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Energia das mãos : O despertar da magia Helena Blavatsky
Em 1880, no Sri Lanka, Blavatsky e Olcott realizaram a cerimônia de “tomar Pansil”, os cinco preceitos budistas leigos, também refugiando-se em Buda, Dharma e Sangha.
Servir as pessoas na assistência médico-hospitalar e espiritual perpetuando a ideologia da Congregação das Filhas de Nossa Senhora Stella Maris.
um hospital de referência em atendimento seguro e humanizado para Guarulhos e Região
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Instituto IDG
Transformação social por meio de ações socioeducativas socioculturais Realização de cirurgias plásticas reparadoras em vítimas de violência doméstica.
quinta-feira, 30 de novembro de 2023
SEPSE (SEPTICEMIA)
segunda-feira, 20 de novembro de 2023
Escaras: o que são, causas e como devem ser tratadas
Entenda tudo o que o médico precisa saber sobre escaras e como manejá-las! Bons estudos!
As escaras são eventos que têm aumentado muito nos últimos anos. Uma explicação para isso é o aumento da expectativa de vida de populações com doenças anteriormente letais, em ambientes hospitalares. Por esse motivo, é imprescindível que os médicos conheçam essa lesão e saiba manejá-la.
O que são escaras?
As escaras são lesões de pele e tecidos moles muito comuns em ambiente de internamento hospitalar ou domiciliar.
De maneira geral, as lesões estão relacionadas à imobilidade do paciente, que se encontra acamado ou cadeirante. Além dessas circunstâncias, é possível que as escaras aconteçam em pacientes com membro engessado, mas mal ajustado para sua anatomia.

É importante entender, ainda, que as escaras podem ocorrer não apenas em membros, mas também em mucosas. Nesses casos, é comum que sejam causadas por aparelhos hospitalares ou dispositivos.
Por outro lado, é comum que o problema seja mal interpretado. Assim, em alguns casos, lesões induzidas por umidade, mas em paciente acamado, são relatadas como escaras erroneamente.
No entanto, ainda que essas feridas estem em uma localização corporal comum às escaras, o seu mecanismo é por pressão, apenas.
O que leva ao desenvolvimento das escaras?
Levando em consideração que as escaras são também conhecidas como úlceras por pressão, é intuitivo pensar que em locais do corpo onde existem mais pressão favorecem o quadro.
Dessa forma, tem-se como resultado uma deficiência prolongada da irrigação de sangue e oferta de nutrientes. Além disso, uma insuficiência venosa crônica pode provocar ulceração nas pernas. Essa última é conhecida como escara isquêmica.
Em geral, a pele superficial é menos suscetível aos danos causados pela pressão que os tecidos mais profundos. Isso se justifica pelo mecanismo de ação das úlceras por pressão.
Por esse motivo, os tecidos anteriores à proeminências ósseas são especialmente mais afetados por úlceras por pressão do que outras partes do corpo.
Locais comuns para o desenvolvimento de lesões de pele e tecidos moles induzidas por pressão. Com isso, os pontos anatômicos mais comuns de observá-las são:
- Regiões de apoio do corpo;
- Região posterior da cabeça;
- Dorso;
- Articulações do quadril;
- Cóccix;
- Nádegas;
- Cotovelos;
- Calcanhares.

Pensando nisso, determinadas patologias associadas ou não ao motivo de o paciente estar imobilizado influencia diretamente no seu surgimento. A exemplo, temos:
- Idosos;
- Pacientes desnutridos e emagrecidos;
- Portadores de diabetes, devido ao comprometimento de cicatrização;
- Incontinência fecal/urinária;
- Indivíduos com comprometimento do nível de consciência;
- Perda de sensibilidade tátil ou térmica.
Perceba que todas as condições citadas acima comprometem em algum nível a nutrição, mobilidade ou oxigenação do paciente. É importante ainda chamar atenção para pacientes que se encontram em depressão profunda ou ainda em pós-cirúrgicos de cirurgias ósseas.
