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Energia das mãos : O despertar da magia Helena Blavatsky

Em 1880, no Sri Lanka, Blavatsky e Olcott realizaram a cerimônia de “tomar Pansil”, os cinco preceitos budistas leigos, também refugiando-se em Buda, Dharma e Sangha.

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Instituto IDG

Transformação social por meio de ações socioeducativas socioculturais Realização de cirurgias plásticas reparadoras em vítimas de violência doméstica.

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Escaras: o que são, causas e como devem ser tratadas


Entenda tudo o que o médico precisa saber sobre escaras e como manejá-las! Bons estudos!

As escaras são eventos que têm aumentado muito nos últimos anos. Uma explicação para isso é o aumento da expectativa de vida de populações com doenças anteriormente letais, em ambientes hospitalares. Por esse motivo, é imprescindível que os médicos conheçam essa lesão e saiba manejá-la.

O que são escaras?

As escaras são lesões de pele e tecidos moles muito comuns em ambiente de internamento hospitalar ou domiciliar.

De maneira geral, as lesões estão relacionadas à imobilidade do paciente, que se encontra acamado ou cadeirante. Além dessas circunstâncias, é possível que as escaras aconteçam em pacientes com membro engessado, mas mal ajustado para sua anatomia.

Figura 1: Úlcera por pressão em proeminência óssea. Fonte: Lippincott Williams & Wilkins, 2001.

É importante entender, ainda, que as escaras podem ocorrer não apenas em membros, mas também em mucosas. Nesses casos, é comum que sejam causadas por aparelhos hospitalares ou dispositivos.

Por outro lado, é comum que o problema seja mal interpretado. Assim, em alguns casos, lesões induzidas por umidade, mas em paciente acamado, são relatadas como escaras erroneamente.

No entanto, ainda que essas feridas estem em uma localização corporal comum às escaras, o seu mecanismo é por pressão, apenas.

O que leva ao desenvolvimento das escaras?

Levando em consideração que as escaras são também conhecidas como úlceras por pressão, é intuitivo pensar que em locais do corpo onde existem mais pressão favorecem o quadro.

Dessa forma, tem-se como resultado uma deficiência prolongada da irrigação de sangue e oferta de nutrientes. Além disso, uma insuficiência venosa crônica pode provocar ulceração nas pernas. Essa última é conhecida como escara isquêmica.

Em geral, a pele superficial é menos suscetível aos danos causados pela pressão que os tecidos mais profundos. Isso se justifica pelo mecanismo de ação das úlceras por pressão.

Por esse motivo, os tecidos anteriores à proeminências ósseas são especialmente mais afetados por úlceras por pressão do que outras partes do corpo.

Locais comuns para o desenvolvimento de lesões de pele e tecidos moles induzidas por pressão. Com isso, os pontos anatômicos mais comuns de observá-las são:

  • Regiões de apoio do corpo;
  • Região posterior da cabeça;
  • Dorso;
  • Articulações do quadril;
  • Cóccix;
  • Nádegas;
  • Cotovelos;
  • Calcanhares.
Escaras
Figura 1: Locais que favorecem o aparecimento de úlceras por pressão. Fonte: Lippincott Williams & Wilkins, 2008.

Pensando nisso, determinadas patologias associadas ou não ao motivo de o paciente estar imobilizado influencia diretamente no seu surgimento. A exemplo, temos:

  • Idosos;
  • Pacientes desnutridos e emagrecidos;
  • Portadores de diabetes, devido ao comprometimento de cicatrização;
  • Incontinência fecal/urinária;
  • Indivíduos com comprometimento do nível de consciência;
  • Perda de sensibilidade tátil ou térmica.

Perceba que todas as condições citadas acima comprometem em algum nível a nutrição, mobilidade ou oxigenação do paciente. É importante ainda chamar atenção para pacientes que se encontram em depressão profunda ou ainda em pós-cirúrgicos de cirurgias ósseas.

