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Energia das mãos : O despertar da magia Helena Blavatsky

Em 1880, no Sri Lanka, Blavatsky e Olcott realizaram a cerimônia de “tomar Pansil”, os cinco preceitos budistas leigos, também refugiando-se em Buda, Dharma e Sangha.

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Instituto IDG

Transformação social por meio de ações socioeducativas socioculturais Realização de cirurgias plásticas reparadoras em vítimas de violência doméstica.

sábado, 3 de dezembro de 2022

Hipoglicemia

 

Hipoglicemia

(Baixos valores de glicemia)



A hipoglicemia é a presença de níveis excepcionalmente baixos de açúcar (glicose) no sangue.

  • A causa mais comum da hipoglicemia são os medicamentos tomados para controlar o diabetes. Causas muito menos comuns da hipoglicemia incluem outros medicamentos, doença crítica ou insuficiência de órgão, uma reação a carboidratos (em pessoas suscetíveis), um tumor produtor de insulina no pâncreas e alguns tipos de cirurgia bariátrica (para perda de peso).

  • A queda da glicose no sangue provoca sintomas, como fome, sudorese, tremores, fadiga, fraqueza e incapacidade de pensar claramente, enquanto a hipoglicemia grave provoca sintomas, como confusão, convulsões e coma.

  • O diagnóstico toma por base a presença de níveis baixos de glicose no sangue enquanto a pessoa está apresentando sintomas.

  • Os sintomas da hipoglicemia são tratados com o consumo de açúcar em qualquer forma.

  • Talvez seja necessário diminuir a dose dos medicamentos que causam hipoglicemia

(consulte também Diabetes Mellitus).

Geralmente, o organismo mantém o nível de glicose no sangue dentro do intervalo de 70 a 110 miligramas por decilitro (mg/dl) ou 3,9 a 6,1 milimoles por litro (mmol/l) de sangue. Na hipoglicemia, o nível de glicose se torna muito baixo. Embora o diabetes mellitus, uma doença envolvendo os níveis de glicose no sangue, se caracterize por um valor de glicemia elevado (hiperglicemia), muitos diabéticos periodicamente apresentam hipoglicemia devido aos efeitos colaterais do tratamento do diabetes. A hipoglicemia não é comum entre pessoas sem diabetes.

Níveis muito baixos de glicose no sangue podem interferir com o funcionamento de determinados sistemas de órgãos. O cérebro é particularmente sensível aos baixos níveis de glicose, porque o açúcar é sua principal fonte de energia. Para evitar que os níveis de glicose no sangue caiam muito abaixo do intervalo habitual, o cérebro responde estimulando

  • As glândulas adrenais para liberar adrenalina (epinefrina)

  • As glândulas adrenais para liberar cortisol

  • O pâncreas para liberar glucagon

  • A glândula hipófise para liberar hormônio do crescimento

Todos esses hormônios fazem com que o fígado secrete glicose no sangue, mas, às vezes, esses hormônios não causam uma elevação no nível de glicose no sangue suficiente para superar a hipoglicemia. Se o nível de glicose no sangue permanecer muito baixo, o cérebro não recebe energia suficiente, o que resulta em confusão, convulsões ou perda de consciência.

Causas da hipoglicemia

Medicamentos

A maioria dos casos de hipoglicemia ocorre em pessoas com diabetes, sendo causada por insulina ou por outros medicamentos (especialmente as sulfonilureias, consulte Tratamento medicamentoso do diabetes mellitus: medicamentos hipoglicemiantes orais) que elas tomam para diminuir os níveis de glicose no sangue. A hipoglicemia costuma ocorrer quando a pessoa se dedica intensamente a manter o valor da glicemia o mais próximo possível ao nível normal ou em pessoas que tomam insulina, mas não medem a glicemia o suficiente. A pessoa com diabetes que reduz o consumo de alimentos ou que apresenta doença renal crônica está mais propensa a apresentar hipoglicemia. Os idosos são mais suscetíveis que os jovens à hipoglicemia resultante de medicamentos de sulfonilureia.

Se, após a ingestão de uma dose de medicamento para diabetes, a pessoa comer menos que o normal ou estiver mais ativa fisicamente que o normal, é possível que o medicamento diminua excessivamente o nível de glicose no sangue. Pessoas com diabetes de longa data estão particularmente propensas à hipoglicemia nessas situações, pois talvez não produzam uma quantidade suficiente de glucagon ou adrenalina para compensar o baixo nível de glicose no sangue.

Determinados medicamentos, além daqueles que são receitados para diabetes, principalmente pentamidina, usada para tratar uma forma de pneumonia que surge com mais frequência como parte da AIDS, e a quinina usada para tratar cãibras musculares, podem ocasionalmente provocar hipoglicemia.

Um tipo raro de hipoglicemia relacionada a medicamentos ocorre, às vezes, em pessoas que tomam em segredo insulina ou outros medicamentos para tratar o diabetes por terem um distúrbio psiquiátrico, como o transtorno factício imposto a si próprio (antigamente denominado síndrome de Munchausen).