Ainda, pacientes que apresentam incontinência fecal ou urinária têm um contato maior com esses dejetos, utilizando fraldas. Assim, além da imobilização do paciente, tem-se um risco aumentado de infecções.
Avaliação clínica das escaras e seus achados
A avaliação clínica das úlceras por pressão começa com uma investigação abrangente da condição do paciente. Ainda, são levadas em consideração a condição médica geral, seus fatores de risco e condições que podem ser revertidas.
Dessa forma, áreas identificadas de danos à pele são avaliadas quanto ao seu comprimento, largura e profundidade. Ainda, a depender do período desde o surgimento da lesão, avalia-se tecido necrótico ou exsudato, além da presença de granulação.
Muitas vezes o aparecimento da escara é o último achado do problema. Previamente a ela, a dor é muito presente entre os pacientes, podendo ser uma manifestação precoce.
Por outro lado, a dor é presente em pacientes com sensibilidade preservada. Com isso, em pacientes com perda de sensibilidade ou de verbalização da dor, a avaliação precoce deve ser feita com ainda mais cuidado por parte da equipe.
Pensando nisso, o exame físico em pacientes acamados com deficiência de sensibilidade ou verbalização deve ser feita com regularidade e cuidado. Ele deve ser criterioso, buscando pontos de vermelhidão sobre a pele do paciente, que pode ser o início de evidência do evento.
Estágios das escaras
As escaras podem ser classificadas em graus que revelam a gravidade da ulceração. A partir disso, ela será tratada e terá cuidados especiais.
A classificação das escaras é feita mediante uma avaliação completa e cuidadosa, o que prevê que a equipe médica tenha conhecimento para investigá-las. Dessa maneira, temos:
- Grau 1: eritema ou hiperemia.
- A lesão se manifesta como uma mancha avermelhada devido à pressão. Apesar de atingir as camadas superficiais, não chega a lesá-la, mantendo sua integridade. Com isso, costuma desaparecer após o alívio da pressão.
- Grau 2: isquemia.
- Pode se apresentar como um orifício na região afetada, ou ainda como uma bolha. Aqui há um comprometimento de pele e tecido subcutâneo.
- Grau 3: necrose.
- A lesão atinge o tecido muscular, podendo ter um nódulo endurecido e uma coloração arroxeada.
- Grau 4: ulceração.
- Destruição da pele e músculos. Por isso, ossos e articulações ficam expostos.

Possíveis complicações das úlceras por pressão
Como comentado, devido à exposição de tecidos moles, a grande complicação preocupante aqui são as infecções.
Por isso, ainda que não haja sinais sistêmicos de infecção, ela deve ser considerada. A fim de pesquisá-la, sinais que podem sugerir esse evento podem ser:
- Calor na região da escara;
- Eritema;
- Sensibilidade local;
- Secreção purulenta;
- Odor fétido.
Por outro lado, nem sempre todos esses sinais ficam evidentes. Assim sendo, até mesmo o atraso na cicatrização já pode sugerir uma infecção devido às escaras.
Os locais de mais desenvolvimento de escaras podem ser um reservatório para microorganismos resistentes. Nesses casos, as úlceras representam um risco potencial grave para os pacientes. A exemplo:
- Staphylococcus aureus, resistente à meticilina.
- Enterococos, resistentes à vancomicina;
- Bacilos gram-negativos multirresistentes.
Extrapolando as complicações por infecções, é importante reforçar outras associadas à própria configuração lesional. A exemplo, pode-se encontrar calcificação heterotrópica ocasional, uma neoformação óssea em tecidos moles.
Além disso, pode ser encontrado amiloidose sistêmica devido ao estado inflamatório crônico devido à úlcera.
Como evitar o desenvolvimento das escaras?
É importante que o médico e a equipe reconheçam a pré-disposição do seu paciente a desenvolver as úlceras por pressão. Pensando nisso, algumas medidas podem ser tomadas para diminuir as chances desse evento ocorrer.