Ainda, pacientes que apresentam incontinência fecal ou urinária têm um contato maior com esses dejetos, utilizando fraldas. Assim, além da imobilização do paciente, tem-se um risco aumentado de infecções.

Avaliação clínica das escaras e seus achados

A avaliação clínica das úlceras por pressão começa com uma investigação abrangente da condição do paciente. Ainda, são levadas em consideração a condição médica geral, seus fatores de risco e condições que podem ser revertidas.

Dessa forma, áreas identificadas de danos à pele são avaliadas quanto ao seu comprimento, largura e profundidade. Ainda, a depender do período desde o surgimento da lesão, avalia-se tecido necrótico ou exsudato, além da presença de granulação.

Muitas vezes o aparecimento da escara é o último achado do problema. Previamente a ela, a dor é muito presente entre os pacientes, podendo ser uma manifestação precoce.

Por outro lado, a dor é presente em pacientes com sensibilidade preservada. Com isso, em pacientes com perda de sensibilidade ou de verbalização da dor, a avaliação precoce deve ser feita com ainda mais cuidado por parte da equipe.

Pensando nisso, o exame físico em pacientes acamados com deficiência de sensibilidade ou verbalização deve ser feita com regularidade e cuidado. Ele deve ser criterioso, buscando pontos de vermelhidão sobre a pele do paciente, que pode ser o início de evidência do evento.

Estágios das escaras

As escaras podem ser classificadas em graus que revelam a gravidade da ulceração. A partir disso, ela será tratada e terá cuidados especiais.

A classificação das escaras é feita mediante uma avaliação completa e cuidadosa, o que prevê que a equipe médica tenha conhecimento para investigá-las. Dessa maneira, temos:

  • Grau 1: eritema ou hiperemia.
    • A lesão se manifesta como uma mancha avermelhada devido à pressão. Apesar de atingir as camadas superficiais, não chega a lesá-la, mantendo sua integridade. Com isso, costuma desaparecer após o alívio da pressão.
  • Grau 2: isquemia.
    • Pode se apresentar como um orifício na região afetada, ou ainda como uma bolha. Aqui há um comprometimento de pele e tecido subcutâneo.
  • Grau 3: necrose.
    • A lesão atinge o tecido muscular, podendo ter um nódulo endurecido e uma coloração arroxeada.
  • Grau 4: ulceração.
    • Destruição da pele e músculos. Por isso, ossos e articulações ficam expostos.
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Figura 3: Esquema de descrição das úlceras por pressão. Fonte: National Pressure Ulcer Advisory Panel.

Possíveis complicações das úlceras por pressão

Como comentado, devido à exposição de tecidos moles, a grande complicação preocupante aqui são as infecções.

Por isso, ainda que não haja sinais sistêmicos de infecção, ela deve ser considerada. A fim de pesquisá-la, sinais que podem sugerir esse evento podem ser:

  • Calor na região da escara;
  • Eritema;
  • Sensibilidade local;
  • Secreção purulenta;
  • Odor fétido.

Por outro lado, nem sempre todos esses sinais ficam evidentes. Assim sendo, até mesmo o atraso na cicatrização já pode sugerir uma infecção devido às escaras.

Os locais de mais desenvolvimento de escaras podem ser um reservatório para microorganismos resistentes. Nesses casos, as úlceras representam um risco potencial grave para os pacientes. A exemplo:

  • Staphylococcus aureus, resistente à meticilina.
  • Enterococos, resistentes à vancomicina;
  • Bacilos gram-negativos multirresistentes.

Extrapolando as complicações por infecções, é importante reforçar outras associadas à própria configuração lesional. A exemplo, pode-se encontrar calcificação heterotrópica ocasional, uma neoformação óssea em tecidos moles.

Além disso, pode ser encontrado amiloidose sistêmica devido ao estado inflamatório crônico devido à úlcera.

Como evitar o desenvolvimento das escaras?

É importante que o médico e a equipe reconheçam a pré-disposição do seu paciente a desenvolver as úlceras por pressão. Pensando nisso, algumas medidas podem ser tomadas para diminuir as chances desse evento ocorrer.