Hipoglicemia de jejum

Por outro lado, pessoas saudáveis em jejum prolongado (até mesmo de vários dias) que estão praticando atividade física intensa e prolongada (mesmo depois de um período de jejum) não estão propensas a apresentar hipoglicemia.

No entanto, há várias doenças ou quadros clínicos em que o organismo não consegue manter níveis adequados de glicose no sangue após um período sem alimentação (hipoglicemia de jejum). Nas pessoas que consomem muito álcool sem se alimentarem, o álcool pode bloquear formação da glicose no fígado. Em pessoas com doença hepática avançada, como hepatite viralcirrose ou câncer, é possível que o fígado não consiga armazenar e nem produzir uma quantidade suficiente de glicose. Os bebês e crianças que têm uma alteração nos sistemas enzimáticos que controlam a glicose (por exemplo, a doença do armazenamento de glicogênio) também podem ter hipoglicemia em jejum.

Uma causa rara de hipoglicemia de jejum é o insulinoma, que é um tumor produtor de insulina no pâncreas. Os distúrbios que reduzem a produção de hormônios pela hipófise e pelas glândulas adrenais (principalmente a doença de Addison) podem causar hipoglicemia. Outras doenças, como doença renal crônicainsuficiência cardíaca, câncer e sepse também podem causar hipoglicemia, especialmente em pessoas gravemente doentes.

Reação à alimentação

A hipoglicemia pode ocorrer depois de a pessoa comer uma refeição contendo uma grande quantidade de carboidratos (hipoglicemia reativa), se o organismo produzir mais insulina do que é necessário. No entanto, esse tipo de reação é raro. Em alguns casos, as pessoas com níveis normais de glicose no sangue apresentam sintomas que podem ser confundidos com hipoglicemia.

Depois de determinados tipos de cirurgia gástrica, como a cirurgia de bypass gástrico, os açúcares são rapidamente absorvidos e estimulam a produção excessiva de insulina que, por consequência, pode causar a hipoglicemia.

Problemas com a digestão de alguns açúcares (frutose e galactose) e aminoácidos (leucina) também podem causar hipoglicemia caso a pessoa afetada consuma alimentos que contêm essas substâncias.

Sintomas de hipoglicemia

  • Hipoglicemia leve: Sudorese, nervosismo, tremores, tontura, palpitações e fome

  • Hipoglicemia grave: Tontura, fadiga, fraqueza, dores de cabeça, incapacidade de concentração, confusão, fala arrastada, visão borrada, convulsões e coma

Os sintomas de hipoglicemia raramente se manifestam antes de o nível de glicose no sangue ter caído para menos de 60 mg/dl (3,3 mmol/l). Algumas pessoas manifestam sintomas quando o valor fica ligeiramente mais alto, especialmente quando os níveis de glicose no sangue diminuem rapidamente, e algumas não apresentam sintomas até que os valores da glicemia estejam muito mais baixos.

O organismo primeiramente responde à queda no nível de glicose no sangue pela liberação de adrenalina pelas glândulas adrenais. A adrenalina é um hormônio que estimula a liberação de glicose de depósitos do organismo, mas também causa sintomas semelhantes aos de um ataque de ansiedade: sudorese, nervosismo, tremores, desmaios, palpitações e fome.

A hipoglicemia mais grave reduz o fornecimento de glicose para o cérebro e provoca tonturas, fadiga, fraqueza, dores de cabeça, incapacidade de concentração, confusão, comportamento inadequado que pode ser confundido com embriaguez, alterações da fala, visão turva, convulsões e coma. A hipoglicemia grave e prolongada pode causar danos permanentes ao cérebro.

Os sintomas podem ter início lento ou repentino, que evolui em poucos minutos de desconforto leve até confusão grave ou pânico em minutos. Às vezes, as pessoas que tiveram diabetes durante muitos anos (especialmente se elas apresentaram episódios frequentes de hipoglicemia) já não conseguem mais sentir os sintomas iniciais da hipoglicemia e elas podem desmaiar ou até mesmo entrar em coma sem qualquer outro aviso.

Em uma pessoa com um insulinoma, é mais provável que os sintomas apareçam nas primeiras horas da manhã após uma noite em jejum, sobretudo se os depósitos glicêmicos no sangue estiverem esgotados ainda mais devido à prática de atividade física antes do café da manhã. No início, as pessoas com tumor sofrem apenas episódios ocasionais de hipoglicemia, mas com o passar dos meses ou anos os episódios podem se tornar mais frequentes e graves.

Você sabia que…

  • Às vezes, pessoas que estão hipoglicêmicas são erroneamente consideradas embriagadas.

Diagnóstico da hipoglicemia

  • Exames de sangue para medir o nível de glicose

Em alguém com diabetes conhecido, o médico pode suspeitar de hipoglicemia quando os sintomas forem descritos. O diagnóstico pode ser confirmado quando os exames indicarem níveis baixos de glicose no sangue enquanto a pessoa estiver apresentando os sintomas.

Por outro lado, em uma pessoa saudável que não apresenta diabetes, o médico pode reconhecer a hipoglicemia, de forma geral, com base nos sintomas, histórico clínico, exame físico e em alguns exames simples.

