente absorvida e distribuída pelos tecidos, até que chega a seu alvo, efetua sua ação, se transforma em um produto a ser eliminado (metabolização). Ao finalizar sua tarefa, ela sai do corpo pela via renal.

Quanto à farmacodinâmica, ou mecanismo de ação, ela age evitando a reprodução de bactérias e matando-as (morte celular).

Conheça as apresentações disponíveis


A amoxicilina é um antibiótico oral. O medicamento de referência é o Amoxil®. Mas você também pode encontrar as versões genéricas que terão as seguintes apresentações:

  • Suspensão oral — 125mg; 250mg; 200mg, 400mg e 500 mg;
  • Cápsulas — 500 mg;
  • Comprimidos revestidos — 875mg.

A depender da gravidade ou do tipo da infecção, o médico deverá indicar o tempo e a dose necessários para o tratamento. Jamais se automedique ou abandone o tratamento antes do tempo determinado. Isso também leva à resistência bacteriana.

“A ideia é que se use de 7 a 21 dias. Em algumas situações o uso poderá ser mais prolongado. Mas esses casos são a exceção. O importante é ressaltar que nunca se faça uso de restos de antibióticos utilizados anteriormente sem a devida orientação médica”, explica Homero Luis de Aquino Palma, médico de família e gestor da Secretaria da Saúde da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Quais são as vantagens da amoxicilina? E as desvantagens do seu uso?


A maior vantagem da amoxicilina é que ela é amplamente utilizada pelos médicos por suas altas taxas de segurança e eficácia em várias infecções.

“Ela não é como água, mas é classificada como risco B, o que faz dela um fármaco que pode ser usado no tratamento de crianças, recém-nascidos e até grávidas [a critério e sob orientação médica]”, ressalta Gracinda Maria D’Almeida e Oliveira, farmacêutica e professora da PUC-PR.

A desvantagem da amoxicilina é que ela tem esquema de doses a cada 8 horas, portanto, 3 vezes ao dia, o que pode ser desagradável para o paciente. Além disso, não pode ser usada por pessoas com alergia a algum componente da fórmula da amoxicilina ou outros antibióticos semelhantes. Para estes, existem antimicrobianos alternativos (macrolídeo ou fluoroquinolona), que poderão substituí-la, a depender do tipo de infecção e da idade do paciente.

Contraindicações da amoxicilina


Pessoas com histórico de hipersensibilidade à penicilina podem ter reações graves e até fatais. Geralmente esses casos se relacionam a indivíduos com histórico de alergia a antibióticos betalactâmicos como as penicilinas e cefalosporinas. O risco anafilático é possível, mas raro.

Outra advertência se refere à hipótese da presença de suspeita de mononucleose infecciosa, já que a ocorrência de rash eritematoso (mobiliforme) tem sido associada com essa condição após o uso do fármaco.

Crianças e idosos podem usar amoxicilina?


Sim. A administração da amoxicilina em crianças é até preferencial, dado o sabor ser mais tolerável para esse grupo.

Como esse antibiótico é excretado por via renal, os cuidados com os idosos dizem respeito a uma possível adequação da dosagem e acompanhamento. Como esse grupo, geralmente utiliza remédios de uso contínuo (polifarmácia), é preciso estar atento também às interações medicamentosas. De modo geral, o uso prolongado não é indicado.

Estou grávida? Posso usar amoxicilina?


Sim. Ela poderá ser usada desde que a paciente esteja sob acompanhamento médico, único profissional capaz de avaliar o custo/benefício de sua utilização.

Durante o período de amamentação o medicamento também pode ser utilizado nas mesmas condições. Nessa hipótese, a dosagem deve ser cuidadosamente estabelecida pelo médico.

Uso anticoncepcional. O medicamento corta o seu efeito?