Assim, o uso de colchões d’água, ar ou gel de silicone podem diminuir a pressão sobre proeminências ósseas, diminuindo a compressão. Sob elas, é importante que as roupas de cama sejam de algodão, bem esticadas e sem dobras.
Medidas como a boa secagem da pele e correta hidratação após banho, além de troca frequente de fraldas desfavorece lesões cutâneas e infecções. Durante os cuidados com o paciente, deve-se evitar que a pele seja esfregada.
Manejo das feridas por pressão
Considerando a repercussão do paciente com escaras, o manejo eficiente e precoce deve ser bem realizado.
Assim sendo, algumas estratégias devem ser tomadas pela equipe, como a redução ou eliminação de fatores que contribuem para a pressão. A exemplo disso, diminuir os pontos de pressão, tentando redistribui-lo de maneira mais uniforme.
Considerando que os cuidados diretos com a ferida, devem ser ofertados o desbridamento para pacientes com tecido já necrótico.
No caso de lesões iniciais, em graus 1 e 2 costumam regredir espontaneamente, caso as medidas acima sejam tomadas. Até mesmo lesões de grau 3 podem se incluir nesse grupo, a depender das suas características. Caso não aconteça a regressão, pode ser necessário o uso de antibióticos ou curativos especiais.
Ainda sobre feridas de grau 1, é recomendado que sejam cobertas, visando sua proteção. Quanto às de grau 2, devem ser protegidas por um curativo úmido.
Por outro lado, em caso de úlceras no grau 3 ou 4, pode haver a necessidade de uma intervenção cirúrgica pelo desbridamento. Com essa medida será possível eliminar os tecidos infectados, e ainda promover o posicionamento de enxerto de pele, a fim de fechar a ferida.
Não menos importante, o paciente deve ser bem alimentado, garantindo que ele receba todos os nutrientes necessários.
Controle da dor do paciente com escaras
Tão importante quanto manejar as escaras, a equipe médica deve cuidar dos sintomas associados às feridas.
Por isso, o controle da dor do paciente com úlceras deve ser feito. A dor pode estar ainda mais associada ao desbridamento, ou ainda à troca de curativos. Elas são avaliadas de acordo com a escala da dor, podendo ser leve ou muito forte.
Logo, medicamentos orais não opioides podem ser indicados para dor leve. Isso porque os opioides devem ser reservados, considerando momentos em que a dor se agrave, passando de leve a intensa.
Ainda, opioides tópicos como morfina em gel mostram-se eficazes no controle da dor. Uma alternativa é o uso de uma espuma com liberação de ibuprofeno, caso disponível, pode também ser uma boa opção.
Perguntas frequentes
- As escaras acometem mais frequentemente quais grupos?
As escaras acometem mais frequentemente idosos acamados, diabéticos, pessoas com algum comprometimento no nível de consciência e desnutridos. - Quais são medidas que podem diminuir minimizar o aparecimento de escaras?
Uso de colchões d’água, ar e gel de silicona. Ainda, cuidados na hidratação e secagem da pele após banho. - Quais são algumas medidas para controle da dor do paciente com escaras?
O uso de medicações opioides em casos mais intensos de dor e não opioides em casos mais leves.
domingo, 5 de novembro de 2023
Primeiros Socorros Para Desmaio: Como Funcionam
O que provoca o desmaio?
O desmaio, também conhecido como síncope, é definido como a perda temporário dos sentidos. Normalmente, é resultado da diminuição do fluxo sanguíneo no cérebro, e pode ser desencadeado por diferentes problemas de saúde, desde os mais simples (como jejum prolongado), até os mais complexos (como problemas cardiovasculares).
Os primeiros sintomas do desmaio envolvem súbita fraqueza, tontura e vertigem. Quando falamos de síncopes provocadas por problemas mais graves, os sinais envolvem dor no peito e falta de ar.
Quais são os primeiros socorros para desmaio?