Primeiramente, o médico mede o nível de glicose no sangue. Um baixo nível de glicose no sangue encontrado no momento em que a pessoa estiver apresentando sintomas típicos de hipoglicemia confirma o diagnóstico em um não diabético, especialmente se a relação entre o baixo nível de glicose no sangue e os sintomas ocorrerem mais de uma vez. Se os sintomas melhorarem quando o valor da glicemia aumentar poucos minutos após a ingestão de açúcar, o diagnóstico é confirmado.

Outros exames podem ser necessários quando a relação entre os sintomas e o nível de glicose no sangue permanecer incerta em uma pessoa que não é diabética. Frequentemente, a etapa seguinte é a medição do nível de glicose no sangue após um período de jejum em um hospital ou em outro ambiente rigorosamente supervisionado. É possível que exames mais abrangentes também sejam necessários.

Caso um medicamento, como a pentamidina ou a quinina, seja considerado a causa da hipoglicemia, ele será suspenso e o valor da glicemia será medido para determinar se ele aumentou. Outros exames de laboratório podem ser necessários se a causa permanecer incerta.

Se houver suspeita de insulinoma, pode ser necessário medir os níveis de insulina no sangue em jejum (às vezes por até 72 horas). Se as medições de insulina sugerirem um tumor, o médico tentará localizá-lo antes do tratamento.

Você sabia que…

  • Às vezes, um erro laboratorial (por exemplo, quando uma amostra de sangue é armazenada por muito tempo) pode resultar em níveis de glicose que são artificialmente baixos, uma condição denominada pseudohipoglicemia.

Tratamento da hipoglicemia

  • Consumo de açúcar para aumentar o nível de glicose no sangue

  • Mudar as doses do medicamento

  • Alimentar-se de diversas pequenas refeições durante o dia

  • Às vezes, cirurgia para remover um tumor

As pessoas com tendência à hipoglicemia devem transportar ou usar identificação clínica para informar o seu quadro clínico aos profissionais de saúde.

Tratamento imediato da hipoglicemia

Os sintomas de hipoglicemia melhoram poucos minutos após a ingestão de açúcar em qualquer uma de suas formas, tal como doces, comprimidos de glicose ou bebidas doces, como um copo de suco de frutas. As pessoas com episódios recorrentes de hipoglicemia, sobretudo os diabéticos, muitas vezes preferem levar consigo comprimidos de glicose porque os comprimidos têm efeito rápido e fornecem uma quantidade consistente de açúcar. Essas pessoas talvez se beneficiem do consumo de açúcar seguido de alimento que forneça carboidratos de longa duração (por exemplo, pão ou bolachas). Quando a hipoglicemia for grave ou prolongada e não for possível ingerir açúcar por via oral, o médico administra rapidamente glicose por via intravenosa para evitar danos cerebrais.

As pessoas com risco conhecido de episódios de hipoglicemia grave devem ter à mão glucagon para ser usado em caso de emergência. A administração de glucagon estimula o fígado a liberar grandes quantidades de glicose. Ele é administrado por injeção ou por meio de um novo inalador nasal e geralmente normaliza os níveis de glicose no sangue no prazo de cinco a 15 minutos. Os kits de glucagon são fáceis de usar, e familiares podem ser instruídos para administrar o glucagon.

Tratamento da causa da hipoglicemia

Se o medicamento estiver causando hipoglicemia, a dose deve ser ajustada ou o medicamento deve ser alterado.

Os insulinomas devem ser removidos cirurgicamente. No entanto, o fato dos tumores serem pequenos e de difícil localização, um especialista deve realizar a cirurgia. Antes da cirurgia, é possível que a pessoa receba um medicamento, como octreotida ou diazóxido, para controlar os sintomas. Às vezes, mais de um tumor está presente e, se o cirurgião não encontrar todos, talvez seja necessária uma segunda operação.

As pessoas que não apresentam diabetes, mas com predisposição para hipoglicemia, frequentemente podem evitar episódios pela ingestão frequente de pequenas refeições em vez das três habituais refeições diárias.

A limitação da ingestão de carboidratos, especialmente açúcares simples, é às vezes recomendada para evitar a hipoglicemia que ocorre após a refeição (denominada hipoglicemia reativa). Inibidores da alfa-glicosidase, como a acarbose, que retardam a velocidade de absorção dos carboidratos, também têm sido utilizados com sucesso em pessoas com hipoglicemia reativa e hipoglicemia pós-cirurgia bariátrica.

MAL SÚBITO: SAIBA O QUE É E COMO AUXILIAR UMA PESSOA NESTA SITUAÇÃO

 

Caso da morte da cantora Gal Costa: REAL causa da morte da cantora vem à tona



Conforme explicam especialistas, um mal súbito não é uma doença, mas sim um sintoma decorrente de diversos problemas, caracterizando-se pela perda repentina da consciência, que leva a uma síncope ou desmaio.