Sim. “A razão para isso é que a amoxicilina pode reduzir o efeito do anticoncepcional. Por isso, durante o tratamento é aconselhável que a pessoa faça uso de métodos de barreira como a camisinha para garantir a proteção desejada”, fala Danyelle Cristine Marini, farmacêutica e diretora do CRF-SP.

Como usar a amoxicilina?




Como usar a amoxicilina? O ideal é consumi-la apenas com água

Imagem: iStock

Não há restrições quanto ao uso com alimentos nem em jejum. Mas é aconselhável que seja administrado com água. Leite, sucos, chá, café ou refrigerantes ao entrarem em contato com o medicamento podem resultar em reações químicas que podem alterar a sua estrutura.

Existe uma melhor hora do dia para usar esse medicamento?


Não. O importante é que ele seja ingerido na forma indicada pelo médico ou dentista (que pode ser de 8 em 8 horas ou 12 em 12 horas, a depender da apresentação) e não interrompa seu uso antes do final do tratamento, mesmo quando houver melhora dos sintomas após a primeira dose.

O que faço quando esquecer de tomar o remédio?


Tome assim que lembrar e reinicie o esquema de uso do medicamento. É desaconselhado tomar doses em dobro de uma vez para compensar a dose que foi esquecida.

Se você é daqueles que sempre se esquecem de tomar seus remédios, use algum tipo de alarme para lembrar-se.

Quais são os possíveis efeitos colaterais?


A amoxicilina, em geral, é bem tolerada. Apesar disso, algumas pessoas poderão apresentar as seguintes queixas:

  • Reações comuns: enjoo, diarreia, erupções de pele;
  • Reações incomuns: coceira; vômito; urticária.
  • Sintomas mais graves como convulsões, sinais de alergia, mudança da cor da língua são raros. Mas se observar a presença desses sinais, procure ajuda médica.

Interações medicamentosas


Alguns medicamentos não combinam com a amoxicilina, e podem alterar ou reduzir seu efeito. Avise seu médico se estiver consumindo algum dos seguintes fármacos:

  • Medicamentos para tratamento de gota (probenicida ou alopurinol);
  • Outros antibióticos;
  • Anticoncepcionais;
  • Anticoagulantes (varfarina).

É importante falar com um médico, farmacêutico ou até o dentista antes de usar esse medicamento se você faz uso contínuo de algum fitoterápico, suplemento ou vitaminas.

Interação com exames


Caso você seja diabético, o uso da amoxicilina pode alterar a dosagens de glicemia. Antes de fazer o teste, comunique a seu médico ou ao laboratório o uso da medicação.

Em casa, coloque em prática as seguintes dicas:

  • Fique atento à validade do medicamento, que é de 24 meses. Considere que, após aberto, essa validade é ainda menor;
  • Leia atentamente a bula ou as instruções de consumo do medicamento;
  • Ingira os comprimidos inteiros. Evite esmagá-los ou cortá-los ao meio — eles podem ferir sua boca ou garganta;
  • Prefira comprar remédios nas doses justas para o uso indicado para evitar sobras;
  • Respeite o limite da dosagem diária indicada na bula;
  • Escolha um local protegido da luz e da umidade para armazenamento. Cozinhas e banheiros não são a melhor opção. A temperatura ambiente deve estar entre 15 °C e 30 °C;
  • Guarde seus remédios em compartimentos altos. A ideia é dificultar o acesso às crianças;
  • Procure saber quais locais próximos da sua casa aceitam o descarte de remédios. Algumas farmácias e indústrias farmacêuticas já têm projetos de coleta;
  • Evite descarte no lixo caseiro ou no vaso sanitário. Frascos vazios de vidro e plástico, bem como caixas e cartelas vazias podem ir para a reciclagem comum.

terça-feira, 18 de julho de 2023

Tipos de infarto: diferenças e como identificar

 


Infarto fulminante

Cada tipo dessa condição tem suas características distintas e fatores de riscos específicos, conforme mostraremos a você ao longo desse artigo.

Quais são os tipos de infarto?