O primeiro passo diante dessa situação é verificar se a pessoa está respirando e se tem pulso. Caso ela não esteja, chame uma ambulância particular imediatamente. No entanto, se ela apresentar pulsação e respiração, siga esses passos:
- Deite a pessoa no chão, de barriga para cima, e eleve as pernas dela em relação ao corpo e a cabeça;
- Coloque a cabeça da vítima de lado, para assim, facilitar a respiração e evitar asfixia devido ao risco de vômito;
- Afrouxe as roupas e abra os botões/zíperes para facilitar a respiração da pessoa;
- Comunique-se com as pessoas, mesmo que ela não responda;
- Cheque se há possíveis lesões causadas pela queda e, em caso de sangramento, faça o máximo possível para estancar a hemorragia;
- Assim que a vítima recobrar a consciência, coloque açúcar diretamente em sua boca.
É muito importante também que você fique com a vítima até a ambulância chegar, para assim, evitar aglomeração de pessoas que podem comprometer a respiração do acidentado.
sexta-feira, 27 de outubro de 2023
Pólipos no cólon e no reto
Um pólipo é uma massa de tecido que se projeta a partir da parede de um espaço vazio, como o intestino.
Alguns pólipos são causados por fatores hereditários.
O sintoma mais frequente é sangramento retal.
Alguns pólipos se tornam cancerosos (consulte Câncer colorretal).
Uma colonoscopia é realizada para fazer o diagnóstico.
A remoção colonoscopia dos pólipos é a forma de tratamento mais eficaz.
Os pólipos também podem crescer dentro do nariz (pólipos nasais).
Um pólipo que cresce na parede intestinal ou retal se projeta para o interior do intestino ou do reto e pode ser não canceroso (benigno), pré-canceroso (adenomatoso) ou canceroso (carcinoma maligno). Os pólipos variam consideravelmente de dimensão, e quanto maiores, maiores os riscos de serem ou de se tornarem cancerosos (ou seja, são pré-malignos). Os pólipos podem crescer com ou sem uma haste (um pedaço fino de tecido que junta o pólipo à parede intestinal, semelhante à maneira pela qual o pescoço se junta à cabeça no corpo).
Os pólipos podem crescer com ou sem uma haste (um pedaço fino de tecido que junta o pólipo à parede intestinal, semelhante à maneira pela qual o pescoço se junta à cabeça no corpo). O pólipo à esquerda está ligado diretamente à parede do intestino grosso e não apresenta uma haste. O pólipo à direita não apresenta uma haste. Após uma biópsia, os médicos determinam que ambos os pólipos são não cancerosos (benignos).
Imagens fornecidas pelo Dr. David M. Martin.
Existem muitos tipos de pólipos, porém os médicos costumam classificá-los em
Pólipos adenomatosos
Pólipos não adenomatosos
Os pólipos adenomatosos constituídos principalmente por células do epitélio glandular interno do intestino grosso são provavelmente pré-cancerosos.
Os pólipos não adenomatosos podem se desenvolver a partir de muitos tipos de células, incluindo as células não glandulares que revestem o intestino, células adiposas e células musculares. Alguns pólipos não adenomatosos são causados por outras doenças, por exemplo, os pólipos inflamatórios que se desenvolvem em pessoas com colite ulcerativa crônica. Pólipos não adenomatosos são menos prováveis de serem pré-cancerosos.
Quadros clínicos hereditários que causam pólipos intestinais
Alguns tipos de pólipo são causados por doenças hereditárias como, por exemplo, a polipose adenomatosa familiar, a síndrome de polipose associada ao MUTYH e a síndrome de Peutz-Jeghers.
Na síndrome de Peutz-Jeghers,, as pessoas têm pequenos e inúmeros pólipos no estômago, no intestino delgado e no intestino grosso. Apresentam também inúmeros pontos negro-azulados na face, no interior da boca e nas mãos e nos pés. Os pontos tendem a desaparecer na puberdade, exceto aqueles no interior da boca. Pessoas com a síndrome de Peutz-Jeghers têm maior risco de desenvolver câncer em muitos órgãos, particularmente no pâncreas, estômago, intestino delgado, cólon, mamas, pulmões, testículos, ovários e útero.