Entre as causas mais comuns relacionadas ao mal súbito estão a desidratação e a hipoglicemia, porém, este quadro também pode ser decorrente do consumo de drogas ou álcool em excesso, de um quadro convulsivo agudo, de uma arritmia cardíaca ou mesmo de um acidente vascular cerebral (AVC).

Como o próprio nome diz, o mal súbito costuma ocorrer de maneira imprevisível, no entanto, em alguns casos é possível identificar sinais discretos que servem como um alarme para que sejam tomadas providências. Entre os sintomas que podem indicar um mal súbito, estão alterações nos batimentos cardíacos, incômodos na região do peito, mal-estar, náusea e enjoos, além de dor de cabeça ou falta de ar.

O mal súbito nem sempre é evitável, porém, algumas mudanças na rotina e cuidados básicos com a saúde podem oferecer mais tranquilidade e segurança para o dia a dia. Evitar o estresse, exercitar-se com frequência, não consumir bebidas alcoólicas em excesso, não fumar, não usar drogas e manter-se hidratado são alguns dos cuidados que proporcionam melhora na qualidade de vida e, consequentemente, podem diminuir as chances de um mal súbito.

O controle de doenças como obesidade, hipertensão e diabetes com médicos de confiança também é fundamental no combate ao mal súbito.

O que fazer em caso de mal súbito?

Como falamos anteriormente, o mal súbito costuma acontecer sem aviso prévio, por isso, é importante ter o conhecimento e saber o que fazer caso alguém próximo a você apresente esse quadro.

O primeiro passo é ligar para a emergência no número 162, passando todas as informações de maneira clara para que o atendimento seja realizado o mais breve possível. O atendente irá passar informações e cuidados que você deve ter com a pessoa que está sofrendo o mal súbito, então, certifique-se de estar calmo para poder prestar os primeiros socorros.

Se a vítima estiver consciente, você deve aguardar a equipe médica sem movimentá-la caso ela apresente algum ferimento. Em caso de desmaio ou perda de consciência, algumas medidas podem ser tomadas.

A primeira orientação é que ela seja deitada em um local plano e que você consiga se posicionar ao lado, para prestar o atendimento pré-hospitalar até que a equipe médica chegue. Este é o momento de realizar os primeiros socorros, dando início à massagem cardíaca. Para isso, coloque suas mãos uma sobre a outra e, com os braços estendidos sobre o peito da vítima, faça compressões rápidas e fortes, contabilizando entre 100 e 120 por minuto. Este procedimento deve ser realizado durante todo o tempo, até que a equipe socorrista se apresente no local.

Acionar imediatamente o socorro médico é fundamental em casos de mal súbito. Ao entrar em contato, explique ao atendente a situação e aguarde as orientações que lhe serão passadas. Manter a calma nesta situação é essencial para que as primeiras medidas sejam tomadas.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Cirurgia bariátrica: tipos, quando fazer, vantagens e riscos

 A cirurgia bariátrica é um tipo de cirurgia na qual o sistema digestivo é alterado com o objetivo de diminuir a quantidade de comida tolerada pelo estômago ou para modificar o processo natural de digestão, de forma a reduzir drasticamente a quantidade de calorias absorvidas, facilitando a perda de peso.

Por ser um tipo de cirurgia que, na maior parte dos casos, é bastante invasivo, a cirurgia bariátrica geralmente só é indicada como forma de tratamento quando a pessoa já tentou outras formas de tratamento, mas sem os resultados esperados, ou quando o excesso de peso coloca a vida em risco.

Assim, antes de fazer uma cirurgia deste tipo, todas as pessoas devem passar por uma avaliação médica rigorosa com uma equipe multidisciplinar compreendida por um cirurgião, um nutricionista, um psicólogo, um cardiologista e outras especialidades médicas.

Quem pode fazer a cirurgia

A cirurgia bariátrica normalmente está indicada para pessoas com obesidade acima de grau II que não mostraram resultados após vários meses de tratamento com dieta adequada e prática de exercício físico regular.

Esta cirurgia geralmente só é indicada para pessoas com idade entre os 16 e os 65 anos e, só é indicada pelo Ministério da Saúde do Brasil nos casos de:

  • IMC igual ou superior a 50 kg/m²;
  • IMC igual ou superior a 40 kg/m², sem perda de peso mesmo com acompanhamento médico e nutricional comprovado durante, pelo menos 2 anos;
  • IMC igual ou superior a 35 kg/m² e presença de outras doenças de risco cardiovascular elevado, como pressão alta, diabetes descontrolada e colesterol alto.

Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde também indica alguns casos em que a cirurgia bariátrica está desaconselhada e que incluem: ter um transtorno psiquiátrico não controlado, incluindo o uso de drogas e bebidas alcoólicas; ter uma doença cardíaca ou pulmonar grave e descompensada; ter hipertensão portal com varizes esofágicas; ter doenças inflamatórias do trato digestivo alto ou sofrer de síndrome de Cushing por câncer.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

CÂNCER DE COLON E RETO


 O câncer de cólon e reto abrange tumores na parte do intestino grosso, que é chamada de cólon, no reto e no ânus. Ele pode atingir homens e mulheres, geralmente por volta dos 50 anos de idade. Costuma se desenvolver de forma lenta e, se descoberto em estágio inicial, tem altas chances de cura. Saiba quais os fatores de risco e os principais sinais e sintomas para ficar atento.