Os tipos de infarto são:

  • Infarto tipo 1: instabilidade da placa
  • Infarto tipo 2: desbalanço da oferta x demanda
  • Infarto tipo 3: morte súbita
  • Infarto tipo 4: relacionada a ATC
  • Infarto tipo 5: relacionado à cirurgia cardíaca

Diferenças entre os tipos de infarto: causas e sintomas

Na sequência, apresentamos as características e diferenças entre os tipos de infarto para que você entenda os sinais do seu corpo. Acompanhe.

Infarto tipo 1: instabilidade da placa

O infarto tipo 1 é um dos mais comuns e tem relação com a ruptura de placa aterosclerótica, fixação, erosão ou até mesmo de exceção com trombo intraluminal.

Tudo isso faz com que esse seja um dos tipos de infarto que leva a uma diminuição do fluxo sanguíneo no paciente, tendo como consequência necrose do miócito. 

Infarto tipo 2: desbalanço da oferta x demanda

Na lista de tipos de infartos, temos o tipo 2, que acontece por conta de um desbalanço entre a oferta e a demanda de oxigênio no coração.

Sendo o tipo 1 um infarto em que a oferta de oxigênio diminui de maneira abrupta por conta da oclusão ou suboclusão, no tipo 2 temos diversos mecanismos que podem estar envolvidos.

Por exemplo, ele pode acontecer por conta de um vaso espasmo coronário ou IAM secundário a uma embolia coronariana.

Infarto tipo 3: morte súbita

Nessa situação, o infarto evolui para uma morte súbita, ou seja, não existia um tempo para poder avaliar os biomarcadores de necrose.

Infarto tipo 4: relacionada a ATC

Esse infarto está relacionado a angioplastia e é dividido em:

  • 4a: quando acontece uma elevação acima de 4x da troponina basal.
  • 4b: quando acontece um quadro de trombose do stent/manifestação de isquemia.
  • 4c: relacionado a reestenose de stent.

Infarto tipo 5: relacionado à cirurgia cardíaca

Por fim, fechando a nossa lista de tipos de infartos, temos o tipo 5, que envolve a cirurgia de revascularização miocárdica.

Ele trata-se dos inúmeros fatores que podem causar uma lesão miocárdica durante a realização desse procedimento.

tipos de infarto

Leia também: Infarto x Parada cardíaca: Diferenças e formas de prevenção

Importância de reconhecer o tipo do infarto

Reconhecer os tipos de infarto é importante porque permite que uma abordagem de tratamento adequada seja feita para cada condição.

Isso porque cada um dos tipos de infarto requer abordagens de tratamento específicas.

Por exemplo, o infarto silencioso costuma passar despercebido e o seu tratamento pode exigir o monitoramento contínuo e mudanças no estilo de vida do paciente para prevenir complicações no futuro.

Portanto, reconhecer o tipo de infarto é crucial para orientar o paciente ao melhor tratamento e fornecer o prognóstico adequado.

Como agir em caso de qualquer tipo de infarto?

Em caso de qualquer um dos tipos de infarto, a primeira ação que deve ser feita é procurar por socorro imediato pelo número 192, do Samu.

Não é recomendável que o paciente dirija um automóvel ou fique andando e carregando peso ao surgirem os primeiros sintomas.

Outra forma de agir em caso de qualquer tipo de infarto é tomar dois comprimidos de Aspirina imediatamente, mas somente se você conseguir engolir sem dificuldade e não for alérgico ao medicamento. 

Tenha em mãos o melhor equipamento médico para atender casos de infarto. Conte com a CMOS DRAKE.

Conclusão

Como você viu ao longo deste artigo, os tipos de infarto são eventos graves e que precisam de atenção imediata e cuidados adequados para garantir a sobrevivência do paciente.

E conhecer os diferentes tipos de infartos é fundamental para saber identificar os sintomas e ter o tratamento mais adequado para o seu quadro clínico.