Assim, o uso de colchões d’água, ar ou gel de silicone podem diminuir a pressão sobre proeminências ósseas, diminuindo a compressão. Sob elas, é importante que as roupas de cama sejam de algodão, bem esticadas e sem dobras.

Medidas como a boa secagem da pele e correta hidratação após banho, além de troca frequente de fraldas desfavorece lesões cutâneas e infecções. Durante os cuidados com o paciente, deve-se evitar que a pele seja esfregada.

Manejo das feridas por pressão

Considerando a repercussão do paciente com escaras, o manejo eficiente e precoce deve ser bem realizado.

Assim sendo, algumas estratégias devem ser tomadas pela equipe, como a redução ou eliminação de fatores que contribuem para a pressão. A exemplo disso, diminuir os pontos de pressão, tentando redistribui-lo de maneira mais uniforme.

Considerando que os cuidados diretos com a ferida, devem ser ofertados o desbridamento para pacientes com tecido já necrótico.

No caso de lesões iniciais, em graus 1 e 2 costumam regredir espontaneamente, caso as medidas acima sejam tomadas. Até mesmo lesões de grau 3 podem se incluir nesse grupo, a depender das suas características. Caso não aconteça a regressão, pode ser necessário o uso de antibióticos ou curativos especiais.

Ainda sobre feridas de grau 1, é recomendado que sejam cobertas, visando sua proteção. Quanto às de grau 2, devem ser protegidas por um curativo úmido.

Por outro lado, em caso de úlceras no grau 3 ou 4, pode haver a necessidade de uma intervenção cirúrgica pelo desbridamento. Com essa medida será possível eliminar os tecidos infectados, e ainda promover o posicionamento de enxerto de pele, a fim de fechar a ferida.

Não menos importante, o paciente deve ser bem alimentado, garantindo que ele receba todos os nutrientes necessários.

Controle da dor do paciente com escaras

Tão importante quanto manejar as escaras, a equipe médica deve cuidar dos sintomas associados às feridas.

Por isso, o controle da dor do paciente com úlceras deve ser feito. A dor pode estar ainda mais associada ao desbridamento, ou ainda à troca de curativos. Elas são avaliadas de acordo com a escala da dor, podendo ser leve ou muito forte.

Logo, medicamentos orais não opioides podem ser indicados para dor leve. Isso porque os opioides devem ser reservados, considerando momentos em que a dor se agrave, passando de leve a intensa.

Ainda, opioides tópicos como morfina em gel mostram-se eficazes no controle da dor. Uma alternativa é o uso de uma espuma com liberação de ibuprofeno, caso disponível, pode também ser uma boa opção.


Perguntas frequentes

  1. As escaras acometem mais frequentemente quais grupos?
    As escaras acometem mais frequentemente idosos acamados, diabéticos, pessoas com algum comprometimento no nível de consciência e desnutridos.
  2. Quais são medidas que podem diminuir minimizar o aparecimento de escaras?
    Uso de colchões d’água, ar e gel de silicona. Ainda, cuidados na hidratação e secagem da pele após banho.
  3. Quais são algumas medidas para controle da dor do paciente com escaras?
    O uso de medicações opioides em casos mais intensos de dor e não opioides em casos mais leves.

domingo, 5 de novembro de 2023

Primeiros Socorros Para Desmaio: Como Funcionam

 

O que provoca o desmaio?

O desmaio, também conhecido como síncope, é definido como a perda temporário dos sentidos. Normalmente, é resultado da diminuição do fluxo sanguíneo no cérebro, e pode ser desencadeado por diferentes problemas de saúde, desde os mais simples (como jejum prolongado), até os mais complexos (como problemas cardiovasculares).

Os primeiros sintomas do desmaio envolvem súbita fraqueza, tontura e vertigem. Quando falamos de síncopes provocadas por problemas mais graves, os sinais envolvem dor no peito e falta de ar.