COMO O CÂNCER DE CÓLON E RETO SE DESENVOLVE

Como todos os outros tecidos e órgãos do corpo, o cólon e o reto são formados por células que se dividem e se reproduzem de forma ordenada e controlada. Quando acontece alguma alteração, pode ser produzido um excesso de tecido que dá origem ao tumor, que pode ser benigno ou maligno. 

O câncer pode crescer, comprimindo e invadindo órgãos sadios à sua volta. Além disso, as células cancerosas podem se desprender e se espalhar por meio da corrente sanguínea e/ou vasos linfáticos. Quando isso acontece, o câncer migra para outras partes do corpo, geralmente para o fígado, nódulos linfáticos, pulmão e ossos. 

Ainda não se sabe exatamente as causas do câncer de cólon e de reto, mas alguns fatores de risco influenciam o desenvolvimento, tais como: 

Má alimentação - há evidências de que o câncer de cólon e de reto está associado a dietas gordurosas, hipercalóricas, pobres em fibras e com excesso de carne vermelha e/ou processada.

Constipação intestinal - o contato das fezes com as paredes do cólon e do reto por períodos prolongados aumenta as chances de desenvolver a doença. 

Pólipos – são um tipo de crescimento anormal de tecido nas paredes colorretais, como se fossem verrugas. Costumam aparecer após os 50 anos de idade e, apesar de benignos, deveriam ser retirados por precaução, pois um grande número de tumores se desenvolve a partir desses pólipos. Pessoas com essa condição devem fazer acompanhamento regular com o médico.

Histórico familiar – apesar da maioria dos casos de câncer colorretal ocorrer sem histórico familiar, 30% das pessoas que desenvolvem têm outros familiares que foram acometidos pela doença. Pessoas com histórico de câncer ou pólipos em parentes de primeiro grau têm risco aumentado. 

Doenças inflamatórias – pessoas com doença de Crohn e colite ulcerativa, por causa da inflamação nas paredes colorretais, têm mais risco de desenvolver o câncer. Deve ser feito acompanhamento regular com o médico.

Doenças hereditárias – correspondem a apenas 5% dos casos de câncer colorretal. São pessoas que herdaram mutações genéticas que causam a doença. As mais comuns são: síndrome de Lynch e polipose adenomatosa familiar. Outras, mais raras, são: síndrome de Gardner, síndrome de Turcot, síndrome de Peutz-Jeghers e polipose MUTYH. Pessoas com alguma dessas condições devem fazer acompanhamento regular com o médico.

SINAIS E SINTOMAS DO CÂNCER DE CÓLON E RETO

No estágio inicial, o câncer colorretal não costuma apresentar sinais e sintomas, o que dificulta sua detecção precoce. Mas é muito importante ficar atento a alguns sinais:

  • Mudança injustificada de hábito intestinal; 
  • Diarreia ou prisão de ventre recorrentes; 
  • Sangue nas fezes (pode ser de coloração clara ou escura); 
  • Evacuações dolorosas;
  • Afinamento das fezes;
  • Constante flatulência (gases);
  • Desconforto gástrico;
  • Sensação de constipação intestinal;
  • Perda injustificada de peso;
  • Cansaço constante.

Importante: a presença de um ou mais destes sinais e sintomas não significa que você está com câncer. Eles podem ser causados por diversas doenças gastrointestinais, como úlceras ou inflamação do colón. Procure o médico para ele identificar a causa e indicar o melhor tratamento para o seu caso.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE CÓLON E RETO 

Para determinar a razão dos sinais e sintomas, o médico vai avaliar tudo o que você disser que está sentindo, seu histórico e fará o exame clínico, incluindo o toque retal. Outros exames são necessários para detectar o câncer colorretal:

Teste de sangue oculto – por meio de uma amostra de fezes, é possível identificar se há sangue que não pode ser visto a olho nu.

Colonoscopia - para examinar o cólon por dentro, o médico usa um tubo fino com uma pequena câmera na ponta. Se necessário, é retirada uma amostra de tecido para análise (biópsia). Independentemente de ter ou não sinais e sintomas que indicam câncer, pessoas com mais de 50 anos devem fazer esse exame de forma regular.

Radiografia - é feita com contraste para que as paredes do intestino fiquem visíveis, permitindo que qualquer anormalidade seja visualizada.

TRATAMENTOS PARA O CÂNCER DE CÓLON E RETO

Se o diagnóstico for positivo, o tratamento será decidido de acordo com a extensão da doença, idade da pessoa, histórico e estado de saúde. Há quatro métodos principais de tratamento para o câncer colorretal: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. O médico poderá indicar um único método ou a combinação deles.