No mais, para atender casos de infarto, é fundamental ter por perto um bom equipamento médico, como o desfibrilador externo automático da CMOS DRAKE.

O QUE É UM INFARTO FULMINANTE?


Infarto fulminante: qual a idade de maior risco de ter um?

 O infarto fulminante é uma das principais causas de mortes em todo o mundo. Confira algumas formas de evitar o mal súbito que leva ao óbito



Bloqueio do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco.
Um ataque cardíaco é uma emergência médica. Geralmente, ocorre quando um coágulo bloqueia o fluxo sanguíneo para o coração. Sem sangue, o tecido perde oxigênio e morre.
Os sintomas incluem sensação de aperto ou dor no peito, no pescoço, nas costas ou nos braços, bem como fadiga, tontura, batimento cardíaco anormal e ansiedade. As mulheres são mais propensas a apresentar sintomas atípicos do que os homens.
O tratamento varia de mudanças no estilo de vida e reabilitação cardíaca a medicamentos, endopróteses e cirurgia de bypass.


Comum
Casos por ano: mais de 150 mil (Brasil)
Requer um diagnóstico médico
Sempre requer exames laboratoriais ou de imagem
O tratamento é feito com auxílio médico
Curto prazo: resolve-se em dias ou semanas
Crítico: necessita de atendimento de emergência

Requer um diagnóstico médico
Os sintomas incluem sensação de aperto ou dor no peito, no pescoço, nas costas ou nos braços, bem como fadiga, tontura, batimento cardíaco anormal e ansiedade. As mulheres são mais propensas a apresentar sintomas atípicos do que os homens.

As pessoas podem ter:
Dores locais: braço, braço esquerdo, maxilar ou peito
Dores circunstanciais: em repouso
Tipos de dor: queimação no peito
No corpo: fadiga, tontura, pele fria e úmida, suor ou suor frio
No aparelho gastrointestinal: indigestão, náusea ou vômito
No pescoço: desconforto ou rigidez
No braço: desconforto ou rigidez
Também é comum: ansiedade, desconforto no ombro, falta de ar, palpitações ou pressão no peito
O tratamento depende da gravidade
O tratamento varia de mudanças no estilo de vida e reabilitação cardíaca a medicamentos, endopróteses e cirurgia de bypass.

Ataque cardíaco (infarto)


O infarto do miocárdio, ou ataque cardíaco, é a morte das células de uma região do músculo do coração por conta da formação de um coágulo que interrompe o fluxo sanguíneo de forma súbita e intensa.

A principal causa do infarto é a aterosclerose, doença em que placas de gordura se acumulam no interior das artérias coronárias, chegando a obstrui-las. Na maioria dos casos o infarto ocorre quando há o rompimento de uma dessas placas, levando à formação do coágulo e interrupção do fluxo sanguíneo.

O infarto pode ocorrer em diversas partes do coração, dependendo de qual artéria foi obstruída. Em casos raros o infarto pode acontecer por contração da artéria, interrompendo o fluxo de sangue ou por desprendimento de um coágulo originado dentro do coração e que se aloja no interior dos vasos.


Prevenção:

Além da prática regular de exercícios físicos, alimentação adequada e cessação do tabagismo, a prevenção de doenças como a aterosclerose, diabetes e obesidade são fundamentais para evitar o entupimento das artérias e consequente infarto.


IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.

sexta-feira, 14 de julho de 2023

Tipos de anestesia (geral, local, raquidiana e peridural)

 

O que é anestesia?

A anestesia é um procedimento médico que visa bloquear temporariamente a capacidade do cérebro de reconhecer um estímulo doloroso. Graças à anestesia, os médicos são capazes de realizar cirurgias e outros procedimentos invasivos sem que o paciente sinta dor.

A anestesia pode ter ação local, regional ou geral.

Para entendermos como funcionam as anestesias, vale a pena uma rápida explicação sobre o que é a dor.

