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Energia das mãos : O despertar da magia Helena Blavatsky

Em 1880, no Sri Lanka, Blavatsky e Olcott realizaram a cerimônia de “tomar Pansil”, os cinco preceitos budistas leigos, também refugiando-se em Buda, Dharma e Sangha.

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Instituto IDG

Transformação social por meio de ações socioeducativas socioculturais Realização de cirurgias plásticas reparadoras em vítimas de violência doméstica.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Linfedema: Entenda a Doença Crônica que Causa Inchaço no Corpo

 

O que é o Sistema Linfático e Como o Linfedema Surge?
O sistema linfático é composto por vasos, linfonodos e órgãos que transportam a linfa – um líquido claro rico em proteínas e células imunes. Quando há uma obstrução, lesão ou mau funcionamento desses vasos, a linfa não é drenada adequadamente, acumulando-se nos tecidos e causando inchaço.


Existem dois tipos principais de linfedema:
  1. Linfedema Primário: É uma condição rara, geralmente congênita, causada por malformações nos vasos linfáticos presentes desde o nascimento. Pode se manifestar na infância, adolescência ou adulthood.
  2. Linfedema Secundário: Mais comum, ocorre devido a fatores externos que danificam o sistema linfático, como:
    • Cirurgias (especialmente mastectomias com remoção de linfonodos, comuns no tratamento de câncer de mama);
    • Radioterapia, que pode cicatrizar vasos linfáticos;
    • Infecções (como a filariose, causada por parasitas);
    • Traumas físicos ou lesões graves;
    • Obesidade, que pode sobrecarregar o sistema linfático.

Sintomas do Linfedema
Os sinais do linfedema variam de acordo com a gravidade e a etapa da doença. Os sintomas mais comuns incluem:
  • Inchaço persistente em uma ou mais partes do corpo (geralmente braços ou pernas);
  • Sensação de peso ou aperto na região afetada;
  • Pele endurecida ou espessa (fibrose), em casos avançados;
  • Diminuição da mobilidade ou flexibilidade;
  • Infecções frequentes, como celulite, devido à baixa imunidade local.
Sem tratamento, o linfedema pode progredir, levando a complicações como deformidades, infecções graves ou até elefantíase (inchaço extremo).

Tratamentos para o Linfedema
Embora o linfedema seja uma condição crônica sem cura definitiva, existem opções de tratamento que ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O manejo geralmente é conservador, mas em casos graves pode envolver cirurgia.
1. Tratamento Conservador
  • Terapia Física Descongestiva (TFD): Combina drenagem linfática manual (realizada por fisioterapeutas especializados), uso de bandagens compressivas, exercícios específicos e cuidados com a pele.
  • Roupas de Compressão: Meias ou mangas elásticas ajudam a prevenir o acúmulo de linfa.
  • Cuidados com a Pele: Higiene rigorosa e hidratação evitam infecções.
  • Medicamentos: Em casos de infecção associada (como celulite), antibióticos podem ser prescritos.
2. Tratamento Cirúrgico
Quando o tratamento conservador não é suficiente, a cirurgia pode ser indicada. Existem diferentes abordagens, dependendo do caso:
  • Linfovenoso Anastomose (LVA): Conecta vasos linfáticos a veias pequenas para redirecionar o fluxo da linfa. É minimamente invasiva e indicada em estágios iniciais.
  • Transferência de Linfonodos Vascularizados (TLV): Um linfonodo saudável é transplantado de outra parte do corpo (como abdômen ou pescoço) para a área afetada, restaurando parcialmente a drenagem linfática.
  • Lipoaspiração Terapêutica: Remove o excesso de tecido gorduroso acumulado em casos avançados, mas não trata a causa subjacente.
  • Excisição: Em situações extremas (como elefantíase), remove-se tecido excessivo para aliviar o peso e melhorar a funcionalidade.

Especialidades Médicas Envolvidas
O manejo do linfedema é multidisciplinar, envolvendo:
  • Cirurgiões Vasculares: Especializados em procedimentos como LVA e TLV.
  • Cirurgiões Plásticos: Realizam lipoaspiração ou excisões, além de reconstruções.
  • Fisioterapeutas: Essenciais na TFD e reabilitação.
  • Dermatologistas: Tratam complicações na pele.
  • Oncologistas: Gerenciam casos secundários a tratamentos de câncer.