Cirurgia para câncer de cólon e reto - o tipo de cirurgia dependerá da localização e do tamanho do tumor. Na maioria dos casos, é possível retirar a parte afetada do intestino. Esse procedimento chama-se ressecção do intestino. Durante a cirurgia, são retirados os gânglios linfáticos próximos para verificar se têm células cancerosas. Após a cirurgia, é colocada uma bolsa especial na abertura do abdome para coletar as fezes (colostomia).

  • A colostomia temporária é feita para que as fezes sejam desviadas do baixo cólon e o reto até que eles se recuperem;
  • A colostomia definitiva é necessária quando o baixo reto é inteiramente retirado. 

Radioterapia - costuma ser aplicada antes ou após a cirurgia, especialmente em câncer de reto. É indicada, também, para casos em que é impossível remover o tumor cirurgicamente por localizar-se muito perto do ânus. Combinada com outros tratamentos, costuma ser muito eficaz para diminuir a volta da doença. 

Quimioterapia - não costuma ser muito eficiente no combate a casos recorrentes ou muito avançados de câncer colorretal. Entretanto, em grupos de pacientes em estágio moderado, a quimioterapia tem apresentado bons resultados.

Imunoterapia - o sistema imunológico do organismo humano tem uma capacidade natural de reconhecer células cancerosas e combatê-las. A imunoterapia ou terapia biológica é um tratamento que estimula e fortalece esta função e costuma ser indicada como tratamento complementar à cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. 


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REFERÊNCIAS


quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Bypass gástrico: o que é, como é feito, vantagens e desvantagens

 O bypass gástrico, também conhecido por bypass em Y de Roux, é um tipo de cirurgia bariátrica que reduz o tamanho do estômago e altera o local de ligação com o intestino. Essas alterações levam a pessoa a comer menos, além de diminuir a quantidade de calorias que são absorvidas pelo intestino, causando uma perda de até 80% do peso inicial.

Esse tipo de cirurgia é indicada para pessoas com IMC acima de 35 kg/m², especialmente quando a pessoa tem sérios problemas de saúde devido ao excesso de peso, quando a dieta e os exercícios não funcionaram, ou quando outras técnicas de emagrecimento, como colocação de banda gástrica ou balão gástrico, não tiveram os resultados desejados.

A cirurgia de bypass gástrico é um dos tipos de cirurgia bariátrica mais comumente realizados pelo gastroenterologista e pode ser feita no SUS de forma gratuita.


Quando fazer o bypass

A cirurgia de bypass gástrico é é indicada para o tratamento da obesidade quando:

  • IMC é igual a 40 kg/m² ou superior;
  • IMC é superior a 35 kg/m² e existem doenças associadas como diabetes, pressão alta ou apnéia do sono grave, por exemplo. Saiba como calcular o IMC.;
  • Outras formas de emagrecimento não tiveram resultado como colocação de banda gástrica ou balão gástrico.

Além disso, o bypass gástrico pode ser indicado para essas pessoas quando a dieta e os exercícios não foram suficientes para reduzir o peso e melhorar as condições de saúde.

Assista o vídeo seguinte e confira em que situações é recomendada a cirurgia bariátrica:


Como é feita a cirurgia

O bypass gástrico em Y de Roux é uma cirurgia complexa que é realizada pelo gastroenterologista, com anestesia geral e que demora, em média, 2 horas.

Essa cirurgia pode ser feita da forma convencional em que o cirurgião faz um corte grande no abdômen ou por videolaparoscopia, em que são feitos 4 a 6 cortes pequenos no abdômen, que permitem a passagem de uma microcâmera, que permite o cirurgião visualizar o interior do abdômen, e dos instrumentos cirúrgicos, que são comandados pelo médico. 

Durante o bypass gástrico, o cirurgião segue alguns passos  que incluem:

  1. Cortar o estômago e o intestino: é feito um corte no estômago junto ao esôfago que o divide em duas partes, uma porção muito pequena, em forma de bolsa e, uma porção grande, que perde grande parte da sua função, deixando de armazenar alimentos. Além disso, também é feito um corte na primeira parte do intestino, chamado jejuno;
  2. Unir uma porção do intestino ao estômago menor: cria-se uma passagem em forma de tubo que leva os alimentos do estômago menor para o intestino; 
  3. Unir o intestino que ficou ligado à parte grande do estômago ao tubo criado anteriormente: esta ligação permite que os alimentos, que vêm do estômago menor, se misturem com as enzimas digestivas, ocorrendo a digestão.

Geralmente, a videolaparoscopia é a técnica mais utilizada para o bypass gástrico pois permite uma recuperação mais rápida e diminui o risco de infecções. Confira todas as vantagens da videolaparoscopia.




Como é a recuperação

Os primeiros 2 ou 3 dias de recuperação do bypass gástrico são feitos em internação no hospital, com acompanhamento do cirurgião, do anestesista e do enfermeiro. Neste período, é administrado soro na veia para hidratar e dar energia ao corpo para se recuperar, remédios analgésicos, caso a pessoa sinta dor, e os curativos na barriga que protegem as cicatrizes contra infecções serão trocados pelo enfermeiro sempre que houver necessidade. 