Sensação de dor

A dor é um dos mecanismo de defesa mais importantes do nosso organismo, sendo ativada toda vez que um tecido nosso esteja sofrendo algum tipo de estresse ou injúria.

Inicialmente, pode parecer estranho pensar que um mecanismo que serve para nos proteger provoque um sensação tão ruim quanto a dor. Mas, pense bem, se você encostar em uma superfície muito quente, o seu cérebro precisa lhe avisar para retirar a mão o mais depressa possível, antes que você sofra queimaduras graves. O melhor modo para que você responda imediatamente, sem pensar e sem questionar, é fazer-lhe sentir que aquela ação de encostar no calor seja algo extremamente desconfortável. Com a dor, você não só vai retirar a mão o mais rápido possível, como não irá querer pô-la de volta de modo algum.

Para podermos sentir dor, é preciso haver receptores para identificar lesões dos tecidos e nervos sensitivos especializados em transportar a sensação de dor. Nossa pele, por exemplo, é amplamente inervada por nervos sensitivos capazes de reconhecer eventos traumáticos mínimos. Quando sofremos um corte, uma queimadura, uma picada ou qualquer outra injúria do tecido da pele, esses nervos são ativados, enviando rapidamente sinais elétricos em direção à medula espinhal, que, por sua vez, transporta-os para o cérebro, onde a sensação de dor é reconhecida.

Portanto, se quisermos bloquear a sensação de dor, podemos agir em três pontos:

1. No local exato onde a injúria está ocorrendo, através do bloqueio dos receptores da dor presentes na pele.
2. Na medula espinhal, bloqueando um sinal doloroso vindo de um nervo periférico, impedindo que o mesmo continue seu trajeto e chegue ao cérebro.
3. No cérebro, impedindo que o mesmo reconheça os sinais dolorosos que chegam a si.

Esse três modos de agir sobre a dor são os mecanismos básicos da anestesia local, regional e geral, respectivamente.

Objetivos

O objetivo principal de qualquer uma das três modalidades de anestesia é bloquear a sensação de dor.

Nos procedimentos simples, nos quais apenas uma anestesia local é necessária, o única objetivo do procedimento é mesmo cortar a dor.

Todavia, em casos de cirurgia, principalmente as de grande porte, não basta apenas retirar a dor. Nesses, o procedimento anestésico também tem outras funções, como bloquear a musculatura do paciente, impedindo que o mesmo se mexa durante a cirurgia, e provocar amnésia, fazendo com que o paciente se esqueça de boa parte dos acontecimentos durante a cirurgia, mesmo que ele permaneça acordado durante o ato cirúrgico.

Tipos

Como já referido, existem basicamente três tipos de anestesia: geral, regional e local. Vamos falar resumidamente sobre cada uma delas.

Anestesia geral

A anestesia geral é a modalidade anestésica indicada para as cirurgias mais complexas e de grande porte. Indicamos a anestesia geral quando o procedimento cirúrgico é muito complexo, não sendo viável anestesiar apenas uma região do corpo. É importante notar que o tipo de anestesia indicado para cortes na pele é completamente diferentes da anestesia que precisa ser feita quando se vai cortar uma parte do intestino ou retirar um órgão do abdômen. Em cirurgias extensas não é possível bloquear diferentes camadas e tecidos do organismos apenas com anestésicos locais.

Na anestesia geral, o paciente fica inconsciente, incapaz de se mover e, habitualmente, intubado e acoplado a um respirador artificial. Um dos motivos do paciente não sentir é pelo fato do mesmo estar profundamente sedado, como se o cérebro estive parcialmente “desligado” (leia: O QUE É O COMA INDUZIDO?).

Existe o mito de que a anestesia geral seja um procedimento anestésico perigoso. Não é verdade. Atualmente, a anestesia geral é procedimento bastante seguro. Na maioria dos casos, quando o paciente submetido a uma cirurgia extensa apresenta complicações, o motivo não é a anestesia geral. As complicações são geralmente derivadas de doenças graves que o paciente já possuía, como problemas cardíacos, renais, hepáticos ou pulmonares em estágio avançado, ou ainda, por complicações da própria cirurgia, como hemorragias ou lesão/falência de órgãos vitais.