Instrumentais Cirúrgicos Utilizados
Os procedimentos cirúrgicos para linfedema exigem precisão, pois lidam com estruturas microscópicas. Os instrumentos mais comuns incluem:
  • Microscópios Cirúrgicos: Permitem visualizar vasos linfáticos minúsculos (menores que 1 mm).
  • Pinças e Tesouras Microcirúrgicas: Usadas para manipular e suturar vasos delicados.
  • Agulhas e Fios de Sutura Ultrafinos: Como fios 10-0 ou 11-0, essenciais para anastomoses.
  • Cânulas de Lipoaspiração: Em casos de remoção de gordura.
  • Bisturis e Retratores: Para excisões ou acesso aos tecidos.

Prevenção e Conscientização
Para quem está em risco (como pacientes pós-mastectomia), algumas medidas preventivas incluem evitar traumas na região afetada, manter um peso saudável e usar compressão durante viagens longas. A conscientização sobre o linfedema é crucial, pois o diagnóstico precoce pode evitar complicações graves.

Conclusão
O linfedema é uma condição desafiadora, mas com o avanço das terapias conservadoras e cirúrgicas, os pacientes têm mais opções para gerenciar os sintomas e viver com qualidade. Se você ou alguém que conhece apresenta inchaço persistente, procure um médico especializado – o diagnóstico correto e o tratamento adequado fazem toda a diferença.

terça-feira, 25 de junho de 2024

QUANDO POSSO RETOMAR OS TREINOS APÓS CIRURGIA PLÁSTICA?








Com técnicas cada vez mais avançadas nos procedimentos estéticos, sejam eles cirúrgicos ou não, garantir o bem-estar e a autoestima não é impossível. As cirurgias plásticas, nos últimos anos, vêm ganhando popularidade. Entretanto, para atingir o corpo dos sonhos é preciso associá-las a uma alimentação saudável e balanceada, à prática de atividades físicas e ao cumprimento das recomendações médicas, especialmente no pós-operatório.

Vale lembrar que cada intervenção cirúrgica tem suas particularidades, logo a retomada ou o início da atividade física deve ser indicado pelo médico cirurgião. Isso porque cada organismo reage de um jeito aos procedimentos e somente o cirurgião plástico poderá liberar o paciente para treinos.
A Prática de Atividades Físicas Garante Melhores Resultados?

Com certeza, pessoas que costumam praticar atividades físicas conseguem melhores resultados após a realização de cirurgia plástica. Isso acontece porque os músculos que se encontram abaixo da camada de pele e de gordura são tonificados durante os treinos. De qualquer modo, é preciso que ao retornar às atividades físicas haja acompanhamento de profissional qualificado e se comece devagar, através de exercícios leves.

Entretanto, a falta de atividade física pode levar à flacidez da musculatura e à ausência de contorno corporal. Garantir os contornos corporais adquiridos, objetivo de grande parte dos procedimentos como, por exemplo, abdominoplastia e lipoescultura, necessita que se mantenha uma rotina de exercícios físicos. Por isso, se o paciente já possui hábitos saudáveis e IMC dentro do esperado, os resultados costumam ser mais efetivos e duradouros.

E se o paciente nunca praticou atividades físicas? Não há problema nisso! Sempre é importante tonificar e fortalecer a musculatura. Neste caso, poderá ocorrer que o tempo para perceber os resultados seja mais longo. Pessoas que nunca praticaram atividade física beneficiam-se a partir do momento que começam a realizá-las após a cirurgia plástica.
Existe um Tempo Específico para Retorno às Atividades Físicas após cirurgia plástica?