Nos dois primeiros dias após a cirurgia, não é permitida alimentação, e após esse período já é possível começar uma dieta líquida, incluindo água e chás, conforme orientação do médico. Essa alimentação vai evoluindo gradualmente para alimentos mais pastosos ou sólidos à medida que a pessoa vai se recuperando e o corpo se ajustando aos novos padrões alimentares, o que pode levar cerca de três meses após a cirurgia. Saiba mais sobre a alimentação após o bypass gástrico.   

Cuidados em casa

Após a alta hospitalar, alguns cuidados devem ser seguidos diariamente em casa para ajudar na recuperação:

  • Tomar os remédios nos horários certos conforme indicado pelo médico;
  • Trocar o curativo no posto de saúde uma semana após a cirurgia;
  • Seguir a dieta indicada pelo nutricionista, que vai-se alterando ao longo das semanas;
  • Beber líquidos para hidratar o corpo, nas quantidades recomendadas pelo médico, esperando cerca de 30 minutos após uma refeição para beber líquidos e evitar beber 30 minutos antes de uma refeição;
  • Comer e beber em pequenas porções e devagar para evitar náuseas, vômitos, diarréia ou tontura;
  • Evitar bebidas alcoólicas ou que contenham cafeína, como café, chá preto ou chá verde;
  • Tomar os suplementos vitamínicos indicados pelo médico, como ferro, cálcio ou vitamina B12;
  • Tomar medicamentos inibidores da produção de ácido, como omeprazol, antes das refeições para proteger o estômago, segundo indicação médica;
  • Levantar e fazer pequenas caminhadas de hora em hora para evitar a formação de coágulos nas pernas. No entanto, deve-se evitar caminhadas longas, esforços e carregar peso;
  • Evitar dirigir nas 6 primeiras semanas após a cirurgia e ter cuidado para não colocar o cinto de segurança sobre a cicatriz;
  • Evitar esforços nas primeiras 6 semanas após a cirurgia.

A recuperação do bypass gástrico é lenta e pode demorar entre 6 meses a 1 ano, sendo a perda de peso mais intensa nos primeiros 3 meses. 





Os resultados desta cirurgia vão surgindo com o passar das semanas, no entanto, pode ser necessário fazer uma cirurgia estética, como abdominoplastia, 1 a 2 anos após para remover o excesso de pele. 

Vantagens e desvantagens do bypass gástrico

A cirurgia de bypass gástrico possui vantagens e desvantagens, como:

Vantagens do bypass gástricoDesvantagens do bypass gástrico
  1. Perda de peso rápida, geralmente cerca de 80% do peso inicial, devido às restrições alimentares e menor absorção de calorias;
  2. Perda de peso inicial mais rápida e constante;
  3. Melhora da diabetes;
  4. Melhora da pressão alta;
  5. Redução do colesterol e triglicerídeos, o que diminui o riscos de doenças cardiovasculares;
  6. Diminuição o risco de doenças venosas tromboembólicas;
  7. Melhora da apneia obstrutiva do sono ou problemas para dormir;
  8. Alívio do refluxo gastroesofágico;
  9. Melhora da dor nas costas e/ou articulações relacionadas ao excesso de peso;
  10. Melhora de problemas respiratórios, como crises de asma;
  11. Melhora da qualidade de vida;
  12. Embora seja difícil, pode ser revertida.
  1. Falha na perda de peso inicial;
  2. Cirurgia complexa, com mudança permanente na anatomia gastrointestinal; 
  3. Maior risco de complicações gastrointestinais, nutricionais e psicológicas;
  4. Maior tempo de recuperação;
  5. Podem ocorrer deficiências nutricionais devido a redução da absorção de vitaminas e minerais pelo intestino;
  6. Recuperação do peso;
  7. Restrição da alimentação para o resto da vida.

É importante conversar com o médico antes da cirurgia e esclarecer todas as dúvidas sobre suas vantagens e desvantagens, assim como outras opções terapêuticas e métodos cirúrgicos para o tratamento da obesidade. Veja os principais tratamentos para a obesidade.

Possíveis riscos

Os principais riscos do bypass gástrico são infecção no local da cicatriz, obstrução temporária do intestino, sangramento ou infecção na cavidade abdominal. 

Além disso, outras complicações podem podem ocorrer principalmente se a pessoa não seguir a dieta corretamente, se comer muito ou pouco, ou alimentos que não devem ser ingeridos, e incluem:  

  • Síndrome de dumping com sintomas como náuseas, cólicas intestinais, desmaios e diarreia. Saiba mais sobre a síndrome de Dumping e como aliviar os sintomas;  
  • Desidratação por não ingerir a quantidade de líquidos recomendadas pelo médico;
  • Prisão de ventre devido a falta de atividade física e baixa ingestão de fibras ou líquidos; 
  • Anemia crônica, principalmente pela má absorção de vitamina B12 pelo estômago.

É importante fazer o acompanhamento médico após a cirurgia de bypass, realizando os exames solicitados pelo médico para avaliar a saúde e evitar o risco de complicações.

Bypass ou sleeve: qual a diferença?