Em pacientes saudáveis, a taxa de complicação da anestesia geral é de apenas 1,4 para cada 1 milhão de cirurgias. Portanto, problemas com anestesia geral são semelhantes a acidentes de avião: são raros, mas assustam, porque quando ocorrem, há intensa exposição na mídia, levando à falsa impressão de que são frequentes.

Se você quiser saber mais detalhes sobre a anestesia geral, temos um artigo exclusivo sobre esse tipo de anestesia: ANESTESIA GERAL – Quais são os riscos?

Anestesia regional

A anestesia regional é um procedimento anestésico usado em cirurgias mais simples, onde o paciente pode permanecer acordado. Este tipo de anestesia bloqueia a dor em apenas uma determinada região do corpo, como um braço, uma perna ou toda região inferior do corpo, abaixo do abdômen.

Os dois tipos de anestesia regional mais usados são:

  • Anestesia raquidiana (ou raquianestesia).
  • Anestesia peridural.

Anestesia raquidiana

Para realizar a anestesia raquidiana, uma agulha de pequeno calibre é inserida nas costas, de modo a atingir o espaço subaracnoide, dentro da coluna espinhal. Em seguida, um anestésico é injetado dentro do líquido espinhal (liquor), produzindo dormência temporária e relaxamento muscular.

A presença do anestésico dentro da coluna espinhal bloqueia os nervos que passam pela coluna lombar, fazendo com que estímulos dolorosos vindos dos membros inferiores e do abdômen não consigam chegar ao cérebro.

A raquianestesia é muito usada para procedimentos ortopédicos de membros inferiores e para cesarianas.

Raquianestesia e peridural.
Raquianestesia

Anestesia peridural

A anestesia peridural é muito semelhante a anestesia raquidiana, porém há algumas diferenças:

1. Na anestesia peridural o anestésico é injetado na região peridural, que fica ao redor do canal espinhal, e não propriamente dentro, como no caso da raquianestesia.
2. Na anestesia peridural, o anestésico é injeto por um cateter, que é implantado no espaço peridural. Enquanto na raquianestesia o anestésico é administrado por uma agulha uma única vez, na peridural o anestésico fica sendo administrado constantemente através do cateter.
3. A anestesia peridural pode continuar a ser administrada no pós-operatório para controle da dor nas primeiras horas após a cirurgia. Basta manter a infusão de analgésicos pelo cateter.
4. A quantidade de anestésicos administrados é bem menor na raquidiana.

A anestesia peridural é comumente usada durante o parto normal.

A complicação mais comum das anestesias raquidianas e peridurais é a dor de cabeça, que ocorre quando há extravasamento de liquor pelo furo feito pela agulha no canal espinhal. Essa perda de líquido provoca uma redução da pressão do liquor ao redor de todo o sistema nervosos central, sendo esta a causa da dor de cabeça. Para saber mais sobre a cefalia pós-ráqui, leia: CEFALEIA PÓS-RAQUI OU PUNÇÃO LOMBAR

Anestesia local

A anestesia local é o procedimento anestésico mais comum, sendo usado para bloquear a dor em pequenas regiões do corpo, habitualmente na pele. Ao contrário das anestesias geral e regional, que devem ser administradas por um anestesiologista, a anestesia local é usada por quase todas as especialidades.

A anestesia local é habitualmente feita com a injeção de lidocaína na pele e nos tecidos subcutâneos. Ela serve para bloquear a dor em uma variedade de procedimentos médicos, como biópsias, punções de veias profundas, suturas da pele, punção lombar, punção de líquido ascítico ou de derrame pleural, etc.

