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Energia das mãos : O despertar da magia Helena Blavatsky

Em 1880, no Sri Lanka, Blavatsky e Olcott realizaram a cerimônia de “tomar Pansil”, os cinco preceitos budistas leigos, também refugiando-se em Buda, Dharma e Sangha.

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Instituto IDG

Transformação social por meio de ações socioeducativas socioculturais Realização de cirurgias plásticas reparadoras em vítimas de violência doméstica.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Granuloma Piogênico

 Paciente aparece com essa situação no dedo acreditando se tratar de um procedimento com cirurgia plástica porem no entanto aparenta ser mais relacionado um dermatologista ou infectologista talvez a carta do medico que foi paga sugere uma situação de exérese no entanto podemos também não tirar a possibilidade de se tratar de um caso de hpv ou outro tipo de infecção de pele ,explique-me melhor esse caso de forma medica






1. Descrição da Lesão

As fotos mostram uma lesão elevada no polegar direito (provavelmente a ponta do dedo), com aproximadamente 0,8 cm de diâmetro, conforme descrito no documento. A aparência é de uma pápula (elevação na pele) com superfície verrucosa (áspera, como uma verruga) e queratótica (com acúmulo de queratina, dando um aspecto endurecido e amarelado). Há crosta central amarelada/branca, possivelmente com exsudato (líquido ou pus), bordas avermelhadas e inchaço ao redor. A pele circundante parece inflamada, mas sem sinais óbvios de infecção grave como pus abundante ou febre (não relatados). A lesão parece úmida e pode sangrar facilmente ao toque, o que é comum em casos semelhantes.Isso se alinha com o que é descrito no encaminhamento: uma "pápula verrucosa queratótica" no polegar direito.
2.Análise do Documento de Encaminhamento
O documento é um encaminhamento de um médico (provavelmente um clínico geral ou dermatologista inicial) para o Dr. Mauricio, especialista em cirurgia plástica. Ele indica:
  • Diagnóstico Suspeito (HD): Granuloma Piogênico (código ICD-10: L98.0).
  • Solicitação: Exérese (remoção cirúrgica) da lesão.
  • Motivo: Acompanhamento e conduta na especialidade de cirurgia plástica.
O granuloma piogênico (também chamado de hemangioma capilar lobular) é uma lesão benigna comum, não cancerosa. O encaminhamento para cirurgia plástica faz sentido porque a remoção envolve excisão (corte) e possivelmente reconstrução da pele, especialmente em áreas delicadas como o dedo, onde é importante preservar função e estética. No entanto, você mencionou que pode parecer mais relacionado a um dermatologista (para diagnóstico de pele) ou infectologista (se houver suspeita de infecção). Isso é válido: dermatologistas frequentemente diagnosticam e tratam lesões cutâneas iniciais, enquanto infectologistas lidam com infecções persistentes. A escolha por plástica pode ser porque a lesão requer remoção cirúrgica precisa, e não apenas tratamento tópico.3. O Que é um Granuloma Piogênico?O granuloma piogênico é uma proliferação benigna de vasos sanguíneos na pele ou mucosas. Não é uma infecção "piogênica" (com pus) como o nome sugere, mas sim uma reação vascular excessiva.
  • Causas Comuns: Trauma (como corte, picada ou fricção no dedo), irritação crônica, hormônios (ex.: gravidez), medicamentos ou infecções subjacentes. É mais frequente em mãos, dedos, face e boca.
  • Sintomas e Aparência: Começa como um nódulo pequeno e vermelho, cresce rapidamente (semanas a meses) para 0,5-2 cm. Pode ulcerar (formar ferida aberta), formar crosta e sang

diferenciar uma infecção "piogênica"


O termo "piogênico" (do grego "pyon" = pus) é historicamente um equívoco no nome "granuloma piogênico". Apesar do nome sugerir uma infecção que produz pus (como abscessos ou infecções bacterianas por estafilococos/estreptococos), o granuloma piogênico não é uma infecção verdadeira nem produz pus real na maioria dos casos. Ele é uma reação vascular excessiva (proliferação benigna de pequenos vasos sanguíneos + tecido de granulação), geralmente desencadeada por trauma, irritação crônica, hormônios ou, raramente, infecção secundária.Aqui vai uma comparação clara e prática para diferenciar uma infecção piogênica real (com pus bacteriano) de uma reação vascular excessiva (como o granuloma piogênico):