Quais são os primeiros socorros para desmaio?

O primeiro passo diante dessa situação é verificar se a pessoa está respirando e se tem pulso. Caso ela não esteja, chame uma ambulância particular imediatamente. No entanto, se ela apresentar pulsação e respiração, siga esses passos:

  • Deite a pessoa no chão, de barriga para cima, e eleve as pernas dela em relação ao corpo e a cabeça;
  • Coloque a cabeça da vítima de lado, para assim, facilitar a respiração e evitar asfixia devido ao risco de vômito;
  • Afrouxe as roupas e abra os botões/zíperes para facilitar a respiração da pessoa;
  • Comunique-se com as pessoas, mesmo que ela não responda;
  • Cheque se há possíveis lesões causadas pela queda e, em caso de sangramento, faça o máximo possível para estancar a hemorragia;
  • Assim que a vítima recobrar a consciência, coloque açúcar diretamente em sua boca.

É muito importante também que você fique com a vítima até a ambulância chegar, para assim, evitar aglomeração de pessoas que podem comprometer a respiração do acidentado.

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Pólipos no cólon e no reto




Um pólipo é uma massa de tecido que se projeta a partir da parede de um espaço vazio, como o intestino.



Alguns pólipos são causados por fatores hereditários.


O sintoma mais frequente é sangramento retal.


Alguns pólipos se tornam cancerosos (consulte Câncer colorretal).


Uma colonoscopia é realizada para fazer o diagnóstico.


A remoção colonoscopia dos pólipos é a forma de tratamento mais eficaz.


Os pólipos também podem crescer dentro do nariz (pólipos nasais).




Um pólipo que cresce na parede intestinal ou retal se projeta para o interior do intestino ou do reto e pode ser não canceroso (benigno), pré-canceroso (adenomatoso) ou canceroso (carcinoma maligno). Os pólipos variam consideravelmente de dimensão, e quanto maiores, maiores os riscos de serem ou de se tornarem cancerosos (ou seja, são pré-malignos). Os pólipos podem crescer com ou sem uma haste (um pedaço fino de tecido que junta o pólipo à parede intestinal, semelhante à maneira pela qual o pescoço se junta à cabeça no corpo).



Os pólipos podem crescer com ou sem uma haste (um pedaço fino de tecido que junta o pólipo à parede intestinal, semelhante à maneira pela qual o pescoço se junta à cabeça no corpo). O pólipo à esquerda está ligado diretamente à parede do intestino grosso e não apresenta uma haste. O pólipo à direita não apresenta uma haste. Após uma biópsia, os médicos determinam que ambos os pólipos são não cancerosos (benignos).


Imagens fornecidas pelo Dr. David M. Martin.

Existem muitos tipos de pólipos, porém os médicos costumam classificá-los em


Pólipos adenomatosos

Pólipos não adenomatosos

Os pólipos adenomatosos constituídos principalmente por células do epitélio glandular interno do intestino grosso são provavelmente pré-cancerosos.

Os pólipos não adenomatosos podem se desenvolver a partir de muitos tipos de células, incluindo as células não glandulares que revestem o intestino, células adiposas e células musculares. Alguns pólipos não adenomatosos são causados por outras doenças, por exemplo, os pólipos inflamatórios que se desenvolvem em pessoas com colite ulcerativa crônica. Pólipos não adenomatosos são menos prováveis de serem pré-cancerosos.
Quadros clínicos hereditários que causam pólipos intestinais


Alguns tipos de pólipo são causados por doenças hereditárias como, por exemplo, a polipose adenomatosa familiar, a síndrome de polipose associada ao MUTYH e a síndrome de Peutz-Jeghers.