A anestesia local também pode ser feita através de gel ou spray, como nos casos das endoscopias digestivas, onde o médico aplica um spray com anestésico local na faringe de modo a diminuir o incômodo pela passagem do endoscópio.

A anestesia local funciona bloqueando os receptores para dor na pele e os nervos mais superficiais, impedindo que os mesmos consigam enviar sinais doloroso para o cérebro.





Referências


Autor(es)

Dr. Pedro Pinheiro

Médico graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com títulos de especialista em Medicina Interna e Nefrologia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Universidade do Porto e pelo Colégio de Especialidade de Nefrologia de Portugal.

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Posso fazer Drenagem Linfática Após Abdominoplastia?

 

O pós-operatório de qualquer cirurgia plástica é tão importante quanto o procedimento em si. Em muitos casos, existe uma recomendação em comum: drenagem linfática, um tipo de massagem que visa remover o excesso de líquidos e toxinas do organismo. Mas, será que é possível fazer drenagem linfática após abdominoplastia? Afinal, os movimentos realizados durante a drenagem são firmes e a região do abdômen fica sensibilizada após a realização do procedimento que remove o excesso de pele da barriga.


Abdominoplastia: como é a cirurgia?

Antes de qualquer coisa, é preciso entender melhor o que é e como funciona uma abdominoplastia, que é a famosa “plástica do abdômen”, para então podermos analisar se a drenagem linfática pode ou não ser realizada após o procedimento.

Basicamente, a abdominoplastia tem como objetivo não apenas remover o excesso de gordura, mas principalmente remover a pele em excesso na região do abdômen para restaurar a forma e o tônus abdominal e melhorar a silhueta.

O procedimento é especialmente indicado para pacientes que foram submetidos à cirurgia bariátrica, que perderam muito peso de forma natural ou mulheres após a gestação, principalmente quando apresentam um quadro de diástase (afastamento dos músculos).

Durante a cirurgia é feito um corte entre a linha dos pelos pubianos e o umbigo ou ao redor do umbigo, por onde é removido o excesso de pele. Os músculos são suturados para que fiquem mais rígidos e o umbigo é recolocado em sua posição original.


Qual é a função da drenagem linfática?

Qual é a função da drenagem linfática?

Agora que você já sabe como funciona uma abdominoplastia, vamos entender melhor o que é e qual a função da drenagem linfática no pós-operatório de uma cirurgia plástica. De modo geral, podemos dizer que a drenagem linfática é um tipo de massagem.

No entanto, a drenagem visa remover o excesso de toxinas e líquidos presentes no organismo através do sistema linfático, o que melhora a circulação e contribui para melhorar o conforto do paciente após a realização de procedimentos cirúrgicos.

Então, posso fazer drenagem linfática após abdominoplastia? Não só pode como deve, sendo essa uma das recomendações mais importantes no pós-operatório dessa cirurgia para reduzir o desconforto pós-operatório, aliviar as dores e reduzir o edema (inchaço).

Além disso, sessões de drenagem linfática no pós-operatório da abdominoplastia ajudam a melhorar a circulação, reduzir a retenção hídrica, diminuir as chances de fibroses, aumentar a hidratação e a nutrição celular e diminuir a tensão na cicatriz.

É claro que você deve ter a liberação do seu médico para realizar as sessões de drenagem linfática. Embora seja uma recomendação comum, cada caso é um caso e o paciente deve ter uma avaliação individualizada sobre os cuidados pós-operatórios.

Dúvidas sobre abdominoplastia? Consulte um especialista

A abdominoplastia, assim como a lipoaspiração, é um procedimento bastante requisitado. Nos casos de pacientes em processo de emagrecimento pode, inclusive, ter cobertura pelo plano de saúde, incluindo a Omint, operadora pela qual o Dr. Wendell Uguetto, médico cirurgião plástico, atende. Para mais informações sobre o procedimento, agende uma consulta de avaliação e tire suas dúvidas sobre a realização e indicação da cirurgia.