Tanto o bypass gástrico como o sleeve são cirurgias bariátricas para perda de peso. No entanto, no bypass gástrico o tamanho do estômago é reduzido e é feita uma ligação direta do estômago com o intestino delgado, para reduzir a quantidade de alimento ingerida e sua absorção.

Já o sleeve gástrico, é uma técnica cirúrgica em que o médico remove uma grande parte do estômago permitindo que a pessoa coma menos e emagreça, mas não faz nenhuma alteração no intestino, não diminuindo a absorção dos alimentos.


Armadilhas da dieta: Treine seu cérebro para emagrecer e nunca mais volte a engordar

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Cirurgia para refluxo: como é feita, recuperação e o que comer

 A cirurgia para o refluxo gastroesofágico é indicada quando o tratamento com medicamentos e cuidados alimentares não traz resultados, e começam a surgir complicações como úlceras ou o desenvolvimento do esôfago de Barrett, por exemplo. Além disso, a indicação para realizar a cirurgia também depende do tempo que a pessoa tem refluxo, intensidade e frequência dos sintomas e vontade da pessoa em realizar a cirurgia para resolver a condição.

Esta cirurgia é feita com anestesia geral e por meio de pequenos cortes no abdômen, e a recuperação total leva cerca de 2 meses, sendo necessário nas primeiras semanas se alimentar apenas com líquidos, o que pode levar a um emagrecimento leve.


Como é feita a cirurgia

A cirurgia para refluxo normalmente serve para corrigir a hérnia de hiato, que é a principal causa de surgimento do refluxo esofágico e, por isso, o médico precisa fazer pequenos cortes na região entre o estômago e o esôfago para fazer a correção da hérnia.

Normalmente, a técnica utilizada é a laparoscopia com anestesia geral, na qual são inseridos tubos finos através de pequenos cortes na pele. O médico consegue observar o interior do corpo e fazer a cirurgia através de uma câmera colocada na ponta de um dos tubos.

Possíveis complicações

A cirurgia para refluxo é bastante segura, especialmente quando feita por laparoscopia, no entanto, existe sempre um risco de surgirem complicações como sangramento, trombose nos membros inferiores, infecção no local do corte ou trauma nos órgãos próximos do estômago. Além disso, como é necessária anestesia, também podem surgir complicações ligadas à anestesia.

Dependendo da gravidade, essas complicações podem levar à necessidade de a pessoa ser operada novamente através de cirurgia convencional, feita com um corte grande no abdômen, ao invés do procedimento por laparoscopia.

Como é a recuperação

A recuperação da cirurgia para refluxo é rápida, com pouca dor e poucos riscos de infecção, e em geral o paciente recebe alta 1 dia após a cirurgia e pode voltar ao trabalho após 1 ou 2 semanas. No entanto, para uma recuperação mais rápida, recomenda-se:

  • Evitar dirigir por pelo menos 10 dias;
  • Evitar ter contato íntimo nas 2 primeiras semanas;
  • Não levantar pesos e retomar os exercícios físicos apenas após 1 mês ou depois da liberação do médico;
  • Fazer pequenas caminhadas em casa ao longo do dia, evitando ficar sentado ou deitado por muito tempo.

Além disso, é recomendado voltar no hospital ou ir no posto de saúde para tratar as feridas da cirurgia. Nos primeiros 2 dias é importante tomar banho apenas com uma esponja para evitar molhar os curativos, pois aumenta o risco de infecção.

Durante a recuperação, o médico também pode recomendar o uso de antibióticos, anti-inflamatórios ou analgésicos, para reduzir o desconforto.


O que comer após a cirurgia

Devido à dor e à dificuldade de engolir, é aconselhado seguir este tipo de esquema:

  • Se alimentar apenas com líquidos durante a 1ª semana, podendo se estender até a 2ª semana, de acordo com a tolerância do paciente;
  • Passar para dieta pastosa a partir da 2ª ou 3ª semana, com ingestão de alimentos bem cozidos, purês, carne moída, peixe e frango desfiado;
  • Iniciar aos poucos uma alimentação normal, de acordo com a tolerância e a liberação do médico;
  • Evitar bebidas com gás durante os primeiros meses, como refrigerantes e água gaseificada;
  • Evitar alimentos que produzem gás no intestino, como feijão, repolho, ovo, ervilha, milho, brócolis, cebola, pepino, nabo, melão, melancia e abacate;
  • Comer e beber lentamente, para evitar empachamento e dor no estômago.

A sensação de dor e de estômago cheio pode levar à perda de peso devido à redução da quantidade de alimentos ingeridos. Além disso, também é comum sentir soluços e excesso de gases, podendo ser necessário tomar remédios como Luftal, para reduzir esses sintomas.


Sinais de alerta para ir ao médico

Além da consulta de retorno, deve-se procurar o médico se houver febre acima de 38ºC, dor intensa, vermelhidão, sangue ou pus nas feridas, náuseas e vômitos frequentes, cansaço e falta de ar frequente e/ou dor abdominal e inchaço persistente.

Esses sintomas podem indicar complicações da cirurgia, sendo recomendado ir para o atendimento de emergência para tratar e prevenir maiores complicações.