Na síndrome de Peutz-Jeghers,, as pessoas têm pequenos e inúmeros pólipos no estômago, no intestino delgado e no intestino grosso. Apresentam também inúmeros pontos negro-azulados na face, no interior da boca e nas mãos e nos pés. Os pontos tendem a desaparecer na puberdade, exceto aqueles no interior da boca. Pessoas com a síndrome de Peutz-Jeghers têm maior risco de desenvolver câncer em muitos órgãos, particularmente no pâncreas, estômago, intestino delgado, cólon, mamas, pulmões, testículos, ovários e útero.




terça-feira, 12 de setembro de 2023

Diferença entre lipoma e lipossarcoma

O que é um lipoma?

Um lipoma não é cancerígeno tumor que é composto de células de gordura cresce lentamente sob a pele no subcutâneo tecido. Uma pessoa pode ter um único lipoma ou pode ter muitos lipomas. Eles são muito comuns.


Quem recebe lipomas?

Os lipomas podem ocorrer em pessoas de todas as idades, porém tendem a evoluir para a idade adulta e são mais visíveis na meia idade. Eles afetam ambos os sexos igualmente, embora os lipomas solitários sejam mais comuns em mulheres, enquanto vários lipomas ocorrem com mais frequência nos homens.

O que causa lipomas?

A causa dos lipomas é desconhecida. Pode ser genético participação, já que muitos pacientes com lipoma provêm de uma família com histórico desses tumores. Às vezes, uma lesão como um golpe contundente em uma parte do corpo pode desencadear o crescimento de um lipoma.

Quais são os sinais e sintomas?

As pessoas muitas vezes não têm consciência dos lipomas até crescerem o suficiente para se tornarem visíveis e palpável. Esse crescimento ocorre lentamente ao longo de vários anos. Algumas características dos lipomas incluem:

  • Um nódulo em forma de cúpula ou ovo com cerca de 2-10 cm de diâmetro (alguns podem crescer ainda mais)
  • Parece macia e suave e se move facilmente sob a pele com os dedos.
  • Alguns têm consistência emborrachada ou pastosa
  • Eles são mais comuns nos ombros, pescoço, tronco e braços, mas podem aparecer em qualquer parte do corpo onde haja tecido adiposo.

A maioria dos lipomas não apresenta sintomas, mas alguns são dolorosos devido à pressão. Os lipomas sensíveis ou dolorosos geralmente são angiolipomas. Isso significa que o lipoma tem um número maior de pequenos vasos sanguíneos. Os lipomas dolorosos também são uma característica da adipose dolorosa ou da doença de Dercum.

Como foi feito o diagnóstico?

O diagnóstico de lipoma é geralmente feito clinicamente, encontrando um nódulo suave sob a pele. No entanto, se houver alguma dúvida, uma pele profunda biópsia pode ser realizado, mostrará típico histopatológico características do lipoma e suas variantes.

Lipossarcoma

O raro e gordo CâncerO lipossarcoma quase nunca surge na pele. O lipossarcoma é um tumor profundo, e geralmente cresce na coxa, virilha ou parte de trás do abdômen. Se o seu lipoma aumentar ou se tornar doloroso, consulte o seu médico. Uma biópsia de pele pode ser necessária para excluir lipossarcoma.

Que tratamento está disponível?

A maioria dos lipomas não requer tratamento. A maioria dos lipomas eventualmente pára de crescer e permanece indefinidamente sem causar problemas. Ocasionalmente, lipomas que interferem no movimento de adjacente Os músculos podem exigir remoção cirúrgica. Existem vários métodos disponíveis:

  • Simple Surgical excisão
  • Técnica de compressão (um pequeno incisão é feito no lipoma e o tecido adiposo é espremido através do orifício)
  • Lipoaspiração



Lipossarcoma: sintomas, causas e tratamentos


lipossarcoma é um tumor maligno que se desenvolve no tecido gorduroso. Ele pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas é mais frequente na coxa, abaixo do joelho e na parte interna do abdômen. Geralmente, ocorre em pessoas com idades entre 50 e 65 anos.

Neste artigo, explicamos tudo sobre esse tipo de sarcoma de partes moles, um câncer raro. Continue a leitura e esclareça suas dúvidas!

O que é o lipossarcoma?