Dicas práticas para observar na sua lesão (baseado nas fotos anteriores):
  • Se houver pus espesso, amarelado, com mau cheiro saindo ao pressionar levemente → sugere infecção bacteriana real (procure infectologista ou emergência para drenagem + antibiótico).
  • Se for uma bolinha vermelha brilhante, sangra ao menor toque, tem crosta fina amarelada (mas não pus cremoso), cresce rápido e não dói muito → altamente sugestivo de granuloma piogênico (reação vascular).
  • Muitos pacientes confundem porque o granuloma pode ter secreção que "parece pus", mas ao exame microscópico ou cultural, não há bactérias nem neutrófilos abundantes como em infecção.
Quando procurar ajuda urgente?
  • Se aparecer febre, vermelhidão espalhando pelo braço/mão (linfangite), pus abundante ou dor intensa → infecção bacteriana possível (não espere a cirurgia plástica).
  • Caso contrário, siga o encaminhamento para exérese + biópsia (é o gold standard para confirmar e tratar).






sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

O que acontece quando o cérebro fica sem oxigênio por muito tempo?

 O cérebro é altamente dependente de oxigênio para funcionar, consumindo cerca de 20% do oxigênio total do corpo. Quando o suprimento é interrompido (hipóxia, se parcial; anóxia, se total), as células cerebrais (neurônios) começam a sofrer imediatamente:




  • Em 15 segundos: Perda de consciência.
  • Em 1-3 minutos: As células começam a morrer devido à falta de energia (ATP), levando a inchaço celular (edema citotóxico), liberação de substâncias tóxicas e inflamação.
  • Após 4-5 minutos: Dano permanente se inicia, com morte celular via necrose (morte rápida e descontrolada) ou apoptose (morte programada). Isso pode resultar em perda de funções motoras (movimentação), sensoriais, cognitivas (como fala) ou emocionais, dependendo das áreas afetadas.
Se o oxigênio for restaurado rapidamente, o dano pode ser reversível em parte, mas períodos mais longos (acima de 5-10 minutos) levam a lesões graves, como encefalopatia hipóxico-isquêmica, com sequelas como paralisia, afasia (dificuldade para falar) ou coma.



Quais partes do cérebro param de funcionar primeiro?A vulnerabilidade varia por região, pois algumas áreas são mais sensíveis à falta de oxigênio devido ao alto metabolismo ou menor reserva de energia. A sequência típica de dano é:
  1. Hipocampo: Primeiro a ser afetado (em minutos), responsável por memória e aprendizado. É extremamente sensível, levando a problemas de memória de curto prazo.
  2. Córtex cerebral (especialmente neurônios piramidais nas camadas 3, 5 e 6): Em seguida, áreas envolvidas em funções motoras (movimentação), sensoriais e cognitivas (como fala, no lobo temporal e frontal). Por exemplo, o córtex motor pode causar paralisia.
  3. Gânglios basais e cerebelo: Afetados depois, impactando coordenação, equilíbrio e movimentos finos.
  4. Outras áreas: Como o tálamo (processamento sensorial) e tronco cerebral (funções vitais como respiração), que são mais resistentes, mas podem ser danificados em casos graves.
Essa seletividade é chamada de "vulnerabilidade seletiva" e depende de fatores como duração da hipóxia, idade e saúde prévia. Regiões com alto fluxo sanguíneo morrem mais rápido.


Isso pode ser considerado um tipo de atrofiamento momentâneo ou desligamento definitivo?Não é um "atrofiamento momentâneo" (como uma atrofia muscular reversível), mas sim um dano celular definitivo na maioria dos casos. A falta de oxigênio causa morte neuronal irreversível, não apenas um "desligamento temporário". No entanto:

  • Em hipóxias leves ou curtas, pode haver recuperação parcial via redução de inchaço e regressão de inflamação (diaschisis, um "choque" temporário em áreas conectadas).
  • Em casos graves, é um "desligamento definitivo" das células mortas, levando a atrofia cerebral ao longo do tempo (encolhimento de tecidos). O cérebro humano não regenera neurônios em grande escala, ao contrário da pele (que se regenera via células-tronco) ou fígado (que pode regenerar até 75% de sua massa). Animais como lagartixas regeneram caudas via células pluripotentes, mas no cérebro humano, a regeneração é limitada a poucas áreas (como hipocampo, em pequena escala).