A recuperação após cirurgia plástica é lenta e exige cuidados. O retorno às atividades físicas vai depender do tipo de procedimento ao qual o paciente se submeteu e também de que haja liberação médica para isso. No entanto, existe uma média de tempo para este retorno, conforme a cirurgia plástica realizada. Mamoplastia de aumento – 60 dias;
Mamoplastia redutora – 90 dias;
Gluteoplastia – 60 dias;
Lipoaspiração e lipoescultura – 30 dias;
Rinoplastia – 40 dias;
Otoplastia – 30 dias;
Abdominoplastia e miniabdominoplastia – 60 dias;
Mastopexia – 90 dias;
Ginecomastia – 30 dias;
Mentoplastia – 30 dias.
Quais São os Cuidados Necessários ao Retomar os Treinos?
Abdominoplastia

A abdominoplastia normalmente produz cicatrizes extensas que demandam cuidados especiais e maior dedicação do paciente no pós-operatório. A sutura feita na parede abdominal costuma dificultar o retorno dos movimentos que exigem essa musculatura.

Nos primeiros 15 dias, após a cirurgia, não é conveniente forçar a musculatura abdominal em razão do processo inicial de recuperação. Entretanto, é aconselhável que o paciente comece a fazer pequenas caminhadas e vá aumentando o ritmo progressivamente, desde que não haja desconforto.

Quando os pontos já tiverem sido retirados, entre 4 e 6 semanas, pode-se começar a praticar atividades físicas. Este retorno deve ser gradativo, para que o corpo possa se adaptar novamente ao ritmo habitual. Geralmente, retorna-se efetivamente à caminhada ao redor de um mês e aos treinos normais em dois meses. Os exercícios que envolvem a musculatura abdominal somente após três meses.
Lipoaspiração ou Lipoescultura

O retorno às atividades físicas, após os procedimentos de lipoaspiração ou lipoescultura dependem da extensão da área que foi lipoaspirada. Em linhas gerais, quando forem pequenas áreas, o retorno se dá entre sete a dez dias, enquanto nas áreas maiores de 14 a 30 dias.

Antes da retirada dos pontos, em torno de 15 a 20 dias, o paciente só pode fazer algumas caminhadas. Gradativamente, são liberadas práticas leves e sem carga pesada ou com menos séries repetitivas. A partir da 6ª semana é possível intensificar os treinos. O uso da cinta modeladora não é obrigatório durante a realização dos exercícios físicos, porém ela deve ser recolocada após as atividades.

Importante lembrar que o procedimento cirúrgico, para alcançar sucesso, precisa estar ligado a três importantes momentos: pré-operatório, operatório e pós-operatório. Respeitando-se cada uma destas fases, tomando cuidados com a alimentação e seguindo as orientações médicas, o resultado da cirurgia plástica estará garantido.
Mamoplastia de Aumento

Para que o retorno às atividades físicas, após mamoplastia de aumento, seja tranquilo, importa que o implante esteja cicatrizado no local onde foi inserido. O cuidado deve ser maior quando as próteses são colocadas sob o músculo, pois além de ser mais doloroso, precisa de um tempo de repouso mais longo. Isso porque pode ocorrer o deslocamento das mesmas devido à força do músculo.

Assim como na maioria das cirurgias plásticas, a retomada dos treinos deve ser bem leve, com caminhadas, por exemplo. A rotina normal deve ser retomada somente após os 60 dias.Importante destacar que a cicatrização dos tecidos acontece totalmente após 90 dias. Neste tipo de procedimento, os riscos de um retorno precoce às atividades físicas podem ser hematoma (sangramento), seroma (acúmulo de líquido) e deslocamentos da prótese.

Um dos recursos utilizados para dar maior segurança à paciente, ao se exercitar, é o uso de sutiã cirúrgico ou de dois tops para dar maior firmeza na região do tronco.
Mamoplastia Redutora

Geralmente as cicatrizes da mamoplastia redutora (diminuição dos seios) costumam ser maiores do que as dos implantes de mama (próteses). Em razão disso, necessitam de maior atenção ao cuidado com a cicatrização. Os exercícios devem ser de baixo impacto e intensidade.

Novamente, o início das atividades físicas deve ser com caminhadas leves a partir da terceira semana e com treinos de musculação para membros inferiores a partir da quarta semana. De forma mais intensa, um possível retorno aos treinos somente se dará após passados 90 dias da realização do procedimento, desde que haja liberação médica.

Aconselha-se o uso de qualquer estrutura que dê mais sustentabilidade à região para proteger os seios dos impactos dos exercícios. Quanto menos a mama se movimentar após a cirurgia melhor.