O lipossarcoma pode ocorrer tanto no tecido adiposo logo abaixo da pele, como nos tecidos moles localizados em camadas mais profundas. Trata-se do tipo de sarcoma de partes moles mais incidente e, dependendo das suas características, pode ser classificado como:

  • de células bem diferenciadas, formado por massas grandes e bem delimitadas;
  • de células desdiferenciadas, o qual apresenta maior possibilidade de recidiva local e metástases;
  • de células mixoides (que pode ter componente de células redondas),presente nos tecidos moles mais profundos, de difícil acesso;
  • de células pleomórficas, o mais raro e agressivo, com elevado risco de sofrer metástase.

maioria dos lipossarcomas é indolor e cresce de maneira lenta. No entanto, alguns podem provocar dor e inchaço local, crescer rapidamente e se espalhar para tecidos próximos ou para áreas distantes. Em caso de metástase, o local mais afetado é o pulmão.

Como é feito o diagnóstico?

Boa parte dos pacientes com a doença procura atendimento médico ao notar a presença de uma massa palpável na coxa, a qual pode ser macia ou endurecida. No entanto, quando o lipossarcoma está no interior do abdômen, sua detecção costuma se dar tardiamente, muitas vezes, em função da investigação de sintomas de obstrução urinária ou intestinal.

Assim, o diagnóstico dos lipossarcomas bem diferenciados e desdiferenciados costuma ser feito por ressonância magnética. Já os lipossarcomas mixoides e pleomórficos são diagnosticados por biópsia.

Qual é a diferença entre lipossarcoma e lipoma?

lipoma é um tumor benigno que se desenvolve, lentamente, a partir das células do tecido adiposo (chamados lipócitos). O lipossarcoma tem a mesma origem, porém, como explicado, é um tumor maligno.

Em geral, os lipomas crescem abaixo da pele dos braços, ombros, costas ou pescoço, formando uma protuberância (caroço) perceptível.

Os lipomas, vale destacar, não têm risco de virar câncer e são bem mais comuns do que os lipossarcomas. Estima-se que eles estejam presentes em 1 a 2% da população, surgindo, geralmente, após os 40 anos.

Na maioria das vezes, não é preciso tratá-los. A exceção são casos em que a sua localização provoque dor e/ou seja esteticamente incômoda. Uma vez retirado, o lipoma não tende a reaparecer.

Quais são os possíveis tratamentos?

O tratamento do lipossarcoma varia conforme o tipo e a localização do tumor, seu estadiamento e as condições clínicas de cada paciente. Na maior parte dos casos, o tratamento é feito com cirurgia para ressecção tumoral.

No entanto, quando o tumor se estende às articulações, aos vasos sanguíneos ou aos nervos, realiza-se a radioterapia antes do procedimento. O objetivo é reduzir o tamanho do tumor, de modo a facilitar sua ressecção e evitar amputações. Após a cirurgia, pode ser preciso realizar novas sessões de radioterapia, para prevenir recidivas locais. Também é possível que sejam necessárias sessões de quimioterapia após ou antes a cirurgia.

Já em lipossarcomas com metástase, a abordagem é diferente. Nesses casos, costuma ser necessário associar outras terapêuticas à cirurgia, tais como quimioterapia, imunoterapia ou terapia alvo.

Considerando o componente genético do lipossarcoma, a oncologia de precisão se mostra uma estratégia bastante favorável na sua abordagem. Para isso, consideram-se as informações genéticas das células cancerosas na definição do tratamento, o que o torna mais efetivo e com menos efeitos colaterais!


O Lipossarcoma é um tipo de câncer raro, que aparece no tecido adiposo. Esse tipo de tumor tem tecido mole e pode aparecer em qualquer parte do corpo, no entanto, é comum se desenvolver no abdômen, braços e pernas. Ele lembra um lipoma, um nódulo não-canceroso de células gordurosas.