A boa notícia é a neuroplasticidade: o cérebro pode "reaprender" funções usando conexões alternativas em áreas saudáveis, não regenerando células, mas reorganizando as existentes.

Existem indícios de pessoas que perderam funções e conseguiram recuperar?Sim, há muitos casos documentados de recuperação parcial ou total, especialmente com reabilitação precoce e intensiva. Por exemplo:
  • Pacientes com lesões hipóxicas após parada cardíaca podem recuperar fala e movimento após meses de terapia, graças à neuroplasticidade.
  • Estudos mostram que até 50-70% dos sobreviventes de anóxia moderada recuperam funções independentes, embora com sequelas variáveis. Fatores como idade jovem, duração curta da hipóxia e terapia intensiva melhoram as chances.

A possibilidade de "treinar" outras áreas do cérebro: neuroplasticidade
Sim, isso é exatamente o que a neuroplasticidade permite. O cérebro humano não regenera neurônios como o fígado, mas pode reorganizar conexões neurais (sinapses) e recrutar áreas adjacentes ou contralaterais para assumir funções perdidas. Por exemplo:
  • Se a área de Broca (fala) for danificada, regiões vizinhas no hemisfério esquerdo ou até o direito podem ser "treinadas" para processar linguagem.
  • Para movimento, se o córtex motor for afetado, vias alternativas (como gânglios basais) podem ser fortalecidas via repetição, permitindo "reaprender" ações.
Isso ocorre via:
  • Plasticidade sináptica: Fortalecimento de conexões existentes.
  • Reorganização cortical: Áreas saudáveis assumem novas funções.
  • Neurogênese limitada: Nova formação de neurônios em áreas como hipocampo, estimulada por exercício e aprendizado.
Estudos atuais:
  • Uma revisão de 2023 no Cureus destaca que a neuroplasticidade é crucial na recuperação de lesões hipóxicas, com reabilitação intensiva promovendo reconexões e melhorando funções motoras/cognitivas.
  • Artigo no PubMed Central (2023) discute estratégias como terapia de restrição induzida (CIMT) para explorar a plasticidade adaptativa após dano cerebral.
  • Pesquisa na Wiley (2024) enfatiza que reabilitação precoce ativa mecanismos de plasticidade, com evidências de neuroimagem mostrando remapeamento cerebral em pacientes com ABI (lesão cerebral adquirida).
  • Estudos em TBI (lesões traumáticas, similares à hipóxia) mostram que a plasticidade ocorre em fases: imediata (recrutamento de redes), semanas (brotação axonal) e crônica (remodelação).
Como usar essa informação na fisioterapia?Na fisioterapia, o foco é estimular a neuroplasticidade via repetição, intensidade e especificidade de tarefas. Aqui vão aplicações práticas para recuperação após hipóxia:
  • Exercícios repetitivos e funcionais: Para movimento, use tarefas como caminhada assistida ou exercícios de equilíbrio (ex.: usar bola de ginástica ou pranchas de equilíbrio). Isso fortalece conexões motoras alternativas. Estudos mostram que 3-5 sessões semanais por 6-12 meses promovem plasticidade.
  • Terapia de restrição induzida (CIMT): Restrinja o lado saudável para forçar o uso do afetado, treinando áreas cerebrais alternativas. Eficaz para paralisia pós-hipóxia.
  • Terapia física integrada com cognitiva: Combine com terapia ocupacional (para atividades diárias) e fonoaudiologia (para fala). Por exemplo, exercícios de marcha com comandos verbais para reconectar motor e linguagem.
  • Abordagens avançadas: Use realidade virtual ou interfaces cérebro-computador para simular tarefas, acelerando a plasticidade. Inicie cedo (dentro de semanas após o evento) para maximizar a "janela crítica" de recuperação.
  • Monitoramento: Use avaliações como neuroimagem (fMRI) para rastrear mudanças plásticas e ajustar o plano.
Consulte sempre um profissional de saúde para personalizar, pois a recuperação varia. Com terapia consistente, muitos pacientes reaprendem funções, melhorando a qualidade de vida.