É uma doença peculiar a adultos, mas pode aparecer em crianças também. Há lipossarcomas que aumentam de tamanho lentamente e podem ser removidos com facilidade. Outros são de crescimento acelerado e atingem demais órgãos.

Os sintomas

A localização dos lipossarcomas interferirá nos sintomas apresentados.

Quando localizado nos braços ou nas pernas, pode causar dor, inchaço ou fraqueza no membro afetado. 

Quando localizado no abdômen, o tumor pode se desenvolver no retroperitônio, a membrana que cobre os órgãos abdominais, e causar ganho de peso, dor ou inchaço no estômago, constipação ou fezes sangrentas e problemas para urinar.

Quando localizado na região da barriga e atinge um tamanho muito grande, pode pressionar órgãos vizinhos gerando dor, inchaço ou perturbar a função de órgãos próximos, tais como os pulmões e fígado.

Causas do Lipossarcoma

Eles ocorrem quando células previamente saudáveis desenvolvem erros em seu DNA e começam a se multiplicar rapidamente. 

A princípio não existem fatores de risco conhecidos para que esse tipo de câncer apareça, ou seja, não estão relacionados a aspectos do estilo de vida como fumo ou má alimentação. No entanto, é um tipo de câncer frequente em pessoas com idade entre 50 e 65 anos.

Apesar disso, há fatores de risco para o surgimento de qualquer tipo de câncer de tecidos moles. Entre ele estão:

  • histórico de radiação para o abdômen ou outra parte do corpo;
  • histórico de cancro relacionado com a genética;
  • exposição a produtos químicos conhecidos por causar câncer;
  • ter um sistema linfático danificado.

Diagnóstico e o tratamento

Identificados os sintomas do lipossarcoma, o médico pode solicitar exames de imagem para avaliar o tamanho do tumor e verificar se ele se alastrou por outras partes do corpo. Uma biópsia será feita em seguida para testar uma amostra do tecido. A partir dessa análise será identificada a que classe de lipossarcoma o tumor pertence e será determinado um prognóstico. Entre os tratamentos possíveis estão:

  • Cirurgia: tratamento que consiste na retirada das células malignas. 
  • Radiação: pode ser indicada quando a cirurgia não pode ser realizada ou após a cirurgia, para matar todas as células cancerosas restantes. Esse método também é usado para diminuir o tumor antes da cirurgia.
  • Quimioterapia: tratamento que elimina células de crescimento rápido.
  • Drogas órfãs: são alimentos e remédios aprovados para o tratamento da doença que se espalhou ou teve metástases, que não podem ser removidas cirurgicamente e não responderam a regimes de quimioterapia.

É importante que todo diagnóstico e tratamento de lipossarcomas sejam feitos sob o cuidado de um especialista que oferecerá os esclarecimentos devidos.

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Fístula anal: o que é e tratamentos

 

Resumo

Uma cavidade anormal ou túnel que se forma entre o canal anal até a pele próxima ao ânus.

Sintomas

Dor constante e latejante e que pode piorar quando você se senta ou se move

  • Inchaço e vermelhidão ao redor do ânus
  • Descarga de sangue ou pus do ânus
  • Irritação da pele ao redor do ânus
  • Uma febre alta
  • Dificuldade em controlar os movimentos intestinais

Causas

A principal causa da fístula anal é um abscesso anal

  • Abscesso anterior que não cicatriza corretamente depois que o pus é drenado
  • Abscessos anais recorrentes

As causas menores incluem:

  • Doença de Crohn o sistema digestivo fica inflamado e é uma condição de longo prazo
  • Diverticuliteinfecção de bolsas pequenas que podem ficar fora do lado dos intestinos grandes
  • Infecção por tuberculose ou HIV
  • Complicação da cirurgia perto do ânus

Diagnóstico

O diagnóstico envolve revisão do histórico do paciente, exame físico e anoscopia.

→ Opções de tratamento comuns

→ Como é que isto é diagnosticado?

Fatos

  • Tratável por um profissional médico
  • Diagnosticado por profissional médico
  • Raramente requer exames laboratoriais ou de imagem
  • Pode durar meses
  • Comum entre as idades de 35 - 50
  • Mais comum em homens

Tratamentos

O tratamento da fístula anal envolve várias etapas. O tratamento definitivo de uma fístula visa impedir sua recorrência.

Medicação

Antibióticos: Para prevenir infecções.

Procedimentos

Fistulotomia: Isso envolve cortar toda a extensão da fístula para que ela se transforme em uma cicatriz plana.

Procedimentos de Seton: Um Seton é colocado na fístula por várias semanas para auxiliar na cicatrização antes que outros procedimentos sejam feitos para tratá-lo.

domingo, 27 de agosto de 2023

Como funciona um transplante de coração?

 

Quando coração é retirado do corpo do doador, um cronômetro é acionado: em até 4 horas, o órgão precisa voltar a pulsar no corpo de outra pessoa. Veja quais as etapas do procedimento.


Equipe médica durante transplante de coração no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, na Paraíba — Foto: Governo da Paraíba/Divulgação


A cirurgia de transplante de coração, pela qual o apresentador Faustão passou neste domingo (27), é feita no Brasil desde 1968, como última alternativa de tratamento para problemas cardíacos. A medicina evoluiu — e permite que o paciente tenha excelente qualidade de vida após o procedimento, afirmam especialistas —, mas um obstáculo permanece: a dificuldade de encontrar doadores de órgãos no país.

Por isso, quando aparece uma oportunidade de fazer o transplante, todas as etapas precisam ser seguidas com rigor. Assim que o coração é retirado do corpo do doador, um cronômetro é disparado: em até 4 horas, ele precisa estar pulsando no corpo do receptor. É esse o tempo máximo durante o qual o órgão consegue manter suas atividades fora do corpo humano.


Veja as etapas do transplante de coração — Foto: Arte/g1


Em que casos o transplante é indicado?


"O transplante de coração é reservado para quadros graves, quando não há mais terapia suficiente para resolver o problema", afirma Samuel Padovani Steffen, cirurgião cardiovascular da Rede D'Or.

 

Podem ser problemas de insuficiência cardíaca congênitos (de nascimento) ou adquiridos ao longo da vida.

O médico explica que, no Brasil, a grande maioria dos pacientes com indicação de transplante tem miocardiopatia dilatada idiopática: o coração cresce e deixa de conseguir bombear sangue em quantidade suficiente para o organismo inteiro.

"Outra causa frequente é a doença isquêmica do coração [quando o fluxo de sangue nas artérias é obstruído por placas de gordura]", diz.

Tratamento com imunossupressores: como funciona?


Após a cirurgia, o paciente fica hospitalizado por cerca de 30 dias, para que a equipe médica garanta que o novo órgão não vai ser rejeitado.


"O sistema imunológico, que protege o nosso organismo, rejeita tudo o que é estranho, para nos defender de infecções", afirma Silvia Ayub Ferreira, coordenadora do programa cardíaco do Hospital Sírio-Libânes (SP).


Para evitar esse tipo de reação do corpo "contra" o coração novo, o paciente faz uso de medicamentos imunossupressores -- remédios que diminuem a imunidade da pessoa para inibir esses mecanismos de "defesa". Como efeito colateral, o transplantado fica mais vulnerável a outras doenças.


O que muda antes e depois do transplante?


Em geral, uma pessoa que recebe diagnóstico para o transplante de coração está em um quadro tão grave que não consegue fazer até as atividades mais simples, como caminhar em casa.

Há casos de pacientes que precisam passar meses hospitalizados, sendo monitorados, no aguardo do novo órgão. Segundo os especialistas  a espera pela doação varia de 2 a 18 meses.

Após a cirurgia, a vida volta ao considerado "normal". Mas é preciso, claro, cuidar do coração: ter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas com regularidade e fazer acompanhamento médico constante.

"Do ponto de vista cardiovascular, a pessoa pode retomar sua